<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979</id><updated>2011-08-18T13:19:05.219+01:00</updated><category term='Opinião'/><category term='Factos e Personalidades regionais'/><category term='História regional'/><category term='História local'/><category term='Factos e Personalidades locais'/><title type='text'>Figueira de Castelo Rodrigo</title><subtitle type='html'>perspectivas de história local e regional</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-9047310111850368796</id><published>2011-08-06T15:47:00.002+01:00</published><updated>2011-08-06T15:47:48.462+01:00</updated><title type='text'>Ok experiencia</title><content type='html'>Apagar já&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-9047310111850368796?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/9047310111850368796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2011/08/ok-experiencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/9047310111850368796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/9047310111850368796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2011/08/ok-experiencia.html' title='Ok experiencia'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-9096592299518371052</id><published>2010-02-13T10:58:00.002Z</published><updated>2010-02-13T12:30:43.130Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Perspectivas de História local e regional</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;História Nacional versus História local e Regional&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As vozes que se têm levantado contra o modelo tradicional de historiografia por ele se compadecer apenas pelas figuras de relevância nacional, os grandes heróis da História de Portugal, ignorando o cidadão comum, continuam a fazer-se ouvir por toda a parte e, pelo que tenho visto em publicações patrocinadas pelas autarquias, em fóruns digitais (mesmo nos generalistas) ou na blogosfera, esse apelo tem sido favoravelmente acolhido por um número cada vez maior de portugueses, pelo que não será descabido afirmar-se que está em curso um movimento irreversível pela renovação do conceito de objecto historiográfico e pela coexistência de uma História Local ou Regional com a Macro-História. Enquanto que esta continua a ser, teimosa e comodamente a «cosa nostra» de academistas consagrados, a História Local ou Regional, costuma fazer as delícias da maioria dos jovens licenciados que procuram um tema sustentável para a sua tese de doutoramento e que depois servirá, na maioria dos casos, para rechear os arquivos universitários como mais uma referência bibliográfica destinada, não ao público em geral, não aos habitantes das localidades ou regiões estudadas, mas sim às novas fornadas de doutores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felizmente, já muitos estudos foram publicados no âmbito da História Local e Regional e são-no cada vez em maior numero e pelos mais variados meios, graças aos progressos da Cibernáutica, mas eles devem-se mais ao sacrifício e à dedicação apaixonada de autodidactas do que ao trabalho de profissionais especializados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, é prematuro afirmar-se que a História Local está melhor. A meu ver a maioria das publicações locais são obras generalistas, monografias e roteiros turísticos que apresentam breves extractos ou resenhas históricas compiladas e recompiladas de textos historiográficos com meio século de existência e, portanto, repetem-se os mesmos mitos da fundação, o mesmo sentido da história factual, nos domínios estritamente político (soberania leonesa, depois portuguesa…) militar (a Salgadela…) e diplomático (o Tratado de Alcanizes…), e ponto final. Claro que é importante conhecer estes factos, desde que a sua credibilidade seja constantemente posta à prova, o que também não tem acontecido ( isto é um mal menor, que pode ser discutido noutro espaço!), mas os mesmos factos e personagens a eles associadas são, afinal de contas, factos e personalidades de relevância nacional e, como tal, menos convenientes ao público local, a cujo conhecimento prioritariamente se destinam. É fácil entender que o Manel da Mata de Lobos, por exemplo, se interesse mais pelas histórias do Zé da Pipa do que pelas histórias de Pedro Jacques, acerca do qual lhe bastou saber que foi quem correu com os espanhóis naquele sítio perto da sua vinha, onde até está uma cruz de pedra a dizer isso. Isso justificará a exclusão dos tais factos de relevância nacional na história local de Mata de Lobos? Ou até a substituição do monumento de Pedro Jacques por uma estátua em memória ao Zé da Pipa? Não se trata de uma ironia nem de uma piada. Já li várias propostas deste género!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu entendo que a «Nova História» Local e Regional, cuja primordial função é a divulgação de toda a verdade histórica, deve poder coexistir com a História Nacional, isto é, deve ser entendida como a história dos heróis, dos reis, dos marqueses, dos diplomatas, das batalhas, dos tratados que estejam relacionados com a localidade ou com o concelho, mas também do cidadão comum, rico ou pobre, do carpinteiro, do sapateiro, enfim, parafraseando Carlos Vicente (Nas Crónicas do Nosso Povo), do povo simples e humilde e do seu património tradicional. Este é caminho da moderação, pelo mutualismo e pelo compromisso que é o único que me parece viável até que alguém me convença do contrário. Há mesmo quem reconheça que a cegonha Joana é uma figura histórica de relevância local. Eu concordo, mas a sua história já foi publicada em vários formatos e até já tinha uma estátua antes de nascer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada uma das freguesias do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo terá, por certo, as suas próprias personagens históricas, pessoas que em contextos antropológicos e culturais diferentes dos de hoje, marcaram o seu tempo, quer pela sua personalidade singular, quer pelos seus feitos, e cujas histórias foram passando, por via oral, de geração em geração. São estes os protagonistas e as tradições perdidas da nossa História que devemos redescobrir e estudar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que já foram dados passos importantes nesse sentido, ao longo das várias edições do Ecos da Marofa, nomeadamente por Artur Gonçalves, Carlos Vicente, António Vermelho do Corral, para citar apenas aqueles que me apraz considerar como os mais notados pioneiros desta forma de interpretar e divulgar os valores patrimoniais, antropológicos e culturais que fazem a História das nossas localidades e da nossa região, mas, os objectivos que parecem sujacentes nos seus seus trabalhos, lamentavelmente, não parecem encontrar seguidores. João Farias, por exemplo, foi uma das figuras históricas figueirense que cunhou o seu tempo, mas quantos, de entre todos o jovens figueirenses saberão da existência desta figura e das histórias a ela associadas, designadamente a do «Coze-te, coze-te João Farias»?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostaria que aqui fossem identificadas e deixadas referências (estudos efectuados, fotos relacionadas e possíveis direitos de publicação) sobre esta e outras personagens menos conhecidas, esta e aquela tradição esquecida de tal aldeia ou de toda a região, que ainda não foram resgatas, para que todas elas, tal como os seus feitos, deixem de encaradas como meras «estórias contadas» e se convertam em objectos de estudos ou em instrumentos didáctico-pedagógicos a explorar pelas próprias instituições de ensino e educação, onde o aluno, que tradicionalmente se propunha fazer um trabalho sobre Cristóvão de Moura e a Restauração em Castelo Rodrigo, possa decidir fazer um trabalho sobre João Farias e a vila de Figueira de Castelo Rodrigo do seu tempo ou sobre como se comemorava o Natal ou a Restauração há 80 ou 100 anos. Este tipo de experiência integrada nos curricula escolares não seria inédito, pois já é implementada em Portugal e no Brasil, apesar de ainda existirem vozes discordantes. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-9096592299518371052?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/9096592299518371052/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/perspectivas-de-historia-local-e_13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/9096592299518371052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/9096592299518371052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/perspectivas-de-historia-local-e_13.html' title='Perspectivas de História local e regional'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-1184180433113391282</id><published>2010-02-13T10:54:00.007Z</published><updated>2010-02-13T12:31:45.809Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Factos e Personalidades locais'/><title type='text'>Histórias de cegonhas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aHtQ6l-vI/AAAAAAAAAi8/xcoMZL-PhRY/s1600-h/acegonha1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aHtQ6l-vI/AAAAAAAAAi8/xcoMZL-PhRY/s200/acegonha1.jpg" width="111" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em Nisa, no Alentejo há uma curiosa história de uma cegonha, ainda viva, a Maria de Nisa que se transformou numa figura singular da vila. Vejamos o que dela se conta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«A Maria é uma jovem cegonha que perdeu os seus pais devido à secura alentejana. Consta que partiram para longe, talvez em busca de outras águas. A população de Nisa adoptou-a e alimenta-a e ela passeia bem-disposta pelas ruas e praças da vila.» &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://valkirio.blogspot.com/2009/07/maria-de-nisa.html"&gt;http://valkirio.blogspot.com/2009/07/maria-de-nisa.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aIPjArKWI/AAAAAAAAAjE/RnriL1P0uKk/s1600-h/acegonha2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="171" src="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aIPjArKWI/AAAAAAAAAjE/RnriL1P0uKk/s200/acegonha2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Onde é que nós já vimos isto? Em Figueira de Castelo Rodrigo, é claro. &lt;/div&gt;A história da Joana é parecida. Mas a Joana já faleceu, atropelada por um automóvel ao atravessar uma rua da vila, apesar do cuidado que ela tinha em servir-se das passadeiras destinadas aos peões (como se pode ver por uma das raras fotos que dela saudosamente se guarda). A história da Joana, que passou por vários órgãos de comunicação, na televisão e na imprensa, na blogosfera, foi contada assim por Nando Costa: &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Chama-se Joana. Nasceu na Primavera do ano de 1981, no ninho da torre da Igreja Matriz da bonita vila de Figueira de Castelo Rodrigo "Rainha da Amendoeira em Flor" no distrito da Guarda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Figueira de Castelo Rodrigo é por excelência um concelho nobre de cegonhas. Estas bonitas e elegantes aves, que todos os anos vêm alegrar os céus da vila, que desde há muitas décadas foi escolhida para dar continuidade à sua espécie. São por todos sempre bem-vindas e constituem um dos mais belos atractivos turísticos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A torre da Igreja Matriz, depósito de água e mais duas chaminés, são os locais mais apetecidos e disputados pelas aves que vêm da África Central e Meridional: Senegal, Nigéria, Pântanos do Tchad, tudo a sul do Sahara. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os machos primam pela pontualidade; voltam exactamente ao mesmo ninho do ano anterior e começam logo a prepará-lo para receber a sua companheira, uma operação que demora entre oito a quinze dias. É nos meses de Junho e Julho, altura certa em que as novas crias estão aptas para os primeiros voos e à procura de alimentos pelos campos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Julho de 1991, no ninho da torre da Igreja Matriz de Figueira, a 30 metros de altura, uma das pequenas cegonhas, viu a sua primeira tentativa de voo frustrada. Uma queda do ninho para o telhado da Igreja, que só por acaso não foi fatal, teve por consequência uma asa partida. Foram de imediato alertados os Bombeiros Voluntários para a ocorrência, tendo o seu Comandante feito deslocar o piquete de intervenção ao local, para a arrojada operação de salvamento. Os seis jovens bombeiros, António Pereira, Júlio Alves, Jorge Silva, Bruno Rebolho, Horácio Calça e Paulo Patrício, que com a ajuda do senhor José Esteves Velho, conseguiram colocar a salvo a jovem cegonha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De imediato assistida e levada para o quartel dos bombeiros, onde durante mais de três semanas teve honras de hóspede. "Joana" (nome pelo qual ficou baptizada) cedo ganhou a simpatia de todos e passeava-se pelo espaço circundante do quartel, num diariamente refrescado e alagado espaço, onde as aparas de carne e de peixe - prontamente cedidas pelas casas comerciais - não faltavam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do bom trato, as suas asas não se encontravam definitivamente curadas, tendo-se para o efeito contactado o Serviço Nacional de Conservação da Natureza que procedeu ao seu transporte para o Parque Nacional da Serra da Estrela, a fim de lhe serem ministrados os cuidados necessários. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após o seu tratamento regressou a Figueira ao quartel dos bombeiros onde os Soldados da Paz e o quarteleiro Tó-Zé, comprometeram-se a continuar a tratá-la com afecto, como até aqui o fizeram. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salva de todos os perigos pelos bombeiros, a pequena cegonha não podia ter tido melhores pais adoptivos. Desde então que a sua casa é o quartel dos Bombeiros Figueirenses. Ali tem o seu poiso: Um ninho feito à medida no interior do edifício, uma portinhola para entrar e sair quando quer, é tudo quanto faz de Joana uma autêntica princesa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mal nasce o dia, A "princesa" Joana prepara-se para o seu passeio matinal. Passeia-se pelas ruas da vila sem destino certo. Não ignora os cumprimentos dos seus concidadãos, mas também não é "senhora" de muitas confianças. Na vila já toda a gente sabe que a Joana gosta de uma palavrinha, mas que não passe disso, porque qualquer intimidade pode acabar com uma "bicada" da elegante cegonha. A Joana também gosta de fazer companhia às senhoras que ao "soalheiro", fazem as suas rendas. Civismo, educação e respeito pelas regras de trânsito, são bons exemplos que a Joana também sabe dar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peixe do rio, preferencialmente minhocas, ratos, lagartos, cobras e rãs, são a ementa preferida da Joana. Mal pressente que a noite está prestes a chegar, a Joana recolhe a casa, como manda a rotina. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As cegonhas são o ex-libris dos Figueirenses. Instalam-se e nidificam todos os anos nos mesmos locais, um pouco por todo o concelho. As cegonhas são aves tradicionalmente acarinhadas e protegidas pela população.» &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte : Nando Costa, in &lt;a href="http://cardoso.com.sapo.pt/Figueira/Joana.html"&gt;http://cardoso.com.sapo.pt/Figueira/Joana.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-1184180433113391282?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/1184180433113391282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/historias-de-cegonhas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/1184180433113391282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/1184180433113391282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/historias-de-cegonhas.html' title='Histórias de cegonhas'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aHtQ6l-vI/AAAAAAAAAi8/xcoMZL-PhRY/s72-c/acegonha1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-8018130074608949505</id><published>2010-02-12T20:12:00.002Z</published><updated>2010-02-13T12:32:16.804Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Factos e Personalidades locais'/><title type='text'>O Zé da Pipa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Zé da Pipa era um homem danado a virar copos. Atarracado e duro como moita de carrascos, gabava-se de não ter medo de almas penadas. O vinho tornava-o avinagrado por dentro, fazendo a vida negra à mulher. O filho mais velho, o Meio Quartilho, como lhe chamavam por causa do pai, chegou a atirar-se a ele para defender a integridade física da mãe que ameaçava sair de casa de vez para que o homem se emendasse, embora tudo se resumisse sempre a lérias. Ele continuava a beber e o bafo saía-lhe da boca acre como baga de zimbro. No dia de aniversário, em vez de velinhas, exigia copos acesos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa tarde de fins de Outubro, sentiu-se mal. Inchou como um touro, e correram com ele para o hospital concelhio. Como ali não havia aparelhos à altura, foi preciso levá-lo no carro dos bombeiros para a Guarda. Pelo caminho ia perguntando se lá também davam vinho e rogava pelas alminhas que tivessem cuidado com as luas e a trovoada, porque lhe podiam turvar o vinhinho. Regressou ao fim de três dias fresco e rijo como agrião e cheio de saudades da pipa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num dia de feira, foi com a mulher ao Centro de Saúde buscar as análises. Ela entrou primeiro no consultório e pediu ao médico que lhe proibisse o vinho. Porém, quando ele se apercebeu que o queriam tramar, ameaçou virar tudo do avesso, e o médico viu-se obrigado a dizer que podia beber à vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na terça-feira de Entrudo, cismou que queria comer grelos com o palaio regados com azeite do novo. Deitou um gortcho de azeite por cima dos grelos e, depois de os provar, resmungou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;- O azeite está rançoso como tu, sua reconca!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O vinho é que tu não achas rançoso, alma do diabo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como ele insistia, a mulher foi buscar uma garrafa de azeite velho, o que levou o filho a dizer que lhe trouxesse mas é uma de vinho, que ele via melhor a diferença. O Zé da Pipa é que não gostou nada da graça do filho; instintivamente, deu-lhe uma catcheirada, atirou com o palaio à cabeça da mulher e virou tudo de pantanas, indo, religiosamente, refugiar-se ao lado da pipa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia de Páscoa, como tinha andado a beijar a cruz em casa dos sete irmãos, passou por nova crise. Ao fim da manhã, quando chegou a vez de o padre tirar o folar em casa dele, pensou que era já para a extrema-unção e fechou-lhe a porta. A crise agravou-se e parecia que havia de rebentar. Inchava cada vez mais, e o Natividade aconselhou-o a levá-lo a Porto da Carne.À chegada, a mulher contou à bruxa o que se passava e untou-lhe bem as mãos com a condição de lhe meter muito medo com o vinho. O Zé da Pipa voltou de lá com a proibição absoluta de beber, com umas ervas secas para desinchar e um frasquinho com um novelo de pêlo de rabo de mula que devia guardar na algibeira do casaco. Se o deitasse fora, ele aparecia dentro da pipa, e o vinho avinagrava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passou uma semana sem beber, mas com um peso danado na consciência. Numa noite fria em que a lua nova passava por cima do telhado da casa, depois de tomar o chá e de calculadamente rodar o frasquinho na ponta dos dedos indecisos, levantou-se da mesa vagaroso e dirigiu-se para o horto. A mulher, que o andava a espiar, olhou para o filho e fez-lhe sinal com a cabeça. No momento em que o pai aventou o frasco para o ribeiro, o rapaz meteu um novelo de rabo de burra e cinco litros de vinagre na pipa. Livre do frasco, de compromissos e de bruxarias, o ti Zé esfregou as mãos, arregalou os olhos e, sentindo as narinas e os beiços mais reconfortados com o cheiro do tintol, foi direito à pipa para lhe sorver a alma. Mal levou aos lábios o primeiro copo, o novelo veio-lhe à boca e o vinho soube-lhe a vinagre. Atirou um berro que alvoroçou a vizinhança e sentiu-se perdido. Levaram-no numa padiola para casa e deitaram-no em cima da arca da entrada da casa, ficando a gemer durante duas horas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi remédio santo. Nessa noite, convencido que há coisas estranhas que o homem não pode entender, caiu de bruços à frente da mulher e, voltado para a imagem de Na Senhora dos Remédios, jurou pela alma do pai que nunca mais voltava a provar o vinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;autor: Carlos A. Vicente in Crónicas do Nosso Povo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[relevância: Local, regional]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-8018130074608949505?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/8018130074608949505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/o-ze-da-pipa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/8018130074608949505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/8018130074608949505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/o-ze-da-pipa.html' title='O Zé da Pipa'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-7028016042350261028</id><published>2010-02-12T20:10:00.012Z</published><updated>2010-02-13T12:34:50.329Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Factos e Personalidades locais'/><title type='text'>A Tragédia do Colmeal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Colmeal, outrora designada de Colmeal das Donas é uma aldeia abandonada da freguesia que ainda lhe deve o nome, situada no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. De origens remotas (surge pela primeira vez mencionada em documentos papais e leoneses do século XII) tem uma história curiosa que atingiu o dramatismo a partir da década de 40 do século passado que, começando por fazer correr rios de tinta na imprensa regional e nacional nos anos que se seguiram à revolução dos cravos, tem vindo a ser cada vez mais mediatizada e a constituir motivo de fascínio por parte das novas gerações que a têm feito passar nos meios de comunicação social nas mais variadas formas, que vão desde as interessantes versões romanceadas de Felícia Cabrita até às reportagens de Sandra Invêncio e de Gabriela Marujo que exploram as memórias e lamentações dos seus antigos habitantes e expõem toda a verdade nua e crua da história desta «aldeia fantasma».&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Memórias e lamentações&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;António Bordalo, 72 anos esgalhados na terra, tenta esquivar-se a uma velha maleita que se lhe encostou à alma. As pernas escanzeladas descobrem a força e a agilidade do antigo pastor e cortam o silvedo como lanças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aM4X7MhuI/AAAAAAAAAjU/BRJ6ztIn60k/s1600-h/colmeal1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aM4X7MhuI/AAAAAAAAAjU/BRJ6ztIn60k/s320/colmeal1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A espreitar do vale, o campanário da igreja paroquial do Colmeal dá sainete à serra. António estaca, no olhar o desconcerto, na boca mil maldições. Deus noutro tempo não sabia o que fazia. A porta do templo saiu dos gonzos, o telhado ruiu e o sino, que tinha escapado às invasões francesas, voou com alguma dança macabra. O velho procurava em volta vestígios do cemitério que as silvas escondem, entra na igreja, tropeça.As pedras de granito das sepulturas foram levantadas, crânios estilhaçados e ossos cortam-lhe os passos. Abre a porta da sacristia que dá para o cemitério, arbustos encorpados como gente, onde os bichos daninhos se acoitam, impedem a passagem, e ele quebra cego na dor: «Bandidos, ladrões, que aqui tenho meus avós, minha mãe, meu sangue».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;António atravessa a aldeia fantasma à procura de velhas lembranças. O telhado da sua antiga casa tombou e à porta uma mata densa impede-lhe a entrada. No solar de Pedro Álvares Cabral, os frescos nas paredes despedaçadas, e a pedra de armas ainda resistem ao logro do tempo. As vacas são agora as senhoras da casa fidalga, nos antigos salões rompem com os velhos moldes feudais aliviando aliviando a tripa e protegem-se do sol implacável de Julho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentado na escadaria, o velho solta a memória, alegrias e tristezas, lendas e medos de gente da serra, habitantes de uma aldeia com passado que teve o nome assente nos cronicões. Ali tinham nascido e morrido seus antepassados, avós lusos e iberos. O pai era lavrador e tinha de seu uma junta de bois e muitas colmeias. Viviam apenas da lavoura e quando não havia agricultura iam à jeira para terras de famílias abastadas. A água não faltava nas hortas e pomares, e as frutas e as hortaliças do Colmeal eram muito cobiçadas. Mas quando se aproximava Maio, antes das colheitas, não sobrava trigo para trocar por sardinha ou rabos de bacalhau, e os mais pobres não tinham outro passadio que não fosse pão com azedas que cresciam nas paredes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ia o século a dar os primeiros acordes e António, mal completara 7 anos, começou a galgar a serra com o rebanho do feitor. José Feliciano era bom homem, e ainda ia longe o tempo dos desacertos. Calçou-o, foram os primeiros sapatos que conheceu, tamancos de pau ferrados. Dava-lhe a merenda e ao fim do ano oferecia-lhe um animal. António não pedia mais à sorte, que isso era quase pecado, e aos poucos conseguia uma cabrada. O rapaz andava com o rebanho à folha pela serra, sem quebranto. Um pau de choupo servia de arma contra os lobos e para vergar o fole a quem não viesse por bem. Pelava-se para abater o lobo ou a raposa e mostrava-se depois de povo em povo, a fazer gala da presa e a arrecadar ovos e farinha pelo serviço prestado aos galinheiros. Mas quando se aproximava Junho arrepelava-se se tinha que passar pela Cova da Moura, uma sepultura do tempo da moirama, encerrada numa fraga. Mantinham velhos pastores, que passavam dias e noites a cismar naqueles serros que arranhavam o céu, que a moura saía do seu encanto pela festa de S. João, e à noitinha estendia a sua roupa à orvalhada para não ganhar traça. As mulheres, a quem a natureza tinha concedido a fraqueza, quando vinham da ceifa não olhavam para trás para não caírem no feitiço. António com coisas dessa natureza nunca mofou, e era certo que depois da meia-noite baixava as trancas para se defender do andaço dos lobisomens que batiam às aldrabas a ver se pegava, e deitavam coices às portas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao domingo abandonavam os sachos e as gadanhas, era dia de folgança. De manhã Padre Seixas, mais conhecido por Cieiro, mercê da comparação que o povo fazia entre ele e o vento nordeste, violento e frio, celebrava; ainda a missa era cantada. A igreja estava apinhada de povo, muito afeiçoado às coisas de Deus. O santo predilecto era o Pai eterno, que tinha uma bola na mão, representação do mundo. E eles andavam sempre muito alinhados com as leis divinas para não desfeitarem o santo, porque sabiam que se o globo caísse se afundava o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mal a noite se punha, os rapazes faziam a ronda pelo povo, tocando concertina. As moças casadoiras juntavam-se à volta da fogueira e o baile corria até de madrugada. Não havia bicho-careta dos arredores que faltasse à festa, vinham de machimbo ou a butes no engodo das raparigas que tinham fama de muito galantes. Felisbela já andava embeiçada por um rapaz, um ás da harmónica, e nunca faltava à dança. Só tinha três fardas para pôr no corpo, mas chegava para agradar. O pai tinha-a debaixo de olho com medo que o vento a emprenhasse e punha-se debaixo do lampião para não perder qualquer atrevimento do noivo. Era leve como as penas e alegrava a roda com a sua graça. O lenço caía e mostrava o cabelo entrançado, grosso e brilhante, a querer desprender-se do carrapito. Os moços de fora levavam rebuçados que ela não comia temendo alguma miscelânea que a metesse doida. Era amiga da pândega mas sem dar muito paleio para não cair nas bocas do mundo e casar com honra e crédito. As romãzeiras engalanavam a aldeia, e os mais velhos abancavam em pedras e compunham a festa com relatos de coisas antigas e os enigmas das origens. Colmeal pertencera ao reino de Leão mas com as rapsódias da história passou para a coroa portuguesa. As demandas com os espanhóis despovoaram os lugares da serra e D. Afonso V deu-lhe carta de Couto em 1540, era senhor desse povo João Gouveia. Com a morte do fidalgo andou aquela terra de senhor para senhor até acabar nas mãos de Pedro Álvares Cabral. Felisbela que não conhecia letra nem livro, sabia que a sua aldeia existia desde o início do mundo e, como toda a gente, em tudo punha milagres. Por isso pelava-se para ouvir Amadeu, o poeta da terra, que em tempos ia a Belmonte, por soutos e moitas, altos e baixos, entregar aos cabrais um braço de cebolas e umas tantas galinhas pelo foro do povo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amadeu mexia em verso no passado e trapaceava as crónicas. Junto à fogueira com a garrafa de vinho à perna, o poeta contava à sua maneira o que já ouvira dizer a seus antepassados sobre a origem da aldeia. Era uma vez um pastor deste lugar que entrou em desassossego com um sonho que o perseguia. Alguém lhe dizia que fosse a Belém procurar o seu bem, e de tanto malucar com este mistério, um dia foi. Ao chegar à beira de uma fonte, encontrou um pastor negro que lhe deu a chave da mensagem. E ele partiu às pressas, para junto do seu gado que andava no pasto, e debaixo de umas lajes encontrou uma cabra e um chibo de ouro. Por ser homem de honra não se alapardou com o tesouro e foi ao palácio entregá-lo ao rei. O monarca, satisfeito com a oferenda, disse ao pastor que lhe satisfazia um desejo. E o homem pediu-lhe umas terras para amanhar, e pastos para as suas cabras, e assim nasceu o Colmeal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aNShimBTI/AAAAAAAAAjc/AlLn3xWqL-0/s1600-h/acolmeal1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aNShimBTI/AAAAAAAAAjc/AlLn3xWqL-0/s320/acolmeal1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Felisbela quando mirava o solar dos Cabrais não duvidava da lenda, na pedra de armas, gravado, uma cabra e um chibo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aires Cruz trava o passo na casa dos Cabrais. Uma ruína apenas reconhecível pelo brasão: um chibo e uma cabra. Aqui, neste mesmo sítio, há 12 anos, depois de me ter contado a sua história e da sua gente, avisou-me que tinha um segredo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia, talvez, o partilhasse comigo. Tentei esgravatar cada vez mais a memória do homem, apanhá-lo numa curva acidentada do tempo e apoderar-me do segredo. Nada feito, essa seria a sua última arma de arremesso ao futuro, caso o nosso trabalho de investigação não conseguisse dialogar com o poder local e com a justiça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esperei assim muito tempo até fazer parte dos mistérios do Colmeal. Chegara a hora. Aires não mudou. Tem o mesmo olhar assombrado. Chama o silêncio, fica muito tempo a ver desfilar, na câmara escura das recordações, as sombras da sua aldeia que o antigo regime quis tirar do mapa da história Portuguesa, e Abril ignorou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A boca amarra-se vê-se o ódio pela força que os músculos dos maxilares exercem. Raios vermelhos abrasam-lhe o olhar como se tivesse visto o sangue dos seus mortos, como nuvens espessas a submergir o Colmeal. Lembra-se da sentença do tribunal que transformou uma aldeia que vinha nos cronicões numa quinta privada. Evoca o poeta Amadeu que nunca se conformou por não ter dado cabo do canastro ao juiz, e trauteou-a. Acompanho-o:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Adeus lugar de Figueira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Onde canta a perdiz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A maior pena que eu tenho foi de não matar o juiz&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo passa e arrasta a mudança. Com a República entrou o enguiço naquelas paragens. A burguesia endinheirada apodera-se dos domínios da nobreza.Os condes de Belmonte, com medo das vindictas dos republicanos, vendem o foro do Colmeal. A Igreja também abana. Os seus bens são arrolados pelo estado. A Igreja paroquial do Colmeal também. Na Beira, os novos proprietários mantinham direitos que remontavam ao tempo das sesmarias. Lavraram-se á pressa as escrituras, delimitaram-se terrenos nos olhos da gente do Colmeal que habituada à velha servidão, continuava a pagar agora aos feitores dos novos senhorios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aires atira o olhar para a Igreja, um escombro; já não se vê o cemitério, nem sobre os ossos do pai pode lamentar-se. Ainda há 12 anos, as sepulturas dos seus antepassados se viam. Estavam abertas, um silvedo encorpado dificultava a entrada, crânios e partes de esqueletos como se cumprissem um castigo eram assento para as cabras que ali iam despejar a tripa. Um incêndio recente acabou por atear até os antepassados de Aires. O homem faz um "flash-back" e encalha nas memórias da mãe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos anos quarenta do século XX, um novo feitor anunciava a desgraça. Parecia um gato a brincar com as suas presas. Um dia tomou a sua mãe de surpresa, disse-lhe que afinal não era foro mas que pagavam renda. Graciosa da Cruz passou a andar endividada. A colheita mal dava para pagar ao arrendatário: eram impostos da burra, dos cães e da carroça dos machos, mais a côngrua ao padre, um alqueire de trigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começa a construção de uma tramóia macabra. Rosa Cunha e Silva queria-se dona de todo o Colmeal, e foi ao seu advogado, um opositor do regime com passado, um socialista que meditava em "part-time" nos dramas dos pobres, Manuel Vilhena, que de um sopro baralhou as leis e transformou a povoação anterior à nacionalidade numa quinta privada. O pleito correu durante 3 anos no Tribunal de Figueira de Castelo Rodrigo, sede do concelho. Aires tinha 9 anos quando a sentença foi lavrada.Os homens e os rapazes subiram aos montes para evitar desgraças, enquanto uma força da 25 soldados da Guarda Nacional Republicana, armada até aos dentes, vinha executar o mandado de despejo. Escondido num penedo, Aires via a Guarda às coronhadas a escavacar a porta de sua casa para retirar os bens e encher as carroças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;autor: Felícia Cabrita in jornal Ecos da Marofa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Perspectivas de regresso&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aNvpdhN-I/AAAAAAAAAjk/4CQ5xj7bFJE/s1600-h/acolmeal3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="132" src="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aNvpdhN-I/AAAAAAAAAjk/4CQ5xj7bFJE/s200/acolmeal3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Da casa onde Jacinta Carvalho nasceu e viveu até aos 21 anos já só resta parte das paredes exteriores. A aldeia fantasma do Colmeal é toda ela ruína, da igreja que já perdeu o telhado àquele que terá sido um imponente solar, no extremo oposto. «Esta não é a minha terra», reage emocionada a idosa, que, no último sábado, visitou pela primeira vez a aldeia desde os acontecimentos daquela manhã de Julho de 1957 - em que os habitantes foram despejados por uma ordem judicial, num caso único nos anais da justiça portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jacinta Carvalho vive a uns 13 quilómetros do Colmeal, em Castelo Rodrigo, e conseguiu estar 52 anos sem voltar à sua terra natal. Por opção. A sua família, tal como as restantes 12 que aqui moravam em regime de foro, perdeu tudo. Confessa que lhe custa recordar o quanto o pai chorou naquele dia, em que a família se mudou para Castelo Rodrigo, para a casa onde morava já uma irmã, que entretanto ali tinha casado. Foi aqui que recomeçou a sua vida, que também casou e teve três filhos. Começa por responder com um «não sei porquê» quando questionada acerca dos motivos que a levaram a aceitar o convite de O INTERIOR para voltar à aldeia. E emociona-se novamente. Diz que não foi pela recente decisão da Assembleia Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo de criar um grupo de trabalho para averiguar do potencial turístico do Colmeal – baseado na sua história, nas potencialidades ambientais e ainda no facto de por aqui ter morado a mãe de Pedro Álvares Cabral – e nem tão pouco pela possibilidade de vir a recuperar a casa da família. «Para que a quero agora?», questiona. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;Jacinta Carvalho não tem planos para a casa. «Não vim cá antes porque tinha medo de me sentir mal», confessa. Veio agora porque, a cada vez que respondia com um “não” aos sucessivos convites de familiares e outros ex-moradores, crescia a curiosidade em saber como estaria a sua pequena aldeia: «Olhe, já não aguentava mais», desabafa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;Jacinta Carvalho recorda-se bem do dia do despejo. Conta que foi a mãe que na véspera, numa ida a Figueira Castelo Rodrigo, soube que na manhã seguinte iriam ser despejados. Tudo porque o feitor subarrendatário não pagava a renda há quatro anos àquela que era, de acordo com uma escritura de 1912, a nova e legítima proprietária dos terrenos dos herdeiros dos condes de Belmonte. A mãe da então jovem Jacinta Carvalho apressou-se a regressar à terra para avisar os aldeões. Na altura, Jacinta Carvalho era já a única de seis irmãos a residir ali com os pais. «Tínhamos uma boa seara nesse ano e então passámos a noite toda a tentar levar para Castelo Rodrigo o máximo que conseguíamos», recorda. Com o amanhecer veio o inevitável: 25 praças e três oficiais da GNR irromperam pela aldeia, entraram nas casas, retiraram os pertences dos moradores e colocaram-nos nas proximidades da Quinta Serra, a mais de um quilómetro. «Os nossos bens estavam misturados com os dos outros», conta. A família pegou nos seus pertences e rumou para Castelo Rodrigo. Outras permaneceram por ali até encontrarem um tecto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;«Um erro judicial, matricial e histórico»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;Foi o caso de Aires Cruz, outro ex-habitante, que há 17 anos tenta perceber o que diz ter sido «um erro judicial, matricial e histórico». Tinha na altura 9 anos. «Foi muito complicado», lembra. A mãe era uma viúva com cinco filhos para sustentar. A família acabou por fixar-se em Freixeda do Torrão. Agora, Aires Cruz mostra-se algo céptico em relação às recém-anunciadas intenções da autarquia, mas diz que são «boas notícias» e que «já é tempo de ser feita justiça». O antigo residente do Colmeal tem mesmo uma monografia para publicar no próximo ano, onde diz provar que se tratou «de uma apropriação de terras indevida». O Colmeal é sede de freguesia e está provado documentalmente que é paróquia, desde 1940, refere Aires Cruz. «O documento nunca foi apresentado em tribunal, que considerou erradamente o Colmeal como quinta», sustenta. O resultado das suas investigações já o levou mesmo a escrever ao Presidente da República, Procurador-Geral da República e presidente do Supremo Tribunal de Justiça, entre outros. Aires Cruz diz esperar agora que a autarquia não se fique pelas intenções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;Autor: Sandra Invêncio, in jornal Interior&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-7028016042350261028?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/7028016042350261028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/tragedia-do-colmeal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/7028016042350261028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/7028016042350261028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/tragedia-do-colmeal.html' title='A Tragédia do Colmeal'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S3aM4X7MhuI/AAAAAAAAAjU/BRJ6ztIn60k/s72-c/colmeal1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-4353444168644258048</id><published>2010-02-12T20:04:00.005Z</published><updated>2010-02-13T12:35:19.655Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Factos e Personalidades locais'/><title type='text'>Tocadores de concertinas regressam a Figueira de Castelo Rodrigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Largo Serpa Pinto, em Figueira de Castelo Rodrigo, vai ser, no domingo, o palco da sétima edição do Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio, um evento organizado pela Agência da Fundação Inatel da Guarda e Junta de Freguesia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A concentração dos inscritos está agendada para as 11h30, com a organização esperançada na participação de tocadores de concertina oriundos de vários pontos do país. A partir das 12h30 decorre um almoço convívio, com o início das actuações previsto para as 14 horas. Todos os participantes têm direito ao almoço e ainda a uma pequena lembrança. Em nota enviada à imprensa, a Agência da Fundação Inatel na Guarda destaca que a instituição «tem levado a cabo nos últimos anos um grande esforço no sentido de recuperar a prática destes instrumentos nos grupos de folclore», contando actualmente com três núcleos de formação – em Seia, Pinhel e Coriscada (Mêda).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jornal o Interior, edição de 14-05-2009 &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-69fcca28ac5d362d" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v16.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D69fcca28ac5d362d%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329880554%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3420B435652DCC1855F961EAA08D841DDC2F804.360A05C2B15CA9CC776ABBF20F791B3A282DCBDC%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D69fcca28ac5d362d%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D6Afwkxe6BSAgw__lLabvK6sOW3Y&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v16.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D69fcca28ac5d362d%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329880554%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3420B435652DCC1855F961EAA08D841DDC2F804.360A05C2B15CA9CC776ABBF20F791B3A282DCBDC%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D69fcca28ac5d362d%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D6Afwkxe6BSAgw__lLabvK6sOW3Y&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;aninadores culturais de Figueira de Castelo Rodrigo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-4353444168644258048?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/4353444168644258048/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/tocadores-de-concertinas-regressam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/4353444168644258048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/4353444168644258048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/tocadores-de-concertinas-regressam.html' title='Tocadores de concertinas regressam a Figueira de Castelo Rodrigo'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-2620660424152889760</id><published>2010-02-12T20:02:00.002Z</published><updated>2010-02-13T12:36:49.803Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Factos e Personalidades locais'/><title type='text'>Reviver o Passado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A celebração do 1.ª Festa da Pecuária do Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, foi mais uma prova do gosto manifestado pelos habitantes do concelho pela recuperação das tradições dos seus ancestrais e para a sua mobilização prática nesse sentido. Actualmente o Encontro de tocadores de concertina, outro valor patrimonial em recuperação, vai já na sua sétima edição e promete continuar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale a pena dar uma vista de olhos pelos ecos que este movimento tem produzido na imprensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Festa da Pecuária&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia 3 de Novembro de 2007 ficou marcado pela 1ª Festa da Pecuária no Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. A mesma decorreu na aldeia histórica de Castelo Rodrigo tendo uma aderência de população local bastante positiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A região de Figueira de Castelo Rodrigo foi, em tempos não muito longínqua, caracterizada pela elevada concentração de efectivos pecuários. Esta realidade diluiu-se com a evolução demográfica do país, na medida em que a população do interior adquiriu, circunstancialmente, um perfil envelhecido e uma panóplia de técnicas agrícolas obsoletas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendo em conta todos estes factores e como entidade organizadora do evento, a Associação Transumância e Natureza (ATN) teve, como objectivos principais do mesmo a valorização da pecuária de Figueira de Castelo Rodrigo, a sensibilização para a conservação de antigos valores agro-pecuários da região e proporcionar o convívio entre as diferentes aldeias do concelho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O evento começou às 10:00 horas com um encontro equestre em Mata de Lobos (Aldeia do Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo) com uma participação, aproximada, de dez conjuntos Cavalo/Cavaleiro e um cavalo atrelado os quais percorreram 8,5 km até a aldeia histórica de Castelo Rodrigo. Todo o percurso decorreu sem incidentes e os conjuntos cavalo/cavaleiro puderam desfrutar da paisagem e do convívio inerente ao passeio equestre. O almoço para participantes e organização começou à hora prevista e foi composto de feijoada à moda portuguesa e sobremesa acompanhado de vinho da região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Festa em si começou às 14:30 horas com um desfile de pecuária, abrindo a parada um conjunto de rebanhos de ovelhas e de cabras de pastores locais, perfazendo um total aproximado de 350 animais, seguidos de um desfile alegórico de Burros de raça Mirandesa, no qual se encontravam 12 exemplares do sexo feminino devidamente albardadas e decoradas e um exemplar asinino sem raça definida atrelado a uma carroça para passeios de crianças. No final da parada seguiram os cavaleiros e respectivos cavalos fechando a mesma com chave de ouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo o desfile foi acompanhado pelos grupos de música tradicional: As Concertinas de Figueira de Castelo Rodrigo e os Gaiteiros de Miranda do Douro. Findado o desfile houve porco e borrego cozinhados de forma tradicional para todos os participantes e para o público assistente, pelo que a festa se prolongou pela noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas empresas locais estiveram representadas na festa pelo que a sua participação contribuiu para a visibilidade e divulgação dos produtos regionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O balanço final do evento foi deveras positivo pelo que a Associação se compromete em afirmar que este foi o primeiro passo na realização habitual de eventos do mesmo cariz e na criação de uma festa que seja associada aos óptimos produtos agrícolas e pecuários da região de Figueira de Castelo Rodrigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: Transumância e Natureza, 3 de Novembro de 2007 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-2620660424152889760?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/2620660424152889760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/reviver-o-passado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/2620660424152889760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/2620660424152889760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2010/02/reviver-o-passado.html' title='Reviver o Passado'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-6620695663063933120</id><published>2009-11-09T02:30:00.025Z</published><updated>2010-02-13T12:40:11.036Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Factos e Personalidades regionais'/><title type='text'>Memórias de um atento observador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Dr. António Vermelho do Corral é Director do jornal local , Ecos da Marofa, e um atento observador da realidade cultural e sociológica do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Os seus editoriais constumam ser verdadeiras lições de História local e sociológica.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E EM OUTUBRO O VENTO LEVOU!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Barca de Alva / Comboio - será que já se vê luz ao fundo do túnel!?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos tempos o mês de Outubro foi pródigo em acontecimentos importantes para o nosso concelho, que vão desde o religioso ao cultural, do político ao histórico. Creio não ser despiciendo fazer neste momento uma breve resenha dos principais acontecimentos históricos que, neste mês, o tempo registou nos Anais da História do espaço concelhio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, em 17 de Outubro de 1215 Afonso IX, rei de Leão, visita Castelo Rodrigo, onde faz uma doação à igreja de Tui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 19 de Outubro de 1301 os representantes de Castelo Rodrigo pela primeira vez têm assento nas Cortes de Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 17 do mesmo mês mas do ano de 1642 uma força espanhola composta de 1200 infantes e 500 soldados de cavalaria entram em Escarigo e dominam o destacamento constituído por 70 soldados, tudo saqueando e destruindo, tendo apenas sido poupada a igreja. E continuou pela Vermiosa, Almofala, Torre dos Frades e Mata de Lobos, tendo sido detidos em Escalhão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 26 de Outubro de 1675 toma posse do cargo de Governador da Praça de Castelo Rodrigo o Tenente-Coronel Estêvão Leite de Carvalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por decreto em 24 de Outubro de 1855 as freguesias de Algodres de Vilar de Amargo foram desanexadas do extinto concelho de Almendra e integradas no de Figueira de Castelo Rodrigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 10 de Outubro de 1858 foi deliberado em sessão camarária iniciar as obras de construção do edifício dos Paços do Concelho, por administração directa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 19 de Outubro de 1887, em sessão camarária, foi designado Paulo Monteiro Correia para se deslocar a Oliveira do Bairro a aprender o tratamento das vinhas contra a filoxera a fim de ensinar os viticultores do concelho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 8 de Outubro de 1808 foi publicado o primeiro número do jornal independente, noticioso e agrícola «Vida Nova» de que era Director Alberto de Aragão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 8 de Outubro de 1910 tomou posse a Comissão Municipal Republicana, tendo como Presidente Francisco Freire de Carvalho Falcão e vogais José da Cruz Lopes Júnior, António Joaquim da Fonseca, José Falcão de Gouveia e António Guerra Bordalo. A Câmara cessante era constituída por Dr. Francisco António Soares de Vilhena, como presidente, Felizberto Poiarez, como vice-presidente e Joaquim Henriques de Matos e Feliciano Coxito Granado como vereadores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1 de Outubro de 1919 foi nomeada uma comissão para coadjuvar a construção de um hospital na vila. O Estado concedeu incialmente a quantia de 2.000$00 acrescida mais tarde de 3.429$83.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Outubro de 1936 realiza-se a comemoração do I Centenário da criação do concelho, tendo presidido às festas o Governador Civil da Guarda, Cap. Arrochela Lobo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 10 de Outubro de 1971 procedeu-se à inauguração da iluminação eléctrica em Castelo Rodrigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, infelizmente e com grande tristeza para o povo figueirense e concelhos limítrofes em 19 de Outubro de 1988 partia de Barca de Alva pelas 07:40 horas a automotora n.º 6010, que chegara de véspera, para nunca mais voltar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A este acontecimento de triste memória anexemos um facto de natureza política. Foi assinado em 10 de Setembro último entre a Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paulo Vitorino, e cinco instituições públicas (Estrutura de Missão do Douro, REFER, CP, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e Instituto Portuário de Transportes Marítimos) um protocolo destinado a desenvolver um conjunto de infra-estruturas para o Douro, nele se incluindo a recuperação do troço da linha férrea Pocinho/Barca de Alva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aguardamos com ansiedade e recuperada esperança a sua reposição. Esperamos que o nosso Governo não se fique pelas boas intenções... que de bem intencionados está o inferno cheio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Autor: António V. do Corral, editorial do jornal &lt;em&gt;Ecos da Marofa&lt;/em&gt;, 10-10-2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUDANÇA DE COSTUMES / MUDANÇA DE VALORES&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Natal decorre num tempo litúrgico que tendo incício no primeiro Domingo do Advento se prolonga até ao Dia de Reis. No seu interim e respeitando a tradição, decorriam manifestações religiosas como a da Imaculada Conceição (dia 8), com a festa na sua capela no &lt;em&gt;Alto da Espanhola&lt;/em&gt; onde se exibiam suculentas merendas, o Natal ou nascimento de Jesus com beijação do menino e os mais crentes faziam visitas às igrejas numa devoção especial ao protomártir Santo Estêvão (dia 26), da Sagrada Família (dia 30) e ao Papa Silvestre I (dia 31). Vinham de seguida a Circuncisão do Senhor no dia um de Janeiro, hoje dia de Santa Maria, Mães de Deus e Dia Mundial da Paz, a três o Santíssimo Nome de Jesus e a seis os Reis Magos, dia santificado, e porque não seriam reis se comemora a "aparição da estrela no Oriente e a viagem dos Reis Magos até Belém", com a designação de Epifania do Senhor. Epifania em grego significa manifestação ou aparição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Comemora-se o Dia da Família, não no dia da Sagrada Família, mas em Dia de Consoada, altura em que se reúne toda a família próxima e distante em reforço dos laços parentais e recordação dos entes falecidos. E nesse dia se distribuem as prendas que a tradição mandava se fizesse em Dia de Reis, por estes ofertarem o ouro, incenso e mirra ao menino recém-nascido, aproveitando a oportunidade da presença de todos. Em alguns países como a vizinha Espanha as prendas continuam a ser ofertadas em Dia de Reis. As crianças colocavam uma meia junto à lareira na expectativa de que o Menino Jesus (hoje mercandizado em Pai Natal) durante a noite viesse e deixasse uma prenda. Para os tempos de hoje a meia de nada serviria face à sua pequenez perante o caudal de enormes prendas que nem a crise retrai.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Produziam-se manifetações de carácter comunitário como armar o presépio, enfeitar o pinheiro, assistir à missa do galo, acender a fogueira de Natal e levantar o pau ensebado em disputa pelo prémio existente no seu topo e cantavam-se as Janeiras como processo social de manifestação colectiva de parentes ou amigos contendo dois princípios: representar em cada casa a visita que os Magos fizeram ao presépio e em compensação da dádiva em canto receber como contrapartida o tributo material de uma moeda ou alimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas não ficava de fora a comemoração de um dos maiores acontecimentos da História de Portugal que ficou marcada nos campos da Salgadela, na Mata de Lobos - a Guerra da Restauração com investidas de um e outro lado da fronteira, que levou à extinção de povoados como Fontenares nas Cinco Vilas, Colmeal das Olas entre Mata e Almofala, e Torre dos Frades em Almofala, que notabilizou acérrimos defensores como o célebre Janeiro em Escalhão, que com o badalo do sino matou o tenente Zamora, e o Sargento-mor da Ordenança Isidro Pais de Aguilar residente em Escarigo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A independência ocorrera no dia 1 de Dezembro de 1640. Neste dia os professores e professoras da instrução primária reuniam-se por freguesias e comemoravam o acontecimento com a solenidade que o acto requeria. Assim os professores de Barca de Alva, Escalhão e Mata de Lobos reuniam os seus alunos alternadamente em cada uma das freguesias onde se exaltava o evento: os alunos da terceira e quarta classe recitavam textos alusivos, exibiam-se marchas, distribuíam merendas e à noite a petizada até tinha direito a um bailarico. Em Escalhão a cerimónia decorria na então escola nas eiras, junto ao chafariz, e na Mata em redor do cruzeiro comemorativo da Batalha que a História crismou de Castelo Rodrigo. E em todas as freguesias fronteiriças existem cruzeiros evocativos das atrocidades que os raianos sofreram com as investidas espanholas. Quem se lembra de um e de outros?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também as Senhoras da Conferência de São Vicente de Paula convidavam moças e moços para cantarem as Janeiras e as ofertas que auferiam eram destinadas àquela instituição que nessa quadra natalícia oferecia às pessoas mais necessitadas. Integrei durante anos esses grupos tocando (muito mal aliás, mas que servia para 'enramar ' o canto) bandolim. Não havia subsídio de inserção social nem de qualquer outra natureza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No conceito de dádiva, conforme estudos do antropólogo francês Marcel Mauss, estão contidos três princípios: dar, receber e retribuir. Segundo a Constituição Potuguesa todo o cidadão é sujeito de direitos e obrigações. Aquele subsídio apenas tem um sentido. Porque não há-se haver retribuição com trabalho à comunidade, embora respeitando as capacidades e qualificações de cada beneficiário? A menos que apenas tenha valimento a divisa de alguns sectores da sociedade contida na expressão: «Só trabalha quem não tem mais nada que fazer!»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Autor: António V. do Corral, editorial do jornal Ecos da Marofa, n.º 388 de 10-01-2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-6620695663063933120?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/6620695663063933120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/11/factos-e-personalidades-regionais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/6620695663063933120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/6620695663063933120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/11/factos-e-personalidades-regionais.html' title='Memórias de um atento observador'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-561907472428279636</id><published>2009-11-09T02:27:00.054Z</published><updated>2010-02-13T12:29:59.587Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Factos e Personalidades locais'/><title type='text'>Grupo Coral e Etnográfico de Figueira de Castelo Rodrigo</title><content type='html'>&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trinta anos de existência&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Apresentou-se ao público pela primeira vez em 28 de Agosto de 1977 na igreja matriz de Figueira de Castelo Rodrigo durante a missa dominical com cerca de 114 elementos. Trinta anos depois, embora com um número mais reduzido de participantes, o Grupo Etnográfico de Figueira não baixa os braços perante as dificuldades e continua a exibir as suas actuações por diversos lugares do país.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Dezembro de 1984 o jornal &lt;em&gt;Pinhel Falcão&lt;/em&gt;, na época boletim paroquial da cidade de Pinhel, descrevia a actuação do Grupo Coral e Etnográfico figueirense em «Terras de Falcão» com significativo título «Um notável acontecimento cultural - &lt;em&gt;o Grupo Coral da Portela e o Grupo Coral e Etnográfico de Figueira de Castelo Rodrigo actuaram brilhantemente em Pinhel.&lt;/em&gt;»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406031365022943026" src="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SwYU4lTQBzI/AAAAAAAAAaw/GotRDmFs-zY/s400/acoral2.png" style="cursor: hand; display: block; height: 293px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt; &lt;span style="font-size: 85%;"&gt;primeiros elementos do Grupo Coral e Etnográfico (1977)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Grupo nasce há trinta anos por iniciativa de um conjunto de jovens raparigas que encorajadas e a convite do saudoso Padre Canário se dirige a António Pimentel, na época dirigente de um grupo semelhante em Pinhel, solicitando-lhe a criação e orientação de um grupo coral na vila de Figueira. O maestro acedeu à gentileza do convite e, assim, a 28 de Agosto de 1977, durante a habitual missa dominical, o grupo apresenta-se pela primeira vez em público. Durante 26 anos o grupo subiu ao «palco» da igreja matriz da vila onde actuava como coro, todas as semanas, durante a missa dominical. Há cerca de quatro anos que não cantam na igreja e quando lhe perguntamos a causa, o maestro refere desconhecer a verdadeira razão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SwYVay0j0HI/AAAAAAAAAa4/-fjFo3dV2bM/s1600/acoral1.png"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406031952767864946" src="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SwYVay0j0HI/AAAAAAAAAa4/-fjFo3dV2bM/s400/acoral1.png" style="cursor: hand; float: left; height: 400px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 261px;" /&gt;&lt;/a&gt;Face aos sucessos alcançados "&lt;em&gt;se pensou em voos mais altos&lt;/em&gt;" e então o grupo iniciou-se na arte do palco com peças de teatro e a criação de um rancho folclórico. Este último pouco actuou, acabando por desaparecer à falta de tocador de acordeão. No que respeita à área teatral o trabalho desenvolvido pelo Grupo Coral e Etnográfico figueirense foi de vento em popa, tendo encenado até hoje sob a regência e orientação do maestro António Pimentel, trinta e duas peças de teatro, o que representa, estatisticamente, mais de uma peça nova por ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O maestro António Pimentel recorda esses momentos com indizível saudade lamentando que "&lt;em&gt;o grupo poucas ou nenhumas ajudas recebia, vivendo do esforço e da vontade de cada um dos seus elementos&lt;/em&gt;", acrescentando que "&lt;em&gt;sempre que há necessidade de preparar o cenário de uma peça ou adquiri as roupas das personagens, todo o material é comprado e confeccionado por nós&lt;/em&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O principal objectivo de um grupo coral e etnográfico caracteriza-se pela sua capacidade de imitar, manter e divulgar o folclore e as tradições locais e proceder à recolha de danças, canções e costumes de um povo que posteriormente são trabalhados textualmente e apresentados através da representação ao público. Para tal procedimento impõe-se um aturado trabalho de pesquisa que implica esforço humano e encargos financeiros que o Grupo evidentemente não dispõe. De momento, e numa primeira fase, necessitaria do conveniente apoio financeiro para desenvolver as suas actividades no âmbito da música e do teatro e, numa segunda fase, a pesquisa e recolha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;António Pimentel também o considera "&lt;em&gt;uma marca de um povo que se leva além-fronteiras&lt;/em&gt;". Através das suas diversas actuações o maestro salienta que "&lt;em&gt;levámos o nome de Figueira até aos mais diversos locais do país, desde Coimbra a Lisboa, passando por diversos locais do distrito da Guarda&lt;/em&gt;", o que se pode considerar passagens importantes para trocas culturais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O primeiro local onde o Grupo Etnográfico actuou na área teatral foi na antiga Casa do Povo de Figueira. Depois, foram variados os locais para onde o grupo se deslocou, sendo que actualmente valoriza muito as actuações nas freguesias do concelho figueirense que António Pimentel descreve como importante salientando que "&lt;em&gt;somos ainda um grupo que consegue levar um pouco de cultura às aldeias, mas nem sempre a todas como desejaríamos, visto nem sempre sermos solicitados&lt;/em&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Actualmente com 30 elementos, o Grupo Coral e Etnográfico de Figueira de Castelo Rodrigo conta ainda com a presença de dois elementos que há 30 anos acompanham esta associação. Actualmente o Grupo é constituído por pessoas que trabalham ou estão reformadas e que briosamente se privam do conforto do seu lar para se dirigirem à sede do Gripo para trabalhar, ensaiar, preparar cenários e as demais mil e uma tarefas necessárias. Merecem o reconhecimento do seu esforço e da sua devoção à causa da cultura local e a melhor compreensão para a sua sobrevivência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No passado dia 1 de Setembro com o intuito de marcar o seu trigésimo aniversário, os elementos actuais e alguns dos antigos associados reuniram-se para um jantar de convívio, onde não faltaram as inevitáveis recordações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;António Pimentel afirma que "&lt;em&gt;apesar das dificuldades, o Grupo é para manter e já estamos a preparar a próxima peça que entrará em cena possivelmente no ano que vem&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coragem, a convicção e o sonho são a grande alavanca do sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Autor: &lt;em&gt;não determinado&lt;/em&gt;, jornal &lt;em&gt;Ecos da Marofa&lt;/em&gt;, edição de 10-09-2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-561907472428279636?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/561907472428279636/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/11/factos-e-personalidades-locais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/561907472428279636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/561907472428279636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/11/factos-e-personalidades-locais.html' title='Grupo Coral e Etnográfico de Figueira de Castelo Rodrigo'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SwYU4lTQBzI/AAAAAAAAAaw/GotRDmFs-zY/s72-c/acoral2.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-3253813387927275181</id><published>2009-10-31T23:41:00.185Z</published><updated>2010-02-13T12:43:10.383Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História regional'/><title type='text'>O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCFXW_mmvI/AAAAAAAAAMo/hLWn0CFToY4/s1600-h/bras%C3%A3oFCR.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399962589573061362" src="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCFXW_mmvI/AAAAAAAAAMo/hLWn0CFToY4/s200/bras%C3%A3oFCR.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 105px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 100px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Enquadramento geográfico e administrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figueira de Castelo Rodrigo é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito da Guarda, região Centro e subregião da Beira Interior Norte, com cerca de 2 200 habitantes.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCFXW_mmvI/AAAAAAAAAMo/hLWn0CFToY4/s1600-h/bras%C3%A3oFCR.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;PRÉ-HISTÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os primeiros humanos de que existem provas irrefutáveis de terem ocupado uma parcela do nosso território pertenceram na realidade um tipo evoluído de &lt;em&gt;hominídeo&lt;/em&gt; designado de «&lt;em&gt;homo sapiens sapiens&lt;/em&gt;» ou «homem moderno» que de há 37 mil e 10 mil anos deixou por toda a Europa Ocidental sinais claros da sua cultura e manifestações artísticas. Eles viveram junto ao Côa no lugar da Faia, freguesia de Vale de Afonsinho, e tal como em todo o vale a montante e a juzante deste rio, deixaram marcas da sua presença sob a forma de &lt;em&gt;arte rupestre&lt;/em&gt;, figuras gravadas sobre xisto representando animais, tais como cavalos e bovídeos. Tratando-se de pequenas comunidades de caçadores-colectores, esta forma primitiva de arte pode traduzir, mais do que um simples gosto pela arte, uma espécie de ritual de magia propiciatória, isto é, destinado a garantir o seu êxito nas caçadas. O local foi classificado em 1997 monumento nacional pelo IPPAR e considerado património mundial da Unesco, desde 1998. Também no Cerro do Castelão, situado no limite da freguesia de Escalhão, na fronteira com o de Vilar de Amargo, encontraram-se vestígios de ocupação da Pré-história recente (de há 10 mil a 6 mil anos). [&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/12459889/-III-CONGRESSO-ARQ-TRASOSMONTES-Volume-3"&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;] &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes destas pesquisas já se haviam recolhido machados de pedra datados do Neolítico no lugar da Faia do Guerra, freguesia de Quintã do Pêro Martins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROTO-HISTÓRIA&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Vestígios&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais numerosos são os locais que foram habitados por povos da Proto-História ou Idade dos Metais (de há 4.500 anos até à época romana). Os vestígios da Idade do Cobre têm sido identificados em alguns povoados de altura típicos da cultura castreja que existiram na região provavelmente pelos meados do 4.º milénio. Outros achados confirmam a existência de povoados que já dominavam a metalurgia do bronze entre o 3.º milénio e o século VIII a.C. e da Idade do Ferro, entre aquele século e a época romana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, surgem referências arqueológicas relativas ao local dos &lt;em&gt;Ataúdes&lt;/em&gt;, a cerca de 2,7 quilómetros para Este de Figueira de Castelo Rodrigo, onde foi recolhida uma interessante estátua-menir da Idade do Bronze, a que se atribuiu uma datação de finais do segundo quartel do II milénio a. C. [2], ao lugar de Santo André, situado na freguesia de Almofala, que é apontado como o povoado indígena da Idade do Ferro mais importante da região e onde terá existido um santuário proto-histórico a que podem estar associados os berrões que lá se avistam, ao sítio da serra da Marofa, com vestígios há muito assinalados que confirmam a existência de um castro, de Castelo Rodrigo (embora as provas sejam escassas e pouco convincentes), ao local da Palumbeira, na freguesia das Cinco Vilas, provavelmente um povoado mineiro e onde foram recolhidos materiais cerâmicos da Idade do Cobre e da Idade do Ferro, ao local designado de Castelo em Algodres, também com vestígios da Idade do Cobre, ao sítio de Santa Bárbara, na mesma freguesia, com sinais de ocupação na Idade do Ferro, tal como o sítio do Castelo em Escalhão, de que só resta o topónimo, e o local designado de Fortaleza, na freguesia de Escarigo, entre a ribeira com o mesmo nome e a de Tourões. [&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/12459889/-III-CONGRESSO-ARQ-TRASOSMONTES-Volume-3"&gt;&lt;strong&gt;3&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;] &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Idade do cobre&lt;/strong&gt; (c. 3100 a.C. - c. 2000 a.C.) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo as pesquisas arqueológicas realizadas na região, a que nos referimos, são deste período alguns povoados que foram identificados no sítio da &lt;em&gt;Palumbeira &lt;/em&gt;(freguesia de Cinco Vilas) e no lugar chamado de &lt;em&gt;Castelo&lt;/em&gt;, na freguesia de Algodres, ali talvez um povoado mineiro, e aqui um povoado castrejo de vocação agro-pastoril.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estas comunidades do Calcolítico eram comunidades sedentárias que viviam da agricultura e da criação de gado, já utilizavam o arado e o carro de bois, usando os animais para a lavoura e tracção e deles também aproveitavam, não só a carne, mas também o leite e a lã. Já separavam os ofícios do trabalho da terra e começavam a estabelecer uma hierarquização social baseada na divisão do trabalho. A importância da metalurgia do cobre e a necessidade de controlar os territórios das jazidas de minério, como pode ter sucedido no caso da &lt;em&gt;Palumbeira&lt;/em&gt;, e defender os direitos de propriedade, contribuiu para a diferenciação dessas comunidades, acentuando as regionalidades e dando origem a comportamentos guerreiros, tomados sob a direcção de um chefe. O arco e a flecha constituíam o armamento mais comum dessa época e aquelas comunidades já começavam estabelecer-se em locais elevados de encosta, próximos dos vales mais férteis, de rios ou ribeiras onde construíam cinturas de muralhas e bastiões de planta circular, de influência mediterrânica, para se protegerem de eventuais ataques de outras comunidades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes agicultores-guerreiros deviam praticar o mesmo tipo de culto herdado dos finais do Neolítico. centrado na grande deusa-mãe e associada à fertilidade dos campos, enterrando os seus mortos em necrópoles colectivas, acompanhados de artefactos pessoais como armas e objectos cerâmicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;(c. 2000 a. C - c. 800 a. C)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idade do bronze&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A descoberta da estátua-menir da Idade do bronze na quinta dos Ataúdes, em Figueira de Castelo Rodrigo, veio fazer alguma luz para a resolução do problema que os arqueólogos e historiadores vinham levantando àcerca de um misterioso hiato na ocupação humana desta região, entre as comunidades agro-metalúrgicas da Idade do cobre e as chamadas «democracias guerreiras» da Idade do ferro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Idade do bronze é o período de expansão dos centros proto-urbanos das comunidades autónomas que já dominavam a metalurgia daquele metal que, como se sabe, se obtém pela mistura de cobre, mais abundante a Sul do Tejo, e estanho, predominante no Norte de Portugal. Este novo período não provocou grandes rupturas tecnológicas em relação à Idade do cobre mas assistiu-se nele a uma larga diversificação dos instrumentos de metal, sobretudo dos instrumentos de guerra, tais como pontas de lanças, machados, espadas, punhais e braceletes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Operaram-se mudanças significativas nos comportamentos sociais. Como referem alguns autores [4], &lt;em&gt;«os povoados de altura com poderosas cintas de muralhas e casas de estrutura circular dominam pequenos povoados abertos que se dispersam nas planuras e constituem unidades agrícolas.»&lt;/em&gt; Trata-se já de uma prática de dominação política exercida sobre outras comunidades da região por castas de guerreiros que se estabelecem nos principais centros sob as ordens de um líder consagrado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao mesmo tempo, ligado à tendência cada vez mais generalizada para a heroicização desses líderes, mudavam também as práticas funerárias no decurso da Idade do Bronze. Os sepulcros colectivos dão lugar a cistas individuais, algumas delas cobertas com lajes insculturadas ou acompanhadas de estátuas-menir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi neste ambiente em que, ainda segundo os autores do mencionado roteiro, &lt;em&gt;«o poder [se] encontra cada vez mais concentrado nas mãos de grupos restritos consttituídos em hierarquias de linhagem familiar que virão a converter-se em estratos sociais de diferente riqueza»&lt;/em&gt; em que&lt;em&gt; «a manutenção da ordem social passa a ser feita através das armas e do mito/heroicização dos antepassados e dos grandes chefes guerreiros» em que «o mundo de Homero com os seus mitos e com os seus "heróis com espadas de bronze", constitui poventura o mais expressivo exemplo narrativo desta realidade histórica»&lt;/em&gt;, enfim foi neste ambiente de heróis feitos deuses que viveu o nosso «chefe-guerreiro dos Ataúdes». A circunstância de a respectiva estátua-menir ter sido encontrada num campo isolado e afastado dos possíveis habitats que têm sido sugeridos para as épocas anterior e posterior, não é inédito em Portugal, uma vez que, de Norte a Sul, se têm registados fenómenos idênticos relativos à Idade do Bronze, onde essas estátuas-menir são interpretadas como &lt;em&gt;«espíritos titulares dos grupos, como divindades ligadas aos cultos da fecundidade ou como personagens historicizadas».&lt;/em&gt; [5]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É possível que nesta parte de Ribacôa, cujas características naturais dominantes são os solos pobres, em algumas partes argilosos, e a aridez do clima, a predominância económica fosse já a pecuária, pela exploração e gestão de recursos ganadeiros sobretudo do gado transumante, ao invés da agricultura que pela mesma época dominava em outras regiões portuguesas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Idade do ferro&lt;/strong&gt; (800 a.C. - época romana)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir dos meados do seculo VIII a.C., ao longo do maciço galaico começam a formigar aguerridos bandos de aventureiros, famílias, comunidades inteiras, em demanda de terras mais seguras e prósperas. É o conhecido fenómeno migratório atribuído aos &lt;em&gt;celtas&lt;/em&gt;, de influência centro-europeia, que se estendeu à Península Ibérica por via do Danúbio. Alguns desses povos errantes transpuseram o Douro, em vagas sucessivas, e deambularam por terras de Ribacôa até se fixarem nas melhores colinas que encontraram, onde ergueram povoados fortificados, ou até conquistarem castros já edificados e ocupados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402265028109690434" src="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Sviza67-ZkI/AAAAAAAAARg/yyzqLVHmftQ/s400/aleo.bd.png" style="cursor: hand; display: block; height: 375px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que por vezes se pensa, estes novos habitantes não vieram alterar a estrutura geo-política que encontraram na região, antes a adoptaram e ampliaram, servindo-lhes, por conveniência da sua superioridade técnica militar sobre a população autóctene, o mesmo sistema de dominação político-social que caracterizou todo o período da civilização dita castreja, sistema esse alicerçado em linhagens familiares estabelecidas em povoados proto-urbanos com funções centrais sobre um mundo rural que expontaneamente aceitava colocar-se à sua mercê. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tendência para a afirmação política das elites guerreiras sobre as comunidades pastoris e a sua actividade de transumância ganadeira, que já se esboçara na Idade do cobre e se fizera tradição na Idade do bronze, era retomada vantajosamente e em larga escala pelos novos protagonistas, dentro da mesma lógica de que a posse de armas mais eficazes era a mais poderosa condição para essa afirmação. As próprias elites já instituídas durante a Idade do Bronze, uma vez na posse de armas superiores e dos segredos da metalurgia do ferro, puderam ver reforçado o seu poder com a chegada dos «invasores». &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também podemos dizer relativamente à base económica desta «&lt;em&gt;civilização castreja&lt;/em&gt;», tendencialmente associada à Idade ferro, que ela era a pecuária, ao contrário da predominância agrícola verificada em outras regiões, alteração essa que já sugerimos ter ocorrida em qualquer momento da Idade do bronze. Alguns historiadores dedicados à História de Ribacôa e particularmente da região de Figueira de Castelo Rodrigo, para épocas mais recentes, têm chegado às mesmas conclusões, reconhecendo a existência de uma intensa actividade pastoril, cujos contornos associados ao contexto geomorfológico destas mesmas regiões denunciam o seu carácter ancestral. António M. Balcão Vicente, por exemplo, começa por concluir da documentação do cartório do mosteiro de Santa Maria de Aguiar que a região já era no século XII «&lt;em&gt;essencialmente produtora de centeio, ocupando a vinha um papel importante nas encostas das ribeiras e nos terrenos mais profundos e argilosos de Castelo Rodrigo&lt;/em&gt;», mas depois disso não hesita em afirmar que «&lt;em&gt;no entanto a grande riqueza assentava na pecuária, com rebanhos de ovelhas e cabras percorrendo rotas de transumância ancestrais e favorecendo, pelas suas características periféricas, a perpetuação de costumes comunitários que apenas encontram comparação nas terras de Sayago, de Aliste e em Trás-os-Montes Oriental&lt;/em&gt;.» Refrindo-se, relativamente à mesma região, a uma «&lt;em&gt;manutenção de comunidades autóctenes até ao século XII, altura em que se intensificam as acções de povoamento de Fernando II&lt;/em&gt;», Balcão Vicente descreve essas mesmas comunidades como sendo «&lt;em&gt;comunidades cuja vida se alicerçava na pecuária e onde as elites locais emergiam em função do prestígio proveniente da posse de um maior número de cabeças de gado e da capacidade para as defender contra os perigos que se apresentavam ao longo dos trajectos de transumância&lt;/em&gt;». Reportando-se a esta prática de autonomia ancestral, refere o mesmo historiador que &lt;em&gt;«a romanização apenas levemente [a] terá influenciado»&lt;/em&gt; acrescentado ainda que «&lt;em&gt;boa parte dos locais fortificados devem assentar sobre antigos castros das Idades do Bronze e Ferro que, atravessando os períodos romano e visigótico, terão encontrado, a partir do século V, motivos para acentuar as suas tendências de autonomia&lt;/em&gt;.» [6]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pretendemos com tudo isto essencialmente dizer que as bases da realidade política e socio-económica das populações dos castros da Idade do Ferro, &lt;em&gt;cujo modus&lt;/em&gt; vivendi se tornaram pela primeira vez conhecidos a partir das fontes documentais romanas, não foram uma novidade da Idade do Ferro e, por conseguinte, também não surgiram como uma consequência da «&lt;em&gt;imigração céltica».&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contudo, admitindo que não tenha existido uma verdadeira ruptura com o modelo de acção política e económica tradicional, é inegável que os povos recém-chegados com as suas armas de qualidade superior acabaram por produzir alterações significativas no comportamento social, cultural e religioso, assim na Galécia como nesta parte de Ribacôa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde logo deve ter havido alterações no &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; relativamente à exploração dos recursos económicos, isto é das terras e do gado. Na Idade do ferro tudo passa a ser explorado pela via da guerra, de tal como modo que a guerra, é ela própria - através da generalização da prática, instituída e tacitamente aceite por todos, de saques e pilhagens - entendida como a principal actividade económica, e são as armas de ferro, como as de bronze o foram na sua época, que agora se afirmam, não só enquanto símbolos incontestáveis do prestígio social dos guerreiros, mas também como meios mais eficazes do que nunca para exercer o poder. E as novas ou renovadas chefaturas castrejas intensificam o seu controlo sobre a actividade ganadeira transumante, da qual depende a satisfação da maior parte das necessidades básicas da população, em detrimento da agricultura. Os «historiadores» romanos confirmam esta lógica económico-social pelos relatos que nos deixaram dos costumes dos guerreiros galaicos e lusitanos. A dieta alimentar das populações castrejas da Idade do Ferro é definida cada vez mais em função de produtos de origem animal, assim como uma grande parte das necessidades materiais relacionadas com o vestuário e até com a utensilagem militar. O pão de bolota e a cerveja também dela obtida são alternativas alimentares aos cereais e vinho que estes povos passam a dispensar. A lã e o leite passam a ser produtos primários, em contraste com o linho e os cereais passados pela longínqua revolução neolítica aos povos da Idade do cobre. O couro é imprescindível no fabrico de escudos, capacetes, baínhas e outros equipamentos militares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A omnipresença dos animais na satisfação das necessidades mais básicas das comunidades castrejas da Idade do Ferro pode estar relacionada com algumas alterações produzidas na mesma época ao nível das crenças religiosas. Ao tradicional culto dedicado por uma variedade de tribos da Lusitânia a mulltiplas divindades relacionadas com as forças astrais e naturais, às quais sacrificavam animais, observando as suas entranhas em rituais de adivinhação, os pastores-guerreiros das tribos galaicas e do Nordeste de Ribacôa contrapunham uma adoração dos próprios animais, tais como porcos selvagens e touros, que surgem representados nos célebres &lt;em&gt;berrões&lt;/em&gt; dos territórios duriense e do Águeda nima área que se estende desde Trás-os-Montes até Ávila e Salamanca. Trata-se de esculturas em granito que atribui aos animais aí representados um valor tutelar sobre as comunidades que os elegeram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também se verificou uma evolução nas práticas funerárias cuja generalização pode estar relacionada com as comunidades recém-instaladas de influência cultural centro-europeia. Existem provas em outras regiões de que a incineração dos mortos já era praticada da Idade do Bronze, em alternativa à prática de inumação, mas foi, com efeito, no decurso da Idade do Ferro que ela se generalizou. Quanto à região de Figueira de Castelo Rodrigo, não existem quaiquer provas que confirmem ou infirmem essa evolução, pelo que vamos tomá-la em conta apenas como uma possibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os locais de &lt;em&gt;Caliábria&lt;/em&gt;, Marofa, Castelo Rodrigo, &lt;em&gt;Santo André&lt;/em&gt; (Almofala), &lt;em&gt;Fortaleza&lt;/em&gt; (foz da ribeira de Tourões-Escarigo), &lt;em&gt;Santa Bárbara&lt;/em&gt; (Algodres), &lt;em&gt;Rodo do Castelão&lt;/em&gt; (Escalhão), &lt;em&gt;Castelo&lt;/em&gt; (Escalhão) e &lt;em&gt;Palumbeira&lt;/em&gt; (Cinco Vilas), integram-se arqueologicamente neste quadro que acabamos de traçar da Idade do Ferro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOMÍNIO ROMANO&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A invasão romana na Península Ibérica começou com a segunda Guerra Púnica (218 a. C. - 201 a. C.) sob o comando de Cneio Cornélio Cipião, a quem coube a responsabilidade de afastar a influência dos cartagineses neste território cobiçado pelos romanos. Os cartagineses há muito que percorriam a Hispânia, fazendo comércio com os indígenas ou explorando directamente as minas de ouro, prata, cobre, ferro e estanho e recrutando muitos deles para servirem nas guerras contra os romanos. A desejada, e conseguida, derrota dos castagineses não garantiu a ocupação pacífica dos romanos na Península Ibérica, uma vez que no ano 194 a. C. começou a conhecida epopeia de resistência indígena dos lusitanos que tornou célebres os feitos militares de Viriato nas terras da Andaluzia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 150 a. C., Galba, então pretor da Lusitânia, viu-se, sob determinação do senado, na obrigação de ajustar tréguas com os temíveis lusitanos, mas as hostilidades continuaram, forçando o mesmo senado a enviar para a Península o cônsul Décimo Júnio Bruto com a incumbência de esmagar a insurrecção. Bruto permaneceu em Olissipo (Lisboa) durante o tempo necessário para fortalecer as defesas da cidade e preparar um numeroso exército que, sob o seu comando partiu em direcção ao Norte, assentando acampamento em Móron, próximo de Santarém, que foi o lugar por ele escolhido para ser o seu centro de operações. Foi daqui que Júnio Bruto lançou uma tremenda investida militar sobre o território peninsular até ao rio Lima, deixando atrás de si um extraordinário rasto de destruição. Contudo, faltava ainda atacar Numância, o coração da Celtibéria, cidade a partir da qual os castros do Noroeste eram instigados à resistência armada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Títo Lívio (59 a.C. - 19 d.C) definiu assim o carácter do homem hispânico: &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403072065349731074" src="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvuRaq8BwwI/AAAAAAAAASA/hRkr1mpbzWQ/s400/aleoBD2.png" style="cursor: hand; display: block; height: 363px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 422px;" /&gt; &lt;span style="color: #996633;"&gt;«Ágil, belicoso, irrequieto. A Hispânia é distinta da Itálica, mais disposta para a guerra por causa do agreste terreno e do génio dos homens»&lt;/span&gt; [7]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É então que Júlio César, talvez o maior génio militar romano do seu tempo, a quem foi confiada a responsabilidade de resolver o impasse, acomete sobre a capital da Celtibéria, ganhando-a, mas sendo depois, ingloriamente, abrigado a assisitir ao seu dramático fim, consumida pelas chamas, que foram ateadas não pelos valorosos legionários, mas pelos próprios orgulhosos defensores. Com a pacificação dos cântabros e dos ástures, já no tempo de Octávio César Augusto, nos primórdios do período imperial, consumou-se a &lt;em&gt;Pax Romana&lt;/em&gt; que abriu caminho à romanização.&lt;br /&gt;A partir do ano 313, com o &lt;em&gt;édito de Milão&lt;/em&gt; promulgado por Constantino, a Hispânia começou a encher-se de paróquias cristãs.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os locais tradicionalmente sublinhados como os mais relevantes e incontestáveis do domínio romano em Ribacôa são a extinta Caliábria, os sítios de Santo André, da Serra da Marofa e da Torre de Aguiar. As pesquisas arqueológicas mais recentes têm assinalado outros locais talvez menos importantes, mas de incontestável romanização, tal como a zona dos &lt;em&gt;Pedregais,&lt;/em&gt; localizada na freguesia de Vilar Torpim, a cerca de três quilómetros para Sudoeste, onde o arqueólogo Andrade Maia localizou abundantes indícios que podem estar associados à existência de uma importante &lt;em&gt;villae&lt;/em&gt; romana, provavelmente do séc. I ao séc. V, como restos de estruturas arquitectónicos, tégulas e artefactos de metal típicos da época romana. Também na zona do C&lt;em&gt;abeço da prata,&lt;/em&gt; na freguesia de Almofala, o mesmo arqueólogo encontrou vestígios de ocupação romana que sugerem a existência de uma &lt;em&gt;villae&lt;/em&gt;, atendendo ao facto de se tratar de uma zona fértil para a exploração agrícola. Na zona da &lt;em&gt;quinta da Póvoa&lt;/em&gt;, próxima do rio Côa, no limite sudoeste da freguesia de Quintã de Pêro Martins, tal como a cerca meia dúzia de quilómetros para ocidente, no sítio da &lt;em&gt;Casa do Florindo&lt;/em&gt;, e ainda na zona conhecida por &lt;em&gt;Faia do Guerra&lt;/em&gt;, mais para Sul, Andrade Maia assinalou a existência de numerosos vestígios de &lt;em&gt;tegula&lt;/em&gt; romana&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;mas ele admite que esses vestígios foram deixados por povoados que nessa época se dedicavam à exploração mineira, atendendo ao débil potencial agrícola da região em contraste com uma elevada predominância de quartzo que sugere a exploração de ouro de aluvião. No &lt;em&gt;Olival de São Paulo&lt;/em&gt; e junto ao rio Côa, em &lt;em&gt;Farelos&lt;/em&gt;, na mesma freguesia de Quintã do Pero Martins, há notícias de cerâmica romana, tal como um pouco mais a Sul , em &lt;em&gt;Telhões &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;Vale da Cal&lt;/em&gt;). Também se identificaram duas estações romanas na parte Norte da freguesia de Escalhão, uma na &lt;em&gt;Quinta da Pedriga&lt;/em&gt;, a sul de Barca d’Alva, onde se acharam algumas moedas e outra no Vale Tedão, onde se detectaram cerâmicas e material de construção. Os vestígios relativos ao local de Nossa Senhora da Marofa (uma inscrição romana) e a Castelo Rodrigo (moedas, mosaicos, materiais de construção) são escassos, e no último caso são considerados de proveniência duvidosa. No local do Convento de Santa Maria de Aguiar achou-se uma ara. Na zona meridional do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo o sítio de São Marcos de Palumbeira, na freguesia de Cinco Vilas, é também digno de interesse, por se ter assinalado a existência de cerâmica romana. [&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;&lt;a href="http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/sh__research_articles__folder/vol%2003.pdf"&gt;8&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas os achados mais extraordinários occorreram naquele local da Torre de Aguiar, também designado por &lt;em&gt;Torre dos Frades&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Casarão da Torre&lt;/em&gt;, na freguesia de Almofala, onde foram descobertos, em escavações aí efectuadas, importantes vestígios de ocupação romana, designadamente, em 1997, uma ara dedicada à divindade suprema do panteão romano, Júpiter que, a ter sido construída no próprio local, serviu para o assinalar como a «&lt;em&gt;civitas cobelcorum&lt;/em&gt;», isto é a cidade dos &lt;em&gt;cobelcos&lt;/em&gt;, um povo cuja existência era conhecida, mas cuja localização era um mistério. [&lt;a href="http://www.arqueobeira.net/fcrodrigo/torredealmofala.htm"&gt;&lt;strong&gt;9&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;] &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta descoberta veio suscitar a necessidade de uma revisão à clássica concepção da estrutura populacional desta região romanizada da província da Lusitânia e enquadrada no &lt;em&gt;conventus emeritensis&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Podemos, grosso modo, traçar assim o quadro populacional desta região durante o domínio romano em Ribacôa: Para sul da Marofa dominavam os l&lt;em&gt;ancienses transcudani. &lt;/em&gt;Para Norte, os &lt;em&gt;Cobelci&lt;/em&gt;, com capital na referida &lt;em&gt;Civitas Cobelcorum&lt;/em&gt;, eventualmente estendendo o seu domínio sobre os &lt;em&gt;Caliabrienses&lt;/em&gt; até ao rio Douro. Na margem oposta do rio Côa, a Ocidente, impunham-se os &lt;em&gt;Aravi&lt;/em&gt;, cuja capital era &lt;em&gt;Civitas Aravorum (Marialva)&lt;/em&gt; e a Oriente do rio Águeda, estendiam-se os &lt;em&gt;vettones&lt;/em&gt;. Os &lt;em&gt;Mirobrigenses&lt;/em&gt; seriam certamente aparentados aos &lt;em&gt;vettones&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: #999900;"&gt;&lt;strong&gt;A Região na Pré-história, Proto-história e Antiguidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405998370154251666" src="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SwX24B1ihZI/AAAAAAAAAag/1-6FoVMvGug/s400/amapaFCR.novo.png" style="cursor: hand; display: block; height: 335px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOMÍNIO VISIGÓTICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta do ano de 403, numa altura em que o grandioso império romano dava sinais de fraqueza, motivada pela instabilidade política e anarquia militar, e descurava o sistema defensivo das suas fronteiras, numerosos bandos armados de povos que abandonavam as suas terras sob a ameaça da terrível invasão dos &lt;em&gt;hunos&lt;/em&gt;, penetram na província da Lusitânia. Esses invasores foram os &lt;em&gt;alanos&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;vândalos&lt;/em&gt; e os &lt;em&gt;suevos&lt;/em&gt;. Os alanos provinham do Cáucaso, os vândalos da Germânia de influência escandinava e os suevos, igualmente germânicos, eram aparentados aos &lt;em&gt;anglos&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;saxões&lt;/em&gt; que se haviam fixado na Britânia. Pressionados por alanos e vândalos os suevos deslocam-se para Noroeste semeando a destruição entre as pacíficas paróquias cristãs hispano-romanas até se estabalecerem na &lt;em&gt;Galécia&lt;/em&gt;, onde fundaram um reino com capital em &lt;em&gt;Bracara Augusta&lt;/em&gt; (Braga). Até ao ano de 476, o reino suevo alargou os seus domínios muito para sul do Douro, por via da guerra e destruição, apesar de terem abandonado o arianismo e aderido ao cristianismo. A simpatia demostrada pelo cronista e teólogo bracarense &lt;em&gt;Paulo Orósio&lt;/em&gt; (385 - c. 420) pelos suevos na célebre observação de que «&lt;em&gt;depressa trocaram a espada pelo arado e se tornaram amigos»&lt;/em&gt; contrasta com o repúdio revelado contra eles pelo cronista &lt;em&gt;Idácio&lt;/em&gt;, que foi bispo de Chaves entre 427 e 460 e também viveu esses tempos difíceis, descrevendo assim uma das acostumadas acções dos suevos nos territórios vizinhos: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403074784715723954" src="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvuT49XZ1LI/AAAAAAAAASQ/isJ7XvofTog/s400/aleoBD1.png" style="cursor: hand; display: block; height: 278px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;«&lt;em&gt;Mas depois da sua vinda o rei dos suevos, Rechiário com numerosa tropa dos seus invade as regiões da província Tarraconense, fazendo ali grande motim e levando-se abundantes cativos a Galaecia&lt;/em&gt;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;/span&gt;[&lt;a href="http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/1281/7/aspectosmilitares.pdf"&gt;&lt;strong&gt;10&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os &lt;em&gt;visigodos&lt;/em&gt;, foram outro povo de origem germânica cujo rei, &lt;em&gt;Ataúlfo&lt;/em&gt;, celebrou em 418 um tratado com o imperador &lt;em&gt;Constâncio&lt;/em&gt;, pelo qual, sob condição de defenderem a &lt;em&gt;Aquitânia&lt;/em&gt;, os visigodos se fixariam na &lt;em&gt;Gália&lt;/em&gt; na qualidade de federados do império. Em 476, &lt;em&gt;Eurico&lt;/em&gt; aproveitou essa relação de confiança com o império para fundar um reino visigodo com a capital em &lt;em&gt;Toulouse&lt;/em&gt;, reino esse que integrava grande parte da Gália e da Hispãnia, dando início à &lt;em&gt;dinastia visigótica de Toulouse&lt;/em&gt;. Porém efémera, pois, em 507 o mesmo &lt;em&gt;Eurico&lt;/em&gt; viu o seu exército ser derrotado na batalha de &lt;em&gt;Vouillé&lt;/em&gt; pelos &lt;em&gt;francos&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;Clóvis&lt;/em&gt;. Resignados, os visigodos passaram à Hispânia, estabelecendo a sua nova capital em Toledo, de onde conseguiram conquistar todo o território, expulsando os alanos e os vândalos, que dominavam na actual Andaluzia, para o Norte de África, e em 585 &lt;em&gt;Leovigildo&lt;/em&gt; derrotou os suevos e prendeu o seu rei, &lt;em&gt;Andeca&lt;/em&gt;, pondo fim a cerca de século e meio de terror entre a população peninsular. Os suevos manteriam durante alguns anos um governo de relativa autonomia, mas acabaram por se fundir com o povo visigótico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se nos limitarmos a avaliar pela quase absoluta inexistência de topónimos de raiz hispano-visigótica credíveis ou de vestígios materiais e arquitectónicos que se vêem noutras regiões de influência visigótica, diríamos simplesmente que esta foi aqui bastante ténue, se não mesmo nula, e daí até mesmo entender este povo belicoso como um povo eternamente bárbaro, inculto e decadente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não devemos contudo esquecer que após a conversão de &lt;em&gt;Recaredo&lt;/em&gt;, em 589, no &lt;em&gt;terceiro concílio de Toledo&lt;/em&gt;, abriu-se para a Hispânia goda uma era de progresso, de ordem pública, de promoção da moral cristã e de prosperidade material, sob o signo do &lt;em&gt;Codex Visigotorum&lt;/em&gt; que se guardou durante séculos como um monumento jurídico fundado no direito romano e nos modelos de virtude católicos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No extremo norte da região de Ribacôa, próximo da localidade de Almendra, freguesia do concelho de Vila Nova de Foz Cõa, mas que foi noutros tempos um lugar do termo de Castelo Rodrigo, ergue-se o &lt;em&gt;monte Calavre,&lt;/em&gt; onde no século VII existia um importante povoado, &lt;em&gt;Caliábria&lt;/em&gt;, que começando por ser um castro romanizado, transformou-se, a par de &lt;em&gt;Miróbriga&lt;/em&gt; (Ciudad Rodrigo), num dos mais importante pólos urbanos de Ribacôa, se não mesmo o mais importante, como se pode depreender do facto de ter sido aí que &lt;em&gt;Suíntila&lt;/em&gt;, o décimo quinto rei godo de Toldedo fundou, em 621 a «&lt;em&gt;dioecesis caliabriensis&lt;/em&gt;» da qual se conhecem os nomes de pelo menos quatro bispos, que marcaram a sua presença nos concílios episcopais: Servus Dei (IV concíclio de Toledo, 633) Celedónio (VIII concílio de Toledo, 653); Aloário (concílio de Mérida, 666); Ervígio (concílio de Toledo em 688). Jorge de Alarcão (Notas de arqueologia, epigrafia e toponímia – II, Revista Portuguesa de Arqueologia. Volume 7, número 2.2004, p.203) admite a possibilidade de que a diocese de Caliábria tenha sido instituída ainda mais cedo, no tempo do rei Viterico (603-610) Em todo o caso, a fundação da diocese de Caliábria parece ter sido motivada pela necessidade de se dividir a diocese de Viseu e, talvez, desanexar uma parte da de Lamego, em virtude da vastidão territorial de Ribacôa e deste modo tornar menos morosas e maçadoras as visitas pastorais, na impossibilidade da nova fundação se efectuar em Miróbriga, por se encontrar arruinada. [&lt;a href="http://www.cm-fcr.pt/concelho/Documents/suevos.pdf"&gt;&lt;strong&gt;11&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;] &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A maioria dos investigadores entende que a diocese de Caliábria foi transferida para Miróbriga ainda antes de terminar o século VII, isto é, ainda no tempo dos godos. [&lt;a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/4010.pdf"&gt;&lt;strong&gt;12&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;] Posto que assim tenha sucedido, se não considerarmos a invasão árabe, a que se teria devido a súbita ruína da cidade episcopal? Mantendo a premissa, o enigma daí decorrente pode suscitar um dilema interpretativo: Foi a ruína de Caliábria que motivou a transferência, ou, pelo contrário, teria sido a transferência da diocese que iniciou o processo de decadência da povoação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem literalmente atribua o desaparecimento da diocese de Caliábria às invasões árabes e daí a cadeira episcopal ter passado a Ciudad Rodrigo, [&lt;a href="http://www.cm-fozcoa.pt/concelho/freguesias/almendra/Paginas/default.aspx"&gt;&lt;strong&gt;13&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;] o que de facto parece ser a melhor explicação para se compreender a destruição massiva de uma comunidade que devia ser a mais numerosa e antiga comunidade de cristãos da região, e da qual hoje resta um morro isolado e agreste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o caso, pese embora o facto de desconhecermos os resultados da acção pastoral da efémera diocese ribacudana, fica a prova de que, afinal, os visigodos deixaram aqui um cunho do seu domínio e, passado quase milénio e meio, o título da diocese de caliábria ainda perdura como uma diocese histórica, na forma de &lt;em&gt;sé titular&lt;/em&gt;, isto é, uma diocese que existe apenas em título, que pode ser usado por bispos auxiliares. Por exemplo D. José da Cruz Policarpo, actual Patriarca de Lisboa, foi &lt;em&gt;bispo titular&lt;/em&gt; de Caliábria entre 1978 e 1997. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se torna possível identificar com propriedade nenhuma das paróquias da diocese de Caliábria por falta de provas incontestáveis, tanto na documentação escrita, como na toponímia e muito menos na arqueologia. Contudo, existe a possibilidade de a «&lt;em&gt;Civitas Cobelcorum&lt;/em&gt;» (a extinta povoação da Torre de Almofala), pela importância que adquiriu na época romana, ter pesistido durante o domínio visigótico como uma das comunidades hispano-visigóticas tal como outros povoados de menor importância, como o castro romanizado de Santo André, na freguesia de Almofala, ou um e outro outro povoado de menor altitude, de entre as que foram as primeiras a ser mecionadas nos documentos escritos dos séculos X, XI e XII, designadamente Algodres e Almendra, a par de Castelo Melhor, tendo em conta a sua proximidade em relação ao bispado caliabriense, ou até a colina de &lt;em&gt;Santa Marinha,&lt;/em&gt; a cerca de um quilómetro para sul da &lt;em&gt;Quinta dos Vilares,&lt;/em&gt; na Freguesia de Penha de Águia, onde, segundo Júlio Borges, foram encontrados túmulos antropomórficos à mistura com &lt;em&gt;tégulas&lt;/em&gt; visigóticas. A origem da povoação de Escarigo, cuja raíz toponímica hispano-visigótica tem sido posta em causa, nomedamente por Luis Filipe Lindley Cintra, que a coloca no século X, supondo-a um resultado do primeiro repovoamento de Ramiro II e Ordonho III [&lt;strong&gt;14&lt;/strong&gt;], deve, por isso, ser considerada como uma hipótese remota.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;DOMÍNIO ÁRABE&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Referem os manuais de História que em 711, aproveitando as fragilidades da monarquia visigótica, os muçulmanos, constituídos na sua maior parte por árabes de berberes, venceram as hostes godas em Guadalete e, logo de seguida, irromperam pela Península Ibérica, levando à destruição de aldeias e cidades inteiras, antes de se fixarem nos vários espaços deixados vagos pelos cristãos que, em debandada, correram a refugiar-se nas Astúrias e de imporem um pacto de coexistência pacífica aos que não optaram pela fuga.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estando Caliábria em ruínas, fosse por acção directa dos árabes ou por quaiquer outros motivos anteriores à invasão, e Miróbriga em situação idêntica, sujeitou-se a região de Ribacôa a cinco séculos de domínio muçulmano, período tão longo quanto obscuro para os historiadores, a respeito do qual só têm por certo que os muçulmanos colonizaram a região, com predominância do elemento berbere.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conhecido processo da reconquista e repovoamento cristãos, iniciado nas serranias das Astúrias por Pelágio e inspirado na sua vitótória em Covadonga, em 722, só no início do século XII começou a dar as primeiras mostras de se poder concretizar em Ribacôa, com a edificação de povoamento de Ciudad Rodrigo sobre os escombros da moribunda Miróbriga e com a renovação da diocese de Caliábria na nova sede. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seria interessante saber que povoações antecederam, sobreviveram, com maior ou menor «arabização» ou até nasceram nesse período tão longo do domínio árabe. Infelizmente, muitos dos nomes dessas localidades surgem referidas pela primeira vez em documentos do século XII, à excepção de Algodres e de Almendra, que já são mencionadas num documento do século X, e de Vilar Torpim, num documento do século XI, pelo que, na maioria dos casos, a questão permanecerá um mistério. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A presença árabe e influência da sua cultura em Ribacôa surge atestada tanto na toponímia como na arquitectura, mas tanto naquele como neste contexto, a interpretação dos investigadores, filólogos e historiadores, nem sempre são unânimes. Há quem sugira a existência de caracteres árabes num documento epigráfico existente em Castelo Rodrigo, que é a uma peça em granito que tem servido de toça sobre a porta de uma habitação situada na rua da Cadeia. Contudo, não é líquido que os grafismos sejam realmente árabes, estando a sua descodificação e datação ainda por fazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os actuais topónimos de Almofala, Algodres e Almendra são os que geralmente mais se associam à origem árabe nos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz-Côa, tal como Almeida, no concelho com este nome.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A radicação do nome Almofala na forma árabe «&lt;em&gt;al-mohalla&lt;/em&gt;» não tem sido sujeita a quaiquer tipo de objecções e o significado que a expressão literalmente traduz - &lt;em&gt;acampamento militar&lt;/em&gt;- pode indicar uma forte possibilidade de se tratar de um dos raros casos de povoação de origem efectivamente árabe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto ao topónimo Algodres, é sabido que ela é comum a outras povoações, tanto do distrito da Guarda como fora dele (e até semelhante aos nomes de certas localidades da vizinha Espanha), e tem sido estudado numa perspectiva geral e geograficamente descontextualizada. [&lt;strong&gt;15&lt;/strong&gt;] A questão relativa à sua origem tem sido controversa. &lt;a href="http://algodres.blogs.sapo.pt/arquivo/648000.html"&gt;O Padre Luís Cardoso&lt;/a&gt;, no século XVIII, atribuiu-lhe origem latina, derivada de «&lt;em&gt;algodrium&lt;/em&gt;», enquanto &lt;a href="http://algodres.blogs.sapo.pt/arquivo/648000.html"&gt;Pinho Leal &lt;/a&gt;sugeriu que o nome Algodres deriva de «algodrons» uma corruptela da palavra árabe «&lt;em&gt;al-coton&lt;/em&gt;», que significa algodão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais tarde &lt;a href="http://algodres.blogs.sapo.pt/arquivo/648000.html"&gt;Luís Ferreira de Lemos&lt;/a&gt;, após rectificar a expressão adiantada por Pinho Leal que devia ser «&lt;em&gt;al-cutum&lt;/em&gt;», em vez de «&lt;em&gt;al-coton&lt;/em&gt;» e desvalorizar a sua interpretação, propôs uma curiosa derivação de «&lt;em&gt;alcortex&lt;/em&gt;»-«&lt;em&gt;alcotrex&lt;/em&gt;»-«&lt;em&gt;algodrex&lt;/em&gt;»-Algodres, sendo que «&lt;em&gt;al&lt;/em&gt;» tanto pode ser uma palavra de origem céltica (já usada por &lt;em&gt;Virgílio&lt;/em&gt;) como um artigo árabe, mas «&lt;em&gt;cortex&lt;/em&gt;» é um vocábulo latino com o significado de cortiça ou casca de árvore. Temos assim um prefixo céltico ou árabe e um vocábulo latino na origem do topómimo Algodres!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais recentemente &lt;a href="http://algodres.blogs.sapo.pt/arquivo/648000.html"&gt;José Pedro Machado&lt;/a&gt; radica o topónimo em «&lt;em&gt;algodor&lt;/em&gt;», plural de «&lt;em&gt;gadir&lt;/em&gt;» que significa lago, lagoa, ribeiro ou pântano e que de facto parece ser a interpretação mais plausível, no caso da freguesia com este nome em Figueira de Castelo Rodrigo, tanto pela existência de ribeiros e nascentes a que a população ainda designa de «&lt;em&gt;alagoas&lt;/em&gt;» como pela relação lógica que podemos fazer entre o significado do topónimo na sua expressão popular com o orago da freguesia: Nossa Senhora da Alagoa. Talvez a mesma relação se possa também fazer com a um ramo da antroponíma da povoação, sabendo-se que é oriunda de Algodres uma numerosa família da região: Os Alagos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Relativamente ao topónio Almendra também as opiniões se dividem. Para uns «&lt;em&gt;o topónimo é nitidamente árabe&lt;/em&gt;», [&lt;a href="http://www.cm-fozcoa.pt/concelho/freguesias/almendra/Paginas/default.aspx"&gt;&lt;strong&gt;16&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;] para outros poderá ter uma origem germânica indiciada pela forma como «&lt;em&gt;Almendra (Amindula) surge em documento de 960 em doação de D. Chama a sua tia D. Mumadona&lt;/em&gt;», [&lt;a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/4010.pdf"&gt;&lt;strong&gt;17&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;] para outros ainda «&lt;em&gt;a hipótese mais credível é que Almendra tenha origem lácica, mais ancestra, através da seguinte evolução etimológica: "amigdala &amp;gt; amíndola &amp;gt; amêndola &amp;gt; amêndoa"&lt;/em&gt;». [&lt;a href="http://www.espigueiro.pt/reportagem/a5bfc9e07964f8dddeb95fc584cd965d.html"&gt;&lt;strong&gt;18&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;] Mas a verdade é que actualmente o artigo «al» encontra-se aglutinado em Almendra. Não será antes de admitir que talvez estejamos perante uma situação parecida à que Luís Ferreira de Lemos sugeriu para o topónimo Algodres? Almendra poderá tratar-se de um topónimo de origem pré-árabe, certamente germânica que sob o longo domínio árabe se alterou na expressão popular pela simples aglutinação do «&lt;em&gt;al&lt;/em&gt;». Nesta perspectiva teria todo o sentido o curioso prólogo da página relativa a Almendra que encontramos no &lt;a href="http://www.espigueiro.pt/reportagem/a5bfc9e07964f8dddeb95fc584cd965d.html"&gt;Espigueiro&lt;/a&gt;:&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #666600;"&gt;&lt;em&gt;Em tropel e cavalgada, Chegaram os Agarenos: E caliábria fez-se Almendra;...&lt;/em&gt; [&lt;strong&gt;19&lt;/strong&gt;]&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outros sinais da influência árabe podem encontrar-se na tradição oral sob a forma de mitos e lendas que compõem o ideário colectivo da população da região e em alguns pormenores da arquitectura de Castelo Rodrigo, designadamente no portal que serve de acesso à antiga cisterna, situada na rua da cadeia e é constituído por um &lt;em&gt;arco em forma de ferradura&lt;/em&gt; cujo estilo &lt;em&gt;mourisco&lt;/em&gt; parece incontestável. Ao lado dela, no mesmo alçado da cisterna, existe um &lt;em&gt;arco em ogiva&lt;/em&gt; do século XVI, tipicamente &lt;em&gt;manuelino&lt;/em&gt;. Adriano Vasco Rodrigues reconhece que a porta com o arco em ferradura da cisterna é de estilo mourisco, mas considera a possibilidade de só ter sido construída no século XIII «por artífices habituados a esse tipo de construção» sugerindo ainda que ela «pertenceu à primitiva cisterna que fazia parte da sinagoga dos judeus» servindo de &lt;em&gt;Mikwéh, &lt;/em&gt;um compartimento de água corrente destinado ao «banho litúrgico dos judeus» que eram os «rituais do períoro menstrual das mulheres» ou os «banhos depois dos partos». Segundo o mesmo historiador a sinagoga teria sido destruída no século XV, após a expulsão dos judeus, aproveitando-se os materiais «para ampliar a cisterna, transformando-a em fonte pública». [&lt;strong&gt;20&lt;/strong&gt;] A sugestão parece plausível, tendo em conta que o local se situa num dos extremos da rua da Sinagoga, topónimo que o povo conservou nas curruptelas de rua da Esnoga ou Sinoga, que é perpendicular à rua da Cadeia. Esta interpretação não exclui a possibilidade de os artífices a que se refere Adriano Vasco Rodrigues poderem ser, efectivamente, árabes, ou artiífices sob a orientação de um mestre-pedreiro árabe, posto que no século XIII os árabes ainda seriam, a par da comunidade mosaica, numerosos em Castelo Rodrigo, o que pode ser atestado pelo foral leonês de 1209, onde se estabelecem as bases jurídicas sobre as quais deviam assentar as relações entre as comunidades cristã e hebraica e se prescrevem outras regras relativamente aos «mouros».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em conclusão, nos casos de Castelo Rodrigo, Almofala e Algodres, poucas dúvidas se podem levantar da sua ocupação pelos árabes, restando apenas a interrogação colocada por António Balcão Vicente se a persistência da influência árabe em locais como estes serão «&lt;em&gt;um resultado de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;migrações moçárabes ou, pelo contrário resultará da&lt;/em&gt; "&lt;em&gt;arabização" voluntarista por parte de comunidades com grande autonomia e capacidade de defesa própria que, ao sabor das conjunturas, matinham laços privilegiados, ora com cristãos, ora com muçulmanos?».&lt;/em&gt;[&lt;strong&gt;21&lt;/strong&gt;]&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Como já admitimos, não há maneira de sabermos quais as comunidades, de entre as restantes que começam a surgir nos documentos dos séculos X, XI e XII, já existiriam e sobreviveram ao longo domínio árabe. Mas, tornando-se cada vez menos sustentável a clássica tese do &lt;em&gt;Ermamento&lt;/em&gt; iniciada por Alexandre Herculano, segundo a qual uma grande parte do território que se estende da Beira até às montanhas asturianas se terá despovoado em consequência da accção militar de Afonso I das Astúrias que aí passou os mouros a fio de espada e levou consigo para o Norte todos os cristãos de encontrou, tese essa que chegou a obter larga aceitação na historiografia portuguesa e até espanhola, parece-nos razoável a conclusão de Balcão Vicente relativamente à segunda hipótese que dele atrás transcrevemos que é a da «&lt;em&gt;manutenção de comunidades autóctenes até ao século XII, altura em que se intensificam as acções de povoamento de Fernando II&lt;/em&gt;», uma continuidade que, para o mesmo autor é também defendida por José Mattoso «&lt;em&gt;quando afirma que a outorga dos foros a Ciudad Rodrigo mais não é que o reconhecimento de uma "comunidade preexistente... em situação de verdadeira autonomia... mas que persistia desde há longos anos entregue a si própria&lt;/em&gt;"».[&lt;strong&gt;22&lt;/strong&gt;] Assim, é possível que qualquer uma das povoações da desta nossa região, para além das que acabamos de mencionar e das que já mencionámos para o período romano e visigótico, tivessem pré-existido, desde épocas mais ou menos remotas, ao domínio dos árabes e sobrevivido às movimentações destes, nas condições que Balcão Vicente atrás sugeriu, tal como já haviam convivido com a &lt;em&gt;Pax Romana&lt;/em&gt; e com a ordem estabelecida pela curta monarquia visigótica de Toledo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #999900;"&gt;A Região sob os domínios visigótico e árabe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409376526972327298" src="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SxH3SoqFlYI/AAAAAAAAAbA/STi4CRH-aFI/s400/amapafcrnovo1.png" style="cursor: hand; display: block; height: 331px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOMÍNIO LEONÊS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se necessário recuar tanto quanto possível, às mais remotas instituições que proporcionaram o repovoamento e a reorganização do domínio cristão nesta região de Ribacôa, após cerca de cinco séculos de dominação árabe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A região de Ribacôa despertou o interesse dos monarcas leoneses desde que Fernando II, em 1161, empreendeu em Ciudad Rodrigo um grande número de melhoramentos defensivos, dotando a povoação de fortes muralhas e elevando-a à categoria de bispado (transferida de Caliábria). Assim a antiga Miróbriga transformou-se na sua base de operações apontada para a região de Ribacôa, região que entendia vir a constituir uma barreira contra eventuais incursões portuguesas e sarracenas. O projecto começou por ganhar forma quando em 1167 quando dois cavaleiros, D. Soeiro e D. Gomes, netos do conde de Salamanca, decidiram fundar junto a uma ermida dedicada a S. Julião, situada na actual freguesia de Cinco Vilas, um convento-fortaleza que iria servir para exercitarem os monges-cavaleiros que haveriam de dedicar-se à guerra contra os muçulmanos que amiúde faziam algaras na região. Os planos dos cavaleiros salmantinos foram apadrinhados pelo monarca leonês que entendeu instituir nesse local a ordem militar de S. Julião do Pereiro, a qual em 1167 foi confirmada pelo Papa Alexandre III e logo Fernando II lhe fez doações em 1176 de Cinco Vilas e Reigada seguidas de Vilar Torpim, Ferreira (Ferraria?) Colmeal e Almendra (Almendra Seca) e Fonte Seca, que são as que constam de uma bula de Lúcio III de 1183. À necessidade de repovoamento da região ermada, que já havia atormentado o espírito de Afonso VII, quando, em 1158, instituíra, junto do rio Esla o Mosteiro de Moreruela (próximo de Miranda do Douro), respondeu Fernando II, em 1165 ou 1170, com a fundação em Ribacôa do Mosteiro de Santa Maria de Aguiar, que seguia a regra beneditina, mas depois da reforma de S. Bernardo, em 1174, adoptou a regra de Cister, em obediência a Moreruela. O monarca não demorou a enchê-la de doações e privilégios, tanto em Ribacôa como na margem oposta do Águeda. É provável que a ele se deva também o repovoamento de Castelo Rodrigo, topónimo que já se documenta em 1174.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando Afonso IX de Leão subiu ao poder, em 1188, tudo fez para honrar as aspirações do pai relativamente ao destino que deixara traçado para Ribacôa. Confirmou todos os direitos e doações que o pai havia atribuído às instituições ali criadas, e pretendendo ir mais além: melhorou a cintura de muralhas defensivas de Castelo Rodrigo e em 1209 deslocou-se aí com o propósito de outorgar pessoalmente aos seus moradores o seu primeiro foral, concebido na forma de concelho perfeito. Fixou os limites do seu termo definidos naturalmente pelos rios Côa, a Ocidente, Águeda e ribeira de Tourões, a Oriente, e Douro a Norte. O limite sul, mais difícil de traçar, ultrapassava largamente os domínios mais próximos da sede da Ordem militar de S. Julião do Pereiro, confrontando com os limites setentrionais dos termos de Vilar Maior que haviam sido concedidos em 1177, por Fernando II de Leão, logo após a conquista desta comunidade aos muçulmanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com base na documentação do cartório de Santa Maria de Aguiar e noutras fontes complementares, pelas quais conhecemos as suas primeiras referências, torna-se possível identificar os vários lugares existentes dentro dos limites deste «concelho perfeito» de Castelo Rodrigo que foi o primeiro de Ribacôa. Assim, até o fim do domínio leonês, a área do seu termo seria constituída pelos lugares de Algodres (?), Almofala (apócrifo do séc. XIV - 1165), Almendra (960), Cinco Vilas (1176), Colmeal (1183), Escarigo (1331), Freixeda do Torrão (Fonte de Cantos -1181), Luzelos (1194), Mata de Lobos (apócrifo do século XIV - 1165), Nave Redonda (id. 1165), Torre de Aguiar (1165), Vermiosa (apócrifo, id. - 1165), Vilar de Amargo (século XII) e Vilar Torpim (1039), talvez também o lugar de S. Vicente de Figueira (1302) e, eventualmente, o que podia ainda restar da arruinada povoação da extinta diocese de Caliábria. O caso do lugar de Castelo Melhor encontra-se, neste âmbito, envolto de alguma polémica. As actuais povoações de Escalhão, Penha de Águia, Vale de Afonsinho e Quintã de Pêro Martins são de fundação posterior. [&lt;strong&gt;23&lt;/strong&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convém no entanto observar que uma grande maioria destas localidades possuía toda a sorte de privilégios e isenções, tanto no espiritual como no temporal, que o próprio Afonso IX e a Santa Sé não se cansavam de confirmar, que transformavam o exercício das autoridades da vila e das autoridades locais num verdadeiro quebra-cabeças e foram causas de numerosas queixas por parte das instituições às quais essas mesmas localidades, no todo ou em parte, se encontravam vinculadas, antes mesmo da criação do concelho de Castelo Rodrigo. Desse regime de imunidades e privilégios beneficiavam as localidades que atrás referimos como pertendentes à Ordem de S. Julião do Pereiro. As freguesias de Almofala, Escarigo, Mata de Lobos, Vermiosa, Figueira e Freixeda do Torrão situavam-se no domínio do mosteiro de Santa Maria de Aguiar, domínio esse que foi sendo constituído, desde 1169, à custa de largas doações dos reis de Leão, Fernando II e Afonso IX, mas também por meio de uma hábil política de compras e transacções de terras, granjas e herdades já constituídas nessas freguesias, como foi o caso da compra de partes da granja da Fonte de Cantos, na Freixeda, e da compra de vinhas em Figueira, entre muitos outros exemplos registados nos documentos da abadia. Ora, tal como acontecia nos domínios da Ordem de S. Julião do Pereiro, os caseiros das granjas e os rendeiros do Convento de Aguiar nas várias localidades que referimos também escapavam à jurisdição das autoridades civis e criminais da vila. Também nas granjas, e em algumas localidades que já o tinham sido, tais como Almofala, Figueira e Mata de Lobos, procuraram os abades fazer cumprir a imunidade de jurisdição episcopal que lhes era reconhecida pela Santa Sé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só com a morte do seu principal protector, Afonso IX de Leão, em 1230, e o desinteresse demonstrado pelos seus sucessores relativamente ao mosteiro de Ribacôa é que as coisas começaram a melhorar para as «justiças de Castelo Rodrigo», tendo os respectivos magistrados aproveitado a ocasião para redobrarem os seus entraves à aquisição de mais terrenos, por via da compra ou do escambo, o que fez com que as compras e transacções do mosteiro diminuíssem drasticamente até ao fim do domínio leonês.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;INTEGRAÇÃO NA HISTÓRIA DE PORTUGAL&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O lento processo de integração&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como bem notou António Balcão Vicente, desde o incício do processo de formação da nacionalidade portuguesa até ao reinado de D. Dinis, a intervenção portuguesa em Ribacôa foi sempre lenta, esporádica e desastrosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Citando este historiador, "&lt;em&gt;até aos meados do século XII, D. Afonso Henriques privilegiara a expansão para Sul pela faixa litoral, em direcção ao Tejo, praticamente desprezando as áreas a Oriente do Maciço Central&lt;/em&gt;". [&lt;strong&gt;24&lt;/strong&gt;] Enquanto isso, os monarcas leoneses vinham repovoando Salamanca (1102), fundavam a diocese de Zamora e atribuíam foral a Ledesma, em 1161 e, logo de seguida, repovoavam Ciudad Rodrigo e, a partir daí, instalavam em Ribacôa os monges bernardos que haviam de edificar o mosteiro de Santa Maria de Aguiar, por volta de 1170, e adoptar a regra de Cister, bem como os cavaleiros militares de S. Julião do Pereiro, a que atrás nos referimos. Só então D. Afonso Henriques parece dar sinais de sentir a presença leonesa naquele território como uma ameaça à suas fronteiras, sendo no contexto do rescaldo da sua desastrosa campanha de Badajoz que se lhe atribui uma carta de couto doada em 1174 ao mosteiro de Santa Maria de Aguiar, onde se alude a um documento anterior que, supostamente, dirá respeito à fundação do cenóbio pela mesma altura da sua conquista de Castelo Rodrigo aos mouros, depois perdido e novamente recuperado pelo seu sucessor que lhe daria foral no ano de 1209. Ora, se o problema da fundação portuguesa ou leonesa do mosteiro merece discussão, por ser uma questão polémica ainda em aberto, a conquista de Castelo Rodrigo por D. Afonso Henriques é uma referência no mínimo incredível e o que se continua a dizer a respeito da acção de D. Sancho I, em relação à reconquista e criação do primeiro concelho de Castelo Rodrigo, é um perfeito disparate. Após o desastre de Badajoz e do humilhante cerco a que o velho monarca em recolhimento foi sujeito pelo genro em Santarém, só em 1181, isto é 20 anos passados desde a restauração de Miróbriga (Ciudad Rodrigo) é que surge um novo episódio de intervenção portuguesa em Ribacôa, mais uma vez tratando-se de uma ofensiva militar, desta feita levada a cabo pelo infante Sancho que decerto, empenhado em vingar a afronta a que o pai fora sujeito, investe furiosamente contra Ciudad Rodrigo. Mas o moço infante foi travado nos campos de Argañon, entre Fuentes de Oñoro e Ciudad Rodrigo, cabendo-lhe a desonra de ver toda a sua cavalaria desbaratada pelos leoneses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dez anos depois, o derrotado de Argañon, já rei D. Sancho I, povoava Pinhel e fortificava a povoação, o que não deixou de causar algumas preocupações ao novo monarca de Leão, Afonso IX. Receando o perigo que aquela fortaleza próxima do Côa poderia representar sobre o Cima-Côa, Afonso IX transpõe o rio, em 1198, e conduz os seus melhores cavaleiros pelas cercanias de Pinhel, cujo reduto decide poupar, e depara-se com a cavalaria de D. Sancho I no campo de Ervas Tenras. Dispostos ambos os lados em dar batalha, a famosa lide de Ervas Tenras ocorreu nesse lugar do termo de Pinhel com a vitória dos cavaleiros leoneses, ali perecendo a &lt;em&gt;fina flor da Nobreza portuguesa&lt;/em&gt; desse tempo. Não é difícil imaginar o efeito que tão dramática derrota, em terras portuguesas, deve ter produzido no ânimo de D. Sancho I e nos seus imediatos sucessores, sendo sabido, como observa Balcão Vicente, que com a vitória naquele confronto os leoneses conseguiram que "&lt;em&gt;até ao final do século XIII as forças portuguesas não reivindicassem militarmente a posse da região que passou a ser quase esquecida&lt;/em&gt;". [&lt;strong&gt;25&lt;/strong&gt;] &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os rios Douro e Côa afigurar-se-iam durante mais um século como uma fronteira natural entre os dois reinos, porém não suficientemente impermeável. Só a crise dinástica provocada pela morte de Afonso X, em 1282, e a guerra civil que a ela se seguiu, veio abrir uma conjuntura favorável à Coroa portuguesa para se resolver a seu favor a velha disputa pelas terras de Ribacôa. Como também observa Balcão Vicente, coube a D. Dinis o direito de intervir nesse conflito, adoptando uma hábil acção diplomática que lhe permitiu tirar dele todas as vantagens correspondentes aos interesses da soberania portuguesa, "&lt;em&gt;doseando milimatricamente a sua intervenção militar e escolhendo diplomaticamente os cenários dessa intervenção&lt;/em&gt;". [&lt;strong&gt;26&lt;/strong&gt;] &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As primeiras accções marcantes de D. Dinis no contexto da crise dinástica em Castela datam de 1287, quando D. Dinis estabelece um convénio com Sancho IV de Castela, ajustando o duplo consórcio do seu primogénito, D. Afonso, com a infanta D. Beatriz de Castela e o de sua filha D. Constança com o príncipe herdeiro de Castela, D. Fernando. Pretendia com isto D. Dinis anular as pretensões de seu irmão lídimo D. Afonso à posse dos senhorios de Portalegre, Arronches, Marvão e Castelo de Vide, que lhe haviam tocado por testamento do pai de ambos, D. Afonso III, aproveitando o facto de os três genros do dito D. Afonso andarem em Castela, na posse desse senhorios, rebelados contra Sancho IV. O convénio previa a entrega a D. Dinis dos castelos de Moura e Mourão, que o rei português desejava para estabilizar a fronteira do Guadiana. Mas, entretanto, Sancho IV violou o acordo e fomentou guerra em Ribacôa, ocupando Guarda e Pinhel que D. Dinis havia colocado à disposição do monarca castelhano, como garantia do convénio. O sucedido deu origem a uma série de incursões militares entre os dois reinos que só a morte de Sancho IV, em 1295, pôs termo. Em Outubro desse mesmo ano, D. Dinis celebrou em Ciudad Rodrigo um acordo com Fernando IV, que precisou do aval de sua mãe, D. Maria de Molina, em virtude da menoridade daquele, acordo esse que garantia a posse de Moura, Serpa, Arronches e Aracena. Ficava assim resolvido o problema da fronteira do Guadiana, rio que segundo Balcão Vicente "&lt;em&gt;deixava de ser a linha de fronteira, servindo estas praças como postos avançados para a sua defesa&lt;/em&gt;". Faltava resolver o problema de Ribacôa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No ano de 1296, tirando, mais uma vez, partido da menoridade de Fernando IV, D. Dinis muda de aliados e passa para o lado dos aragoneses, apoiando o infante D. João, e, numa demonstração de força, ocupa os castelos de Ribacôa e marcha sobre Simancas, com o objectivo de ir mais além e tomar Valladolid, na compamhia dos aragoneses e dos infantes D. João e D. Afonso. Desiste do plano da tomada de Valladolid e assenta arraiais em Simancas onde se encontravam D. Maria de Molina e o seu filho, Fernando IV. Segundo Humberto Baquero Moreno, "&lt;em&gt;o monarca português não chegou a atacar o reduto em que se encontravam os soberanos de Castela devido a que D. João Nunes de Lara, que o acompanhava, se ter recusado a atacar o seu próprio rei&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;segundo a crónica&lt;/em&gt; [de Fernando IV]&lt;em&gt; um homem prometeu a D. Dinis a entrega das vilas e castelos de Castelo Rodrigo, Sabugal e Alfaiates, as quais efectivamente se entregaram sem combate&lt;/em&gt;".[&lt;strong&gt;27&lt;/strong&gt;] Parece, pela &lt;em&gt;crónica de Fernando IV&lt;/em&gt;, que a ocupação dos castelos de Ribacôa sucedeu após a expedição de Simancas e não, como pretende Balcão Vicente, antes dela. Em todo o caso, a marca militar deixada por D. Dinis no além Côa é incontestável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Facto curioso que nos é dado a conhecer por Baquero Moreno, confirmando a veracidade da crónica de Fernando IV com a documentação conhecida, é que a mensagem que D. Dinis quis deixar com a sua aparatosa expedição em terras de Castela parece ter sido entendida pelos tutores de Fernando IV no sentido exacto que o rei português pretendia, pois aqueles deslocaram-se de imedato a Zamora com o fim de obterem as condições necessárias para um tratado entre os dois reinos a respeito dos castelos de Ribacôa. Esta é interpretação que Baquero Moreno faz, e que subscremos, dos factos que assim apresenta:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"A documentação conhecida comprova a crónica de D. Fernando IV. Assim, no ano que se segue a esta expedição [de Simancas] observa-se uma troca efectuada em 28 de Agosto de 1297, na cidade de Zamora, entre Fernando IV e D. Margarida, mulher de D. Pedro, conjuntamente com seu filho D. Sancho, mediante a qual estes donatários cediam ao rei de Castela as vilas e os castelos de Sabugal, Alfaiates, Vilar Maior, Almeida, Castelo Rodrigo, Castelo Bom e Castelo Melhor, recebendo em troca, a título de compensação, Galisteo, Granada e Miranda. Com este acto pretendiam os tutores de Fernando IV legitimar os seus direitos às terras de Ribacôa, ocupadas pelo rei português desde o ano anterior, de forma a permitir-lhe negociar um tratado de paz entre ambos os reinos."&lt;/em&gt; [&lt;strong&gt;28&lt;/strong&gt;]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Tratado de Alcanices&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Duas semanas depois, no dia 12 de Setembro de 1297, celebrava-se na vila castelhana de Alcanices o aguardado tratado que previa o velho projecto de consórcio, outrora frustrado, de D. Afonso de Portugal com D. Beatriz de Castela e de D. Fernando IV com D. Constança, filha de D. Dinis e estabeleceu-se a troca de povoações fronteiriças pela qual, na Beira, o rei português viu reconhecidos os seus direitos às posse dos castelos de Ribacôa - Sabugal, Alfaiates, Almeida, Castelo Rodrigo, Vilar Maior, Castelo Bom, Castelo Melhor, Monforte - e os restantes lugares dos seus termos, cedendo ao rei de Castela, em contrapartida os direitos que possuía em Valença do Minho, Ferreira, Espargal e Aiamonte, como é afirmado por Joaquim Veríssimo Serrão. [29]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estabelecia-se assim, de modo efectivo e duradouro, o domínio português no Cima Côa, cujo objectivo foi sempre e só, desde D. Afonso Henriques, o de garantir a existência de um espaço que na expressão de Balcão Vicente seria "&lt;em&gt;o espaço suficiente para em termos de estratégia militar manter uma vigilância essencial às mivimentações inimigas no amplo espaço que das torres dos seus castelos se avistavam, ao mesmo tempo que permitia suster qualquer ataque de surpresa durante o tempo necessário para reforçar a linha de fefesa da margem ocidental.&lt;/em&gt;"[&lt;strong&gt;30&lt;/strong&gt;] Ora se esse objectivo tinha sido sempre o mesmo para os leoneses, no caso destes para reforçar a linha de defesa a Sul e da margem oriental do Águeda e ribeira de Tourões, o Tratado de Alcanices apenas veio inverter os papéis entre os dois reinos e expôr aos perigos das invasões o mesmo povo que a eles sempre esteve exposto, mas que agora passará por muitos anos a padecer do trauma de uma «&lt;em&gt;dualidade de soberanias&lt;/em&gt;» e que cada vez mais se sentirá na necessidade de se irmanar num esforço conjunto para se proteger dos males da guerra, mas também da paz, recorrendo à tradição das «germanidades» de que resultou a &lt;em&gt;Irmandade de Ribacôa,&lt;/em&gt; que surgem documentadas a partir do século XII, mas cujas origens podem remontar a um período anterior.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A reedificação dos castelos de Ribacôa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo que assumiu a direcção dos destinos de Ribacôa, D. Dinis pareceu ser um monarca diligente, nas preocupações que manifestou pelo urgente reforço da estrutura defensiva da região. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, consumada a posse das praças e demais lugares de Ribacôa, logo ordenou que fossem reedificados os castelos de Alfaiates, Almeida, Castelo Bom, Castelo Melhor, Castelo Mendo Castelo Rodrigo, Pinhel, Sabugal e Vilar Maior. Numa época em que já não havia a temer os ataques dos muçulmanos, esta medida visava, não só reforçar a linha defensiva da margem ocidental do Côa, perante eventuais ataques castelhanos, mas também evitar a estagnação desta zona raiana por falta de moradores, no mesmo sentido que procedeu em todo o reino à criação de 44 vilas e fortalezas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O castelo de Monforte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De entre os castelos de Ribacôa, a mesma sorte de reedificação não tocou a Monforte, junto ao rio Côa, "&lt;em&gt;por não se considerar necessária para a segurança da região de Ribacôa&lt;/em&gt;", na opinião de Joaquim Veríssimo Serrão. [31] A explicação é aceitável enquanto justificativa da desvalorização militar da fortaleza, mas não o suficiente para justificar o súbito ermamento do povoado. Sobre este facto já se sugeriram explicações, no sentido de que parece ter resultado, menos da sua desvalorização militar, do que de uma fatalidade natural dos habitantes de Monforte. António Balcão Vicente interpreta o rápido despovoamento de Monforte como o resultado de um longo processo de refracção dos seus habitantes, herdeiros de uma longa tradição castreja que resistiu à sucessiva passagem de romanos, visigodos e árabes, mas não foi capaz de resistir ao rígido modelo de administração que começou por ser imposto com firmeza pela monarquia leonesa e que D. Dinis se propôs dar continuidade. Seriam assim uma comunidade de remniscência proto-histórica "&lt;em&gt;cuja vida se alicerçava na pecuária e onde as elites locais emergiam do prestígio proveniente da posse de um maior número de cabeças de gado e da capacidade para os defender contra os inúmeros perigos que se apresentavam ao longo dos trajectos de transumância&lt;/em&gt;".[&lt;strong&gt;32&lt;/strong&gt;] É quase certo que o castelo de Monforte, cuja primeira referência, curiosamente, só aparece no documento do Tratado de Alcanices, foi edificado no século XII ou XIII, certamente numa tentativa de manter os habitantes desse povoado de altura e de impôr à sua estrura gentílica um modelo de povoamento que preferia as áreas de encostas suaves junto dos leitos de ribeiras, que os romanos já tinham tentado impôr. É esta a conclusão de Antónjo Balcão Vicente quando refere que "&lt;em&gt;nesta perpectiva se entenderia o abandono de alguns núcleos originais menos adequados a este modelo, como sucedeu com Monforte e Caria Talaia, numa fase em que os poderes externos começarão a fazer-se sentir, com peso, na região&lt;/em&gt;". [&lt;strong&gt;33&lt;/strong&gt;] Resta-nos, neste sentido, acrescentar a hipótese de que quando D. Dinis adquiriu, em Alcanices, os seus direitos de soberania sobre o castelo de Monforte e decidiu da sorte da respectiva comunidade, esta já estaria em processo de desagregação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os castelos de Castelo Rodrigo e Escalhão&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O caso de Castelo Rodrigo pode ser entendido como uma antítese dos casos que acabamos de expôr, mas isso deve-se ao facto de ter sido valorizado militarmente pelos soberanos leoneses e também por ter havido a necessidade de o repovoar com cristãos, posto que já aí se manteve a comunidade árabe, ou parte dela, como vimos, repovoamento esse que, como se sabe, foi feito com gente estranha à região, isto é, com o recurso a comunidades provenientes de várias partes da Galiza e do reino de Leão que nada tinham a ver com a tradição castreja de Ribacôa, conhecendo-se delas remniscências linguísticas, particularmente na região de Figueira de Castelo Rodrigo, que atestam a sua singularidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A reedificação de Castelo Rodrigo, ordenada por D. Dinis logo a seguir ao Tratado de Alcanices, só se terá concretizado em qualquer momento da primeira metade do século XIV. Não sabemos exactamente qual a configuração que teria o reduto antes desta época, sendo duvidoso que, como muitos historiadores ainda pretendem, a admirável estrutura de treze torreões semicirculares, comparáveis à fortaleza de Ávila, tenha sido obra de Afonso IX de Leão, e muito menos credível ainda a posição de outros que insistem na visão romântica da sua construção primitiva, nesse molde estrutural, pelos Túrdulos no 4.º milénio A. C., visão essa que representa a máxima expressão de um "&lt;em&gt;mito dos fundadores&lt;/em&gt;", que as mais recentes pesquisas arqueológicas têm vindo a desacreditar. Os responsáveis dos serviços do IPPAR não têm dúvidas em atribuír a D. Dinis a edificação, em data posterior a 1297 das "&lt;em&gt;robustas muralhas que envolvem o casario apoioadas em torres semi-circulares [...] e possante castelo de muros ameados, torreões, alterosa torre de menagem, fossos e barbacã, galgando rochedos&lt;/em&gt;". [&lt;strong&gt;34&lt;/strong&gt;] Também em Escalhão D. Dinis teria mandado edificar um castelo, talves no local onde actualmente existe a igreja matriz, obra quinhentista que, em razão da sua grandeza, muitas vezes designada de igreja-fortaleza, já se sugeriu ter sido construída com base num aproveitamento de elementos arquitectónicos de uma estrutura militar medieval que podem ter pertencido ao aludido castelo.[&lt;strong&gt;35&lt;/strong&gt;]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Organização municipal - foros, costumes e privilégios&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diligente e compreensivo também foi D. Dinis para com os povos de Ribacôa, estabelecendo com eles, mas sem nunca descurar os interesses do Estado, uma relação de simpatia e mesmo de condescendência, no respeito pelas suas tradições e pelas instituições que herdaram do domínio leonês. A verdade é que o carácter generoso do monarca já se houvera manifestado em 8 de Novembro de 1296, quando encontrando-se em Trancoso e crendo inabalável o seu dominio em Ribacôa, território que havia ocupado militarmente, confirmou os foros de Castelo Rodrigo e dos demais castelos que em Alcanices lhe haveriam de ser entregues, à excepção do de Castelo Melhor, cujos foros, copiados dos de Castelo Rodrigo só viriam a ser confirmados a 12 de Julho de 1298. Sabêmo-lo através de Humberto Baquero Moreno e de um documento que este historiador analisou a propósito de Castelo Rodrigo, de onde se extrai, além disso, que naquela data data D. Dinis faz uma referência expressa ao privilégio de realização de uma feira franca. Num outro documento mais tardio, datado de 1444, também analisado por Baquero Moreno, alude-se a esse mesmo ano de 1296, a propósito de uma doação de D. Dinis a Castelo Rodrigo, em conjunto com os restantes castelos de Ribacôa, do "&lt;em&gt;privilégio de nunca ser dado pela Coroa a nenhum infanção, cavaleiro ou qualquer outra pessoa, mas que sempre permanecesse como património da Coroa&lt;/em&gt;",[36] um privilégio concedido sob petição da conhecida &lt;em&gt;Irmandade de Ribacôa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Administração religiosa - diocese e instituições&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um outro problema com que D. Dinis teve de lidar no território politicamente subtraído à soberania leonesa-castelhana foi o da reorganização da estrutura e das instituições eclesiásticas. E mais uma vez, o monarca português, sem pôr em risco a afirmação da soberania portuguesa, mostrou as suas melhores qualidades de monarca generoso, sensato e complacente. Como refere Júlio António Borges, citando a &lt;em&gt;História da Cidade e Diocese de Lamego&lt;/em&gt;, de Monsenhor M. Gonçalves Costa, «&lt;em&gt;por carta régia de 8 de Setembro de 1315, D. Dinis declarou "pertenderem-lhe os bens eclesiásticos de Rida-Côa que 'son em meu senhorio' tais como os possuíam os senhores que os houveram antes dele&lt;/em&gt;".» Mas depois disso, para evitar qualquer conflito com a diocese de Ciudad Rodrigo, permitiu que esta mantivesse a jurisdição dos seus bens em Ribacôa e "&lt;em&gt;achou por bem deixá-los na posse dos mesmos, proibindo aos que o traziam de levantar qualquer embargo&lt;/em&gt;". Em contrapartida, D. Dinis teve o cuidado de, em reforço da sua autoridade, assumir uma atiutude paternalista, pelo que concedeu ao clero ribacudano o privilégio de, «apesar de estar dependente de uma diocese estrangeira ficar sob a protecção directa do rei português, "&lt;em&gt;em qualquer parte dos seus domínios, proibindo que alguém ouse molestar, ou a constrangê-los a responder perante o bispo, arciprestes ou outros juizes eclesiásticos, como respondem todos os demais do reino(...) De mesmo modo, nenhum cavaleiro era autorizado a pousar em casas de clérigos ou a fazer-lhes força excepto quando viajassem na companhia de el-rei e não houvesse outras pousadas&lt;/em&gt;"». [37] Além disso, D. Dinis não colocou qualquer entrave a que o convento de Santa Maria de Aguiar continuasse a exercer a sua jurisdição sobre os bens que possuía em Castela, antes continuou a favorecer a instituição com na protecão d0s direitos, privilégios e isenções, que lhes ficaram dos reis leoneses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também a Ordem de S. Julião do Pereiro, que em 1218 passou para Alcântara, em Castela, pôde manter a sua primitiva sede em Ribacôa com os bens que aqui possuía. Sabe-se que no ano de 1321, alguns membros desta instituição ainda se encontravam no primitivo convento da Ordem em Cinco Vilas, que em Ribacôa mantinha a designação de S. Julião do Pereiro, pois é dessa data a relação de conventos que foram taxadas por D, Dinis, onde aquela consta, tal como o mosteiro de Santa Maria de Aguiar. A quantia de 60 libras taxada à Ordem de S. Julião do Pereiro é irrisória, quando comparada com o que se estabeleceu para as restantes instituições conventuais, o que nos permite concluir que já seriam parcos os seus rendimentos nesta região e pode também ser um sinal de que, por esse tempo, já teria aqui os dias contados. D. Dinis, que em 1309 já havia obtido do Papa João XXII autorização para que a Ordem de Cristo sucedesse nos bens que foram Ordem dos Templários, extinta em 1312, destinou também aos cavaleiros de Cristo, nessa época sediados em Castro Marim, os direitos e privilégios que em Ribacôa pertenciam à Ordem Militar de S. Julião do Pereiro e que, como vimos, racaíam inicialmente sobre os povoados de Cinco Vilas, Vilar Torpim, Colmeal, Reigada, e Almendra, sendo de admitir que àquela última data apenas Cinco Vilas, Vilar Torpim e Colmeal poderiam manter-se sob o poder da Ordem, uma vez que pela documentação conhecida, não há referências a qualquer tipo de transição de poder relativamente às duas primeiras localidades, e quanto a Colmeal só pelos meados do século XV existem referências de a povoação, sob a designação de &lt;em&gt;Colmeal das Donas&lt;/em&gt; ser da donataria dos Gouveias, de que João de Gouveia Queirós, alcaide de Castelo Rodrigo, foi um dos primeiros donatários que em 1476 passou ao seu genro, Fernão Cabral, alcaide-mor de Belmonte, por determinação de D. Afonso V. Alguns genealogistas remontam o senhorio de Colmeal das Donas ao avô daquele João de Gouveia Queirós, Vasco Fernandes de Gouveia, &lt;em&gt;o Velho&lt;/em&gt;, que também havia sido senhor de Gouveia e alcaide-mor de Castelo Rodrigo, no reinado de D. Fernando. [&lt;a href="http://costadosdabeira.com.sapo.pt/Antepassados%20Gouveia.htm#2223"&gt;&lt;strong&gt;38&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;] Quanto à Reigada, parece ter adquirido relativa autonomia a partir de 1268, ano em que D. Garcia Fernandes, mestre da referida Ordem lhe concedeu carta de foro, depois confirmada pelos dois mestres seguintes, D. Fernão Ponces e D. Gonçalo Perez em 1288 e 1314, respectivamente. [&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reigada"&gt;&lt;strong&gt;39&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;] Almendra também já havia sido sido desobrigada dos direitos que a vinculavam à Ordem de S. Julião do Pereiro, pois em 1270, quando era já vila, foi doada a D. Gil Martins, que por essa causa andou muito tempo desavindo com o concelho de Castelo Rodrigo, e em 1450 D. Afonso V havia de reconhecer àquele mesmo João de Gouveia Queirós, em recompensa da sua lealdade e serviços prestados na batalha de Alfarrobeira, a jurisdição civil e criminal sobre vila de Almendra, em conjunto com a de Castelo Melhor. [&lt;a href="http://books.google.pt/books?id=sTIjwTM5atcC&amp;amp;pg=PA827&amp;amp;lpg=PA827&amp;amp;dq=vasco+fernandez+de+gouveia+D.+Jo%C3%A3o+I&amp;amp;source=bl&amp;amp;ots=GLI8j_57Zb&amp;amp;sig=j8qL1roKKe6tzf6SruRGLoktsKQ&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;ei=IH8NS9nVIMXRjAf_6YnaAw&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=2&amp;amp;ved=0CAoQ6AEwAQ#v=onepage&amp;amp;q=&amp;amp;f=false"&gt;&lt;strong&gt;40&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-3253813387927275181?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/3253813387927275181/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/o-concelho-de-figueira-de-castelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3253813387927275181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3253813387927275181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/o-concelho-de-figueira-de-castelo.html' title='O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCFXW_mmvI/AAAAAAAAAMo/hLWn0CFToY4/s72-c/bras%C3%A3oFCR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-2279324261159575056</id><published>2009-10-31T23:33:00.036Z</published><updated>2010-02-13T12:44:13.893Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Algodres</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdp4k2QYMI/AAAAAAAAAPo/LsCf94yjA78/s1600-h/algi%C2%ABodres.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401902698739032258" src="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdp4k2QYMI/AAAAAAAAAPo/LsCf94yjA78/s400/algi%C2%ABodres.gif" style="cursor: hand; float: left; height: 106px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 100px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;geográfico e admnistrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algodres é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 32,16 km² de área e 352 habitantes (2001). Densidade: 10,9 hab/km².&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prólogo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algodres é uma das freguesias do concelho de Figueira de castelo Rodrigo em cujo território se assinalam vestígios de ocupação humana a partir da época proto-histórica. Não existem referências arqueológicas de ocupações anteriores na área envolvente, e o mesmo se passa relativamente às épocas romana e visigótica, mas comparando os antecedentes e a realidade subsequente que analisámos com a devida ponderação e espírito crítico estamos convictos de que existiu uma linha de continuidade, mais ou menos ténue na ocupação humana do local entre a Idade do Ferro, que é aí claramente documentada, e o longo período que se abriu com ocupação árabe e a ela se seguiu até aos nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Proto-História&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foram assinalados na proximidade da localidade de Algodres vestígios de ocupação na Idade do Cobre no local designado de &lt;em&gt;Castelo&lt;/em&gt; o que significa que este local era habitado por uma comunidade, certamente constituída por agricultores e pastores entre cerca de 3 000 a. C. e 2 000 a. C.. Também nas imediações do local onde se encontra a &lt;em&gt;capela de Santa Bárbara&lt;/em&gt; se acharam materiais que pela sua tipologia apontam para a existência de um castro da &lt;em&gt;Idade do Ferro&lt;/em&gt; que terá existido entre cerca de 800 a. C. e o século I a. C., portanto até à ocupação romana da Península Ibérica. &lt;a href="http://www.scribd.com/doc/12459889/-III-CONGRESSO-ARQ-TRASOSMONTES-Volume-3"&gt;[&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Época Romana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É possível que esta comunidade castreja, eventualmente pouco numerosa e sem o fulgor de outros tempos, tenha sobrevivido durante o período de dominação romana, integrada no &lt;em&gt;conventus emeritensis&lt;/em&gt;, embora não se relevem em Algodres sinais arquelógicos evidentes de romanização como sucede em outras freguesias mais a sudoeste, como é o caso, por exemplo, de Quintã do Pêro Martins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monumento denominado de &lt;em&gt;fonte do cabeço, &lt;/em&gt;classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto-Lei 129/77 de 29 de Outubro de 1977, não é certamente de fábrica romana. Apesar de o seu &lt;em&gt;arco-de-volta-perfeita&lt;/em&gt; e a sua cobertura em &lt;em&gt;abóbada-de- berço&lt;/em&gt; poderem sugerir um estilo românico primitivo, é de construção mais tardia, nuito provavelmente do século XIV, como o são outros monumentos com a mesma tipologia construídas em outros locais do concelho. É nesse sentido que o descreveram os técnicos do IPPAR. &lt;a href="http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=74925"&gt;[&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;]&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A alusão a uma ponte pretensamente romana que foi destruída para nesse local se construir uma nova, não tem sido valorizada pelos historiadores. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também os túmulos escavados na rocha, ditos sarcófagos antropomórficos, visíveis nas &lt;em&gt;eiras de São Sebastião&lt;/em&gt;, na &lt;em&gt;Pedra da Cova da Moira&lt;/em&gt;, e no &lt;em&gt;ribeiro da Carrasqueira&lt;/em&gt; não devem ser entendidos como indicadores da influência romana, posto que a tipologia destas construções, bem como a prática funerária que lhes está associada, são remetidas por alguns arqueólogos para uma época mais tardia, entre os séculos VIII e X, isto é na época em que a dominação árabe no território ainda se fazia sentir, sendo em muitos casos, em outras regiões, associadas a rituais de inumação cristãos pós-romanos que podem mesmo ter-se estendido até aos séculos XII e que só terão cessado após a &lt;em&gt;Reforma Gregoriana&lt;/em&gt; dos finais do século XI, que introduziu um novo esquema paroquial, com a paróquia, o seu templo, o adro e o cemitério anexo. &lt;a href="http://pedropina.webnode.com/products/sepulturas-escavadas-na-rocha-da-freguesia-de-quintela-de-azurara/"&gt;[&lt;strong&gt;3&lt;/strong&gt;]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a ideia, ainda não corroborada pelos arqueólogos, de que as primeiras comunidades de guerreiros e camponeses de Algodres persistiram durante a época de dominação romana deve necessariamente ser encarada sob algumas reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Época Visigótica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como referimos na categoria &lt;em&gt;História Regional&lt;/em&gt;, deste blogue, o centro urbano mais importante de Ribacôa durante o domínio visigótico era Caliábria, que havia sido um castro romanizado, e em 621 foi elevada a diocese. Tal como talvez Algodres, Caliábria era assinalada em 580, como uma paróquia da diocese de Viseu criada em 572.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, como também já sugerimos, Algodres poderia ser por essa época uma das paróquias da diocese recém-criada, e a sua comunidade ter-se-ia, eventualmente, mantido naquele mesmo alto de Santa Bárbara, em torno de um templo que poderia ter existido no local da actual capela com aquele nome, ou na capela de Santa Cruz ou da Misericórdia, posto que, sendo românico é anterior aos restantes monumentos religiosos. Mais tarde, entre os séculos X e XII, a população deve ter-se deslocado para a área plana da actual aldeia, construído aí a igreja matriz cujo traçado primitivo seria certamente muito diferente do actual. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não nos resta, a respeito da persistência de uma comunidade em Algodres na época visigótica, fazer outra coisa que não seja conjecturar, tal como fizemos relativamente à época romana. Poderíamos mesmo, face à absoluta inexistência de vestígios materiais e de documentos escritos a ela expressamente referentes antes de 1347 (um documento do cartório do mosteiro de Santa Maria de Aguiar que se refere a uma troca de terras entre o abade e um tal André Vicente, de uma herdade em Vilar de Ciervo por outras em Algodres) [4], limitar-nos a aceitar a ideia de um despovoamento da região envolvente desde a ocupação romana, à excepção de &lt;em&gt;Caliábriga&lt;/em&gt; e, talvez Almendra. O que nos impede de o fazer é observação de alguns historiadores de que a fundação da diocese de &lt;em&gt;Caliábriga &lt;/em&gt;teria sido motivada pela necessidade de desanexar o território de Ribacôa da diocese de Viseu, em virtude da sua vastidão territorial para que fossem menos morosas e maçadoras as visitas pastorais. Ora, a criação de uma nova diocese pelo motivo aventado só pode fazer algum sentido perante a existência, de facto, de um número suficientemente relevante de paróquias a pastorear, e seria estranho que a área geográfica mais próxima da Sé, onde se localiza Algodres, a par com Vilar de Amargo e Almendra, fosse uma área despovoada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Época árabe&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Durante o seu longo período de cerca de 5 séculos de ocupação da região de Ribacôa, os muçulmanos deixaram algumas marcas na arquitectura, muito escassas, no imaginário popular, que é do domínio das lendas que perduram um pouco por toda a parte e, sobretudo na toponímia, como é o caso de Almofala, Almeida, Alfaiates, Caria Talaia, Arrifana e Mesquitela, mas também Algodres. São, aliás, os actuais topónimos de Almofala, Algodres e Almendra que geralmente mais se associam à influência árabe nos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo e Villa Nova de Foz-Côa, tal como Almeida, no concelho com este nome. Contudo, se a radicação dos topónimos Almofala e Almeida, nas formas árabes &lt;em&gt;al-mahalla&lt;/em&gt; (acampamento militar) e &lt;em&gt;al-maidâ&lt;/em&gt; (a mesa) não tem suscitado dúvidas, o nome de Algodres tem sido alvo de diversas interpretações. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo comum aos nomes de outras povoações portuguesas, tanto no distrito da Guarda como fora dele (e semelhantes aos de algumas localidades da vizinha Espanha), tem sido estudada numa perspectiva geral e descontextualizada. A questão relativa ao seu significado é discutida desde o século XVIII até à actualidade num clima de controvérsia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, enquanto o Padre Luís Cardoso, no seu &lt;em&gt;Dicionário Corográfico&lt;/em&gt;, lhe atribuiu raiz latina, fazendo-o derivar da forma &lt;em&gt;algodrium&lt;/em&gt;, Pinho Leal foi o primeiro a propor um nome árabe, &lt;em&gt;al-coton&lt;/em&gt; de que derivou a corruptela &lt;em&gt;algodrons&lt;/em&gt;, cujo significado seria algodão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais tarde Luís Ferreira de Lemos considerou estar errada a expressão de &lt;em&gt;al-coton&lt;/em&gt; para o significado de algodão que devia antes ser &lt;em&gt;al-cutum&lt;/em&gt;, mas não reconheceu nela qualquer relação com Algodres, propondo para a resolução deste problema a curiosa derivação de «&lt;em&gt;alcortex»-«alcotrex»-«algodrex»-&lt;/em&gt;Algodres onde «&lt;em&gt;al&lt;/em&gt;» tanto pode ser uma palavra de origem céltica (já usada por Virgílio) como um artigo árabe, mas «&lt;em&gt;cortex&lt;/em&gt;» é um vocábulo latino com o significado de cortiça ou casca de árvore. Trata-se de uma interpretação tão curiosa quanto estranha. Teríamos assim um prefixo céltico ou árabe e um vocábulo latino na origem do topónimo Algodres, como um resultado de duas épocas e influências distintas! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais recentemente, José Pedro Machado radicou o topónimo Almofala em «&lt;em&gt;algodor&lt;/em&gt;», plural de «&lt;em&gt;gadir&lt;/em&gt;» que significa lago, lagoa, ribeiro ou pântano e que de facto parece ser a interpretação mais credível, no caso da freguesia com este nome em Figueira de Castelo Rodrigo, tanto pela existência de ribeiros e nascentes a que a população ainda designa de «&lt;em&gt;alagoas&lt;/em&gt;» como pela relação lógica que podemos fazer entre o significado do topónimo na sua expressão popular com o orago da freguesia: Nossa Senhora da Alagoa. &lt;a href="http://algodres.blogs.sapo.pt/arquivo/648000.html"&gt;[&lt;strong&gt;5&lt;/strong&gt;]&lt;/a&gt; Talvez a mesma relação se possa também fazer com um ramo da antroponíma da povoação, sabendo-se que é oriunda de Algodres uma numerosa família da região: Os Alagos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece assim aceitável que Algodres tenha sido uma comunidade com persistência da influência árabe anterior à conhecida acção repovoadora de Ramiro II (de quem D. Chamoa ou Chama era sobrinha e a primeira donatária de Almendra, localizada a escassos quilómetros), e Ordonho III em Ribacôa. Todavia, resta saber, subscrevendo uma interrogação deixada em aberto sobre este assunto por António M. Balcão Vicente &lt;a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/4010.pdf"&gt;[&lt;strong&gt;6&lt;/strong&gt;]&lt;/a&gt;, se essa persistência será «um resultado de migrações moçárabes, ou pelo contrário», como acontece nos restantes casos, «resultará de arabização voluntarista» por parte de comunidades com grande autonomia e capacidade de defesa própria que, ao sabor das conjunturas, mantinham laços privilegiados, ora com cristãos, ora com muçulmanos». A segunda alternativa talvez seja a mais acertada, por ser a que mais se coaduna com a continuidade que atrás admitimos da população de Algodres no local durante a época visigótica, com nome que se ignora, e também se tem admitido para o caso de Almendra, localizada na mesma área, topónimo que alguns autores, como o que acabamos de citar, atribuem uma origem germânica e não árabe. Pretendemos com isto dizer que a população hispano-romano-visigótica cristã de Algodres deve ter coexistido com a população árabe, adoptando alguns dos seus costumes e ficando dessa convivência marcas na toponímia. Infelizmente não existem indícios arqueológicos e arquitectónicos que corroborem esta tese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Domínio leonês&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que, fruto do interesse manifestado pelos monarcas leoneses pelo território de Ribacôa, desde o povoamento de Ciudad Rodrigo por Fernando II, em 1161, e a restauração da diocese de Caliábria nesta nova cidade (mantendo-se até hoje a designação de Caliábria como «sé titular»), a que se seguiu o estabelecimento de instituições destinadas a atrair as populações e fixá-las à terra, como foi caso do mosteiro de Santa Maria de Aguiar, e defender o território das investidas muçulmanas, como foi o caso da fundação da Ordem de S. Julião do Pereiro em Cinco Vilas, muitas terras pertencentes hoje ao concelho de Castelo Rodrigo, e fora dele, foram doadas a estas instituições, o que prova que essas terras já eram habitadas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todavia, entre aquelas terras não figura o nome de Algodres. Não tem fundamento a afirmação corrente de que na bula de Lúcio III de 1183 se faz referência a Algodres, como um dos bens doados à Ordem Militar de S. Julião do Pereiro, nem tão pouco que a povoação tenha sido alguma vez doada ao Mosteiro de Santa Maria de Aguiar. O equívoco resulta, no primeiro caso, de uma tendência infundada, mas recorrente, em considerar as terras de Algodres como parte integrante do território de Almendra, cuja primeira referência (&lt;em&gt;Amíndula&lt;/em&gt;) surge num documento de 960 &lt;a href="http://purl.pt/12270/4/cg-2698-a_dc-v1-f1/cg-2698-a_dc-v1-f1_item4/index.html"&gt;[&lt;strong&gt;7&lt;/strong&gt;]&lt;/a&gt;, e, no segundo caso, de uma incorrecta interpretação das referências que são feitas à mesma localidade em manuscritos dos religiosos do mosteiro de Santa Maria de Aguiar. As referências a Algodres nos documentos retirados do cartório do mosteiro, datados de 1347, 1380, 1385, 1400 e 1446, são referências circunstanciais relativas a escambos entre moradores dela e o abade do mosteiro, ou a doações feitas à mesma instituição e que portanto só devem ser invocados para confirmar a existência da povoação para uma época mais tardia em relação à que aqui nos reportamos. [8]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em todo o caso, como a história não se faz apenas com documentos escritos, existem outros indicadores que podem revestir-se da mesma importância para se confirmar a continuidade da povoação de Algodres ao tempo da reorganização política, administrativa e religiosa da região pelos reis de Leão, e esses indicadores são o seu património edificado, desde logo a sua igreja matriz, cujas características arquitectónicas primitivas autorizam a remontá-las aos séculos XII e XIII, ou a capela de Santa Cruz ou da Misericórdia que é considerada como um raro exemplar do românico puro, ainda que obras posteriores tenham alterado a sua traça original. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não parece portanto haver dúvidas de que Algodres foi uma das paróquias da diocese de Ciudad Rodrigo, como as demais assim entendidas em Ribacôa, até a criação do &lt;em&gt;bispado novo de Lamego&lt;/em&gt; em 1404, no reinado de D. João I, e que foi um dos lugares do termo de Castelo Rodrigo, cujo concelho foi criado em 1209 por Afonso IX de Leão que lhe concedeu o seu primeiro foral, lhe estabeleceu o alfoz e delimitou do respectivo termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Integração na História de Portugal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passou para a soberania portuguesa, como todos os restantes lugares do termo de Castelo Rodrigo, após a celebração do Tratado de Alcanices, a 12 de Setembro de 1297.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Evolução histórico-social&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Durante toda a sua história sob o domínio da monarquia portuguesa sofreram os habitantes de Algodres, como os das restantes localidades da região, as agruras das guerras com Castela, a com o rasto de destruição por elas deixado, como davam conta os procuradores de Castelo Rodrigo e de Pinhel nas Cortes de Évora de 1477 e nas de Lisboa de 1459. &lt;a href="http://www.cei.pt/pdfdocs/As%20peticoes.pdf"&gt;[&lt;strong&gt;9&lt;/strong&gt;]&lt;/a&gt; Também em tempo de paz tiveram de conviver com a prepotência dos barões e alcaides da região, como o conde de Marialva e o famigerado João de Gouveia que cometiam atrocidades e todo o tipo de injustiças sobre os povos, sem qualquer respeito pelos seus foros. &lt;a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/4010.pdf"&gt;[&lt;strong&gt;10&lt;/strong&gt;]&lt;/a&gt; Uma das mais duras provações por que tiveram de passar os habitantes de Algodres foi a das pilhagens e destruições levadas a cabo pelos castelhanos desde o início da guerra da Restauração contra as quais foram construídos no centro da aldeia e junto da igreja uma torre de atalaia e um reduto, cujos vestígios são assinalados em várias fontes dos meados do século XVIII. Depois sobreveio a devastadora guerra peninsular e as depredações das invasões francesas que levaram à penúria populações inteiras, como a de Ribacôa que gravitava em torno de um dos pontos nevrálgicos do conflito – a praça de Almeida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente não se torna possível conhecer os efeitos demográficos da guerra da Restauração ou das invasões francesas e guerras liberais que se seguiram, para o caso particular de Algodres e da maioria das localidades do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, porque estão ainda em larga parte por fazer estudos nesse sentido, não por falta de fontes, mas por falta de meios que permitam uma acessibilidade mais eficaz. Ainda assim, o site da junta de freguesia de Algodres pôs a disposição dos seus visitantes alguns dados demográficos que consideramos interessantes, pese embora o facto de se referirem aos finais da Monarquia, ao período subsequente à Regeneração (1851-1858), que seriam de bastante maior utilidade se pudéssemos compará-los com os dados de meio século a um século antes. De qualquer forma a tabela que dali, respeitosamente, extraímos e abaixo publicamos mostra-nos que a população de Algodres cresceu a um ritmo contínuo e significativa no período compreendido entre a Regeneração e os últimos anos da monarquia constitucional, de uma forma particularmente destacada entre 1878 e 1890, onde é possível calcular-se para cada um desses doze anos um índice de crescimento na ordem dos 12.4 indivíduos, resultando daí que nesse período o efectivo populacional quase que duplicou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424786943231423986" src="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S0i2-618dfI/AAAAAAAAAbY/leMhlqUYDFU/s400/alg.demogr.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 309px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;br /&gt;Fonte da tabela: &lt;a href="http://www.algodres.com/01/01.1.0.htm"&gt;Junta de Freguesia de Algodres&lt;/a&gt; (adaptada)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não admira, pois, que nesse contexto de expansão demográfica pelo invulgar acréscimo da natalidade, em 14 de Agosto de 1881 os elementos a Junta de Freguesia de Algodres decidissem requerer da Câmara Municipal construção de uma Escola Primária, no que foram contemplados dezassete dias depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enquadramento municipal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Permaneceu no termo do concelho de Castelo Rodrigo, até ao último quartel do século XVIII e só depois passou ao concelho de Almendra juntamente com Vilar de Amargo, ainda que a autonomia de Almendra relativamente ao concelho de Castelo Rodrigo, após oito décadas de conflitos diplomáticos, já se tivesse recobrado definitivamente em 1383 e confirmada em 1449 por D. Afonso V sob a designação de concelho de Almendra e Castelo Melhor. Com a extinção do concelho de Almendra, em 24 de Outubro de 1855 transferiu-se para o novo concelho de Figueira de Castelo Rodrigo enquadrado pela reforma administrativa oitocentista no distrito da Guarda e província da Beira Alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enquadramento judicial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto foi um lugar do termo do concelho de Castelo Rodrigo, pertenceu à comarca de Pinhel, depois à de Trancoso. Com a sua passagem ao concelho de Almendra passou a pertencer à comarca de Meda. Após a extinção do concelho de Almendra, referida acima, passou a pertencer à comarca recentemente instituída de Figueira de Castelo Rodrigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enquadramento eclesiástico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Durante a época visigótica é provável que já existisse como uma paróquia do bispado de Viseu, passando após 621 ao de Caliábria então criado, e nos meados do século XII ao de Cidade Rodrigo que surgiu em restauração daquela. Em 1404 passou à diocese de Lamego juntamente com todas as paróquias de Ribacôa subtraídas da de Ciudad Rodrigo por uma bula de Bonifácio IX, a instâncias de D. João I e a pretexto do &lt;em&gt;Grande Cisma&lt;/em&gt; que então se abateu sobre a Cristandade ocidental. Passou para o bispado de Pinhel, elevado em 1770, por um breve de Clemente XIV no reinado de D. José I, onde Algodres se manteve durante o tempo em que pertenceu temporalmente ao concelho de Almendra e de novo transitou para o de Figueira de Castelo Rodrigo. A 30 de Setembro de 1891, o papa Leão XIII, a pedido do rei D. Luís, dissolvia a diocese de Pinhel através da Bula &lt;em&gt;Gravissima Christi Eclesiam&lt;/em&gt;, e tal como sucedeu com as demais paróquias do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, Algodres passou a pertencer à diocese da Guarda, onde se manteve até hoje.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;____________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;[1] COSME, Susana Rodrigues, Idem, acta 4: Proto-História e a Romanização entre o Côa e o Águeda, p.72 e seguintes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;[2] IPPAR, Pesquisa de património&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;[3] Pedro Pina Nóbrega, Sepulturas escavadas na rocha da freguesia de Quintela de Azurara. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;[4] BORGES, Júlio António, O Mosteiro de Santa Maria de Aguiar e os Monges de Cister, ed. da Câmara Municipal de F. C. Rodrigo, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;[5] Toponímia algodrense, Um blogue sobre Algodres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;[6] VICENTE, Manuel M. Balcão, a “Extremadura” leonesa – o caso da fronteira de Riba-Côa nos séculos XII – XIII.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;[7] HERCULANO, Alexandre, Portugalliae Monumenta Historica, D.C, ed. 1867, I, pp.50-51.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;[8] BORGES, Júlio António, ob. cit.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;[9] COELHO, Maria Helena da Cruz , Miguel Rêpas, As petições dos concelhos do distrito da Guarda em Cortes e a política transfronteiriça, in Centro de Estudos Ibéricos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;[10] VICENTE, Manuel M Balcão, ob. cit.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-2279324261159575056?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/2279324261159575056/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/algodres_31.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/2279324261159575056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/2279324261159575056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/algodres_31.html' title='Algodres'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdp4k2QYMI/AAAAAAAAAPo/LsCf94yjA78/s72-c/algi%C2%ABodres.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-4048695859699311658</id><published>2009-10-31T23:31:00.016Z</published><updated>2010-02-14T18:52:09.003Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Almofala</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdqSI4iRLI/AAAAAAAAAPw/BXuT-F1OF-E/s1600-h/abras.alm.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401903137908999346" src="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdqSI4iRLI/AAAAAAAAAPw/BXuT-F1OF-E/s400/abras.alm.gif" style="cursor: hand; float: left; height: 105px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 100px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Almofala é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 29,86 km² de área e 250 habitantes (2001). Densidade: 8,4 hab/km².&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prólogo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentro dos limites da freguesia assinalaram-se vestígios de ocupação desde épocas bastante remotas, tais como o Eneolítico a Idade do Ferro, as épocas romana e árabe e, já na Idade Média, o actual topónimo surge constantemente registado em documentos escritos, desde os meados do século XII. Pela mesma época, a povoação era um dos locais de passagem dos peregrinos que se deslocavam a Santiago de Compostela. Mais tarde, na guerra da Restauração foi uma das povoações que mais sofreu com as depredações castelhanas, das quais resultou a total destruição de um povoado vizinho designado &lt;em&gt;Colmeal das Olas&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;Aldeia da Torre dos Frades&lt;/em&gt;. Trata-se portanto de uma freguesia do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo com numerosas e interessantes referências históricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proto-História&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em local próximo da aldeia de Almofala, o lugar denominado de &lt;em&gt;Vale do Torno&lt;/em&gt; - que juntamente com os sítios de, &lt;em&gt;Ribeira dos Frades&lt;/em&gt; e, mais para Nascente, o &lt;em&gt;Cachão&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Cabeço da Prata&lt;/em&gt;, formam uma área considerada de intensa actividade mineira até muito recentemente - foram encontrados alguns machados de pedra polida, que os arqueólogos datam do Eneolítico, isto é uma fase intermédia entre os finais do Neolítico e a Idade do Bronze e, portanto coexistente com a Idade do Cobre, fase essa compreendida, grosso modo, entre 2.500 a. C. e 1.800 a. C. Posto que as comunidades eneolíticas sejam entendidas pelos arqueólogos e historiadores como comunidades com características culturais arcaicas e, por isso, diferenciadas de outras comunidades suas contemporâneas que já dominavam a metalurgia do cobre, o &lt;em&gt;Vale de Torno&lt;/em&gt; deve ser entendido como um local de povoamento muito antigo, podendo remontar a qualquer uma das fases da Pré-História.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns arqueólogos, como A. N. Sá Coixão, costumam ser um pouco reservados relativamente a uma cultura castreja adaptada à região do Baixo Côa, mas este autor admite a possibilidade de que os povos da Proto-História aqui tenham continuado a assentar arraiais, adoptando «um modelo próprio». Na região de Almofala, Sá Coixão não hesita em afirmar que «o sítio da Capela de Santo André […], onde além de diversos materiais, a presença de dois &lt;em&gt;berrões&lt;/em&gt; indiciam-nos uma pujança ocupacional durante a 2ª Idade do Ferro, continuada depois na época romana». [1] A propósito desta estação arqueológica anotou Susana Cosme:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;Santo André, situado na freguesia de Almofala, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, a uma Lat. – 40º 53’ 06’’ e uma Long. – 6º 50’ 01’’, é um povoado de altura, com cerca de 556 m de altitude, apresenta-se numa elevação sobre o Rio Águeda, controlando uma vasta área de território. É sem dúvida o povoado indígena com maior importância na região, com estruturas mais relevantes e que na nossa opinião poderia ter sido a capital dos “Cobelci” (Cosme, 2002). Manuel Andrade Maia supõe ter existido aqui um santuário proto-histórico devido à presença dos dois berrões. São figuras toscas em esculturas de pedra representando porcos, touros, carneiros ou javalis, normalmente associadas a representações de divindades, ex-votos a uma entidade tutelar, protectora de rebanhos e propiciadora da fertilidade destes, por vezes ligado à pastorícia. O contexto, a cronologia e variedade formal destes elementos gera alguma discordância quanto a significados e a funções, mas a sua presença neste local é por demais importante sejam quais forem os significados, funções e/ou as cronologias que lhes atribuirmos. Este local encontra-se circundado com uma muralha de pedra granítica de pequenas dimensões e são ainda visíveis bastantes cerâmicas proto-históricas e de época romana&lt;/em&gt;». [2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também se admite que a &lt;em&gt;Civitas Cobelcorum&lt;/em&gt; da época romana, construída no local conhecido, entre outras designações, por Torre de Almofala, se tratou de um povoado proto-histórico romanizado, cujos habitantes, eram conhecidos pelo nome de &lt;em&gt;cobelcos&lt;/em&gt;, não havendo razões, em nosso entender, para crer que a sua capital tenha sido o povoado igualmente romanizado de Santo André, atrás considerado, como pretende Susana Cosme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Época Romana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O território pertencente à freguesia de Almofala integra-se na área considerada mais representativa da romanização do Baixo Còa, área essa que segundo Sá Coixão, «nos leva de ocidente para leste, desde a Quintã de Pêro Martins, a Figueira de Castelo Rodrigo, finalizando em Almofala».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos locais de ocupação na época romana considerados mais importantes, dentro dos limites da freguesia de Almofala é o já mencionado sítio da Torre de Almofala. Situa-se numa elevação planáltica com a altitude de 633 metros, próximo do cruzamento que liga a vila de Figueira de Castelo Rodrigo à freguesia de Almofala, a escassos metros da paradisíaca Albufeira de Santa Maria de Aguiar. Possui um imóvel com origem na época romana, classificado como Monumento nacional pelo Decreto-lei 129/77 de 29 de Setembro de 1977. Entre esta data e os finais da década de 80, a identificação de elementos arquitectónicos no corpo do edifício e o achado de &lt;em&gt;tegulae&lt;/em&gt;, à superfície, na área contígua, entre as ruínas do casario, alimentaram fortes suspeitas de que o local havia sido ocupado na época romana. As campanhas arqueológicas iniciadas em 1989 proporcionaram não só a confirmação dessas suspeitas como também uma melhor compreensão do local, da sua evolução histórico-geográfico, e boas condições para a sua futura recuperação. Hoje, não restam dúvidas de que o monumento começou por ser um templo romano. A descoberta, em 1997, de uma ara dedicada a Júpiter serviu de base para se ter uma ideia da importância do local durante a época romana, afigurando-se como um bom indicador da existência ali de uma civitas - a &lt;em&gt;Civitas Cobelcorum&lt;/em&gt; - cidade capital dos &lt;em&gt;cobelcos&lt;/em&gt;, um povo cuja existência era conhecida por se encontrar assinalada em documentos epigráficos de proveniência diversa, mas cuja localização constituía um enigma.[3] Tal conclusão suscitou a rectificação do esquema anteriormente traçado sobre a distribuição dos povos romanizados desta região. &lt;em&gt;Civitas Cobelcorum&lt;/em&gt; foi uma das três, ou talvez quatro, civitates que existiram no território do Baixo Côa, a par com &lt;em&gt;Civitas Aravorum&lt;/em&gt; (Devesa, Marialva, Meda) e &lt;em&gt;Civitas Meidubrigenses&lt;/em&gt; (Freixo de Numão ou Numão, Vila Nova de Foz Côa). Segundo Coixão, a descoberta por Jorge de Alarcão de uma inscrição romana junto da Capela do Santo Cristo em Barca de Alva, freguesia de Escalhão, possivelmente proveniente de &lt;em&gt;Vale de Telhões&lt;/em&gt;, onde se faz referência a um &lt;em&gt;cobelco&lt;/em&gt;, deixa em aberto a possibilidade de &lt;em&gt;Caliábriga&lt;/em&gt; não pertencer ao território de &lt;em&gt;Civitas Cobelcorum&lt;/em&gt; e, portanto, a possibilidade de existir «entre a serra da Marofa e os rios Côa, Douro e Águeda, uma outra &lt;em&gt;Civitas&lt;/em&gt; ainda não identificada e distinta das dos &lt;em&gt;Cobelci&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Aravi&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Medubrigenses&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro local de importante ocupação na época romana dentro dos limites da freguesia de Almofala foi o da capela de Santo André, também já atrás considerado, onde, segundo a supracitada arqueóloga Susana Cosme, é ainda visível que a capela de Santo André, uma construção do século XVI, emprega no seu aparelho construtivo pedras almofadas e fustes de colunas de época romana reutilizadas. Foi ainda encontrada uma inscrição datada do século II d. C. [4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sul da Torre de Almofala, na mesma freguesia, foram detectados pelo arqueólogo Andrade Maia (pp. 211-213) em &lt;em&gt;Cabeço da Recta&lt;/em&gt; e no &lt;em&gt;Cabeço da Prata&lt;/em&gt; vestígios de cerâmicas romanas que podem ter pertencido a uma &lt;em&gt;villae&lt;/em&gt;. [5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Época visigótica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que durante a época suevo-visigótica a região do Alto Douro e o território de Ribacôa mereceram a atenção dos respectivos reis, sobretudo dos monarcas visigodos da dinastia de Toledo, tendo sido estas regiões alvo de uma profunda reorganização eclesiástica que se materializou na criação da diocese de Caliábria&amp;nbsp;ou &lt;em&gt;Caliábriga&lt;/em&gt;&amp;nbsp;em 621, ou mesmo antes desta data (ver categoria história regional, neste blogue) sob a qual recaíram as paróquias daí subtraídas, como a própria &lt;em&gt;Caliábriga&lt;/em&gt;, da diocese de Viseu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, não se assinalam no espaço da freguesia de Almofala, como aliás em nenhuma parte de Ribacôa, quaisquer indícios documentais de influência visigótica à excepção do próprio &lt;em&gt;bispado de Caliábriga&lt;/em&gt;. O arqueólogo e historiador Jorge de Alarcão sugeriu a indicação da comunidade que na época romana fez parte da &lt;em&gt;Civitas Cobelcorum&lt;/em&gt;, portanto num dos locais da freguesia Almofala a que atrás nos referimos, como a possível paróquia de &lt;em&gt;Coleia&lt;/em&gt;, que havia pertencido à diocese de Viseu e passado à de Caliábria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Mas porque falámos na reorganização eclesiástica de inícios do século VII nesta área de ambas as margens do Douro, não deixaremos de fazer uma referência à paróquia de Coleia. É possível que esta “paróquia”, onde cunharam moeda os reis visigóticos Recaredo (586-601), Sisebuto (612-621) e Suintila (621-631) (Mateu y Llopis, 1936, p. 361), tenha sido distraída da diocese de Viseu e integrada na de &lt;em&gt;Caliabria&lt;/em&gt; aquando da criação desta última.&lt;br /&gt;Em trabalho anterior (Alarcão, 2001a, p. 52-53), sugerimos a identificação de &lt;em&gt;Coleia&lt;/em&gt; com a capital da civitas Cobelcorum em Almofala (Figueira de Castelo Rodrigo). Helena Frade alerta-nos para o facto de não ter descoberto, nas suas escavações de Almofala, materiais atribuíveis à época suevo-visigótica. Temos, pois, de ser prudentes na identificação de Almofala com a &lt;em&gt;Coleia &lt;/em&gt;suévica.» [6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que nesta época a&amp;nbsp;antiga capital dos &lt;em&gt;cobelcos&lt;/em&gt; tivesse já inciado o seu processo de progressiva decadência no decurso do qual, em meados do século XII se viria, como se sabe, reduzida a uma modesta granja do Mosteiro de Santa Maria de Aguiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta época é, portanto, uma das mais obscuras para a história de Almofala e das demais localidades do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, o que não exclui a possibilidade de que as comunidades a que nos referimos relativamente ao período anterior terem subsistido com maior ou menor dinamismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Domínio árabe&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui temo-nos pronunciado sobre possíveis locais de ocupação dentro dos limites da freguesia de Almofala. Relativamente à época árabe, apesar da inexistência de indicadores materiais da passagem dos muçulmanos na região, abre-se uma nova perspectiva no sentido de podermos equacionar a origem da própria localidade actual e essa perspectiva tem a ver com a origem e o significado possível do topónimo Almofala. A atribuição de uma raiz árabe na forma «&lt;em&gt;al-mohalla&lt;/em&gt;» associada ao significado de «arraial» ou «acampamento militar muçulmano» não&amp;nbsp;suscita contestações, até ver, sendo aliás entendido por historiadores como António. M. Balcão Vicente, como um dos «topónimos de origem árabe que apresentam peso mais significativo» em Ribacôa, a par de Alfaiates (&lt;em&gt;al-haiat&lt;/em&gt;, cobra, víbora), Almeida (&lt;em&gt;al-maidâ&lt;/em&gt;, a mesa), Caria Talaia (&lt;em&gt;qariâ táliâ&lt;/em&gt;, povoação fortificada), Arrifana (&lt;em&gt;ar-rihanâ&lt;/em&gt;, murta) e Mesquitela. [7]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o significado do topónimo de Almofala atesta que a sua região seria uma região de importância estratégica para as operações militares da nação árabe, induz-nos a uma questão que em nosso entender terá todo o sentido formular aqui: Terá a povoação de Almofala começado a formar-se em torno de um acampamento militar árabe, no mesmo sentido de que se diz, e se tem por certo, que algumas povoações e cidades actuais nasceram de acampamentos militares de povos diversos, na sua maioria romanos, tanto em Portugal como noutros países? É bem possível que sim. Será assim um resultado de colonização muçulmana, com predominância do elemento berbere ou até &lt;em&gt;moçárabe&lt;/em&gt;, isto é de cristãos das redondezas que, abandonados à sua sorte pela aristocracia goda em debandada para Norte, em consequência das primeiras ofensivas dos árabes, se acolheram à protecção daqueles e voluntariamente se deixaram aculturar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Domínio leonês&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um período de cerca três séculos de dominação árabe, tão longo quanto obscuro, sabe-se que pelo século X começaram as campanhas de reconquista e repovoamento cristãos dos reis de Leão, Ramiro II e Ordonho III, no território do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, no contexto dos quais se admite que tenha resultado o aparecimento de Escarigo (&lt;em&gt;Ascaricus&lt;/em&gt;), por exemplo, um topónimo hispano-godo que segundo Luis Filipe Lindley Cintra deve ser dessa época e não da época visigótica, como já se pretendeu. Também Almendra (&lt;em&gt;Amíndola&lt;/em&gt;) consta num documento datado do ano de 960 como uma terra anteriormente doada por Ramiro II a sua sobrinha D. Chamoa que, por morte desta sem descendência, foi passada a sua tia, Mumadona Dias. Sabe-se ainda que pelos meados do século XI a região de Ribacôa foi definitivamente conquistada por Fernando I (Fernando Magno), ainda que tenha permanecido, durante perto de mais um século, como uma área de incursões cristãs e algaras mouras. Conhece-se ainda o interesse manifestado pelos monarcas leoneses que se seguiram, pelo território de Ribacôa, desde o povoamento de Ciudad Rodrigo por Fernando II, em 1161, e a restauração da &lt;em&gt;diocese de Caliábriga&lt;/em&gt; nesta nova cidade (mantendo-se até hoje a designação de &lt;em&gt;Caliábria&lt;/em&gt; como «sé titular»),&amp;nbsp;seguindo-se o estabelecimento de instituições destinadas a atrair as populações e fixá-las à terra, como foi caso do mosteiro de Santa Maria de Aguiar, e destinadas a defender o território das investidas muçulmanas, como foi o caso da fundação da &lt;em&gt;Ordem de S. Julião do Pereiro &lt;/em&gt;em Cinco Vilas. Muitas terras pertencentes hoje ao concelho de Castelo Rodrigo, e fora dele, foram doadas a estas instituições, o que prova que essas terras já eram habitadas [8]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste contexto de reorganização cristã em Ribacôa que surge a primeira indicação documental da existência da Almofala, como uma localidade pré-existente nos primórdios da instituição monástica de Santa Maria de Aguiar. Trata-se de um documento datado de 1165 que se conhece por um apócrifo do século XIV e que se refere às doações feitas por Fernando II de Leão ao abade do Mosteiro, D. Hugo, da &lt;em&gt;granja da Torre de Aguiar&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;granja nova de Rio Chico&lt;/em&gt;, com a isenção dos respectivos coutos na descrição de cujos limites se refere amiúde a Almofala. Esta localidade foi inicialmente transformada numa das granjas do mosteiro de Santa Maria de Aguiar, como se depreende de um outro documento do cartório desta instituição, um breve de Pio II de 5 de Fevereiro de 1459, onde se refere que a paróquia de Almofala já tinha sido granja do convento e que, por isso fosse nele de novo integrado o que se confirmou por um outro documento de 1462 no qual se diz que «o abade de Salzedas, na qualidade de Juiz Apostólico determinou que as Igrejas Paroquiais de Almofala, Mata de Lobos, S. Vicente de Figueira e Vilar pertenciam ao Mosteiro», pela razão atrás referida. [9]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação de Almofala com o mosteiro de Santa Maria de Aguiar decorreu certamente de forma mais estreita enquanto durou o domínio leonês em Ribacôa, sendo, no temporal, um dos lugares do termo de Castelo Rodrigo, cujo concelho foi instituído em 1209 por carta de foral de Afonso IX de Leão. Com a integração do território na soberania portuguesa, essa relação foi-se progressivamente esbatendo, como aconteceu com as restantes igrejas paroquiais, atrás referidas, que se encontravam nas mesmas circunstâncias, de nada valendo os apelos dirigidos pelos abades monásticos à Santa Sé no sentido de lhes serem confirmados os direitos espirituais que lhes eram devidos sobre essas paróquias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Integração na História de Portugal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou para a soberania portuguesa, juntamente com os restantes lugares do termo de Castelo Rodrigo, após a celebração do Tratado de Alcanices, a 12 de Setembro de 1297, e fez sempre parte do respectivo concelho até a transferência da sede administrativa para a vila de Figueira de Castelo Rodrigo, a 25 de Junho de 1836.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Evolução histórico-social&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à sua localização junto da fronteira de Ribacôa definida pelo curso natural do Águeda, a localidade de Almofala foi das que mais sentiram os malefícios das guerras com Castela, a que já se faziam eco as palavras dos procuradores de Castelo Rodrigo nas Cortes de Évora de 1477, quando se referiam ao abandono das lavras pelo despovoamento da região e da ruína dos castelos, muros e pontes, pedindo a ajuda régia para as necessárias obras de reparação. [10] Mesmo em tempo de paz sofreram com a prepotência dos barões e alcaides da região, como os famigerados João de Gouveia e conde de Marialva, que foram alcaides de Castelo Rodrigo e cometiam todo o tipo de injustiças sobre os povos, sem qualquer respeito pelos seus costumes e privilégios. O cartório do Mosteiro de Santa Maria de Aguiar contém vários documentos que testemunham actos desta natureza. Em 1453, por exemplo, o abade de Santa Maria de Aguiar obteve do Corregedor para que João de Gouveia restituísse aos moradores da Torre dos Frades e da granja de rio Chico os bens que lhes tinha penhorado, e, em 1496 houve D. Manuel que agir em protecção da jurisdição do Mosteiro contra as intenções do Conde de Marialva que a queria usurpar. Maiores sofrimentos foram os que lhes foram causados pelas guerras da Restauração. Em 17 de Outubro 1642 a força espanhola composta de 1200 infantes e 500 soldados de cavalaria que entrou por Escarigo e derrotou a escassa guarnição de 70 soldados que aí se encontrava, continuou pela Vermiosa, Almofala, Torre dos Frades e Mata de Lobos, saqueando e destruindo até ser travada em Escalhão. Em homenagem à população sacrificada ergueu-se em 1940 um cruzeiro de pedra no adro da igreja matriz de Almofala. Algumas povoações tais como a &lt;em&gt;aldeia da Torre dos Frades&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Colmeal das Olas&lt;/em&gt; jamais recuperaram da ruína que essa incursão espanhola provocou. Depois disso ainda sobrevieram a guerra dos sete anos (em 1762 Castelo Rodrigo é ocupada pelas tropas espanholas do Marquês de Soria) e a terceira invasão francesa comandada por Massena que provocou irreparáveis estragos na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Economia e recursos naturais&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal como sucedeu com a maioria das aldeias do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, tipicamente rurais, a população de Almofala centrou-se desde tempos mais remotos na Agricultura dos cereais e da vinha e na pecuária para provimento do seu sustento e ostentação dos seus sinais primordiais de riqueza. Tempos houve em que Almofala se destacou como uma das freguesias do concelho de maior produção cerealífera. Nos últimos anos, apesar das dificuldades com que, por toda a parte, se têm debatido os agricultores, nos campos de Almofala ainda se vêem ondulantes searas de trigo, cevada e aveia. Relativamente à pecuária, longe vão os tempos da transumância de gado, que nostalgicamente nos últimos anos se ensaiam muitas iniciativas no sentido de reconstituir-lhes as rotas tradicionais, tais como as &lt;em&gt;festas da pecuária&lt;/em&gt; e outros eventos promovidos pela &lt;em&gt;Associação Transumância e Natureza (ATN&lt;/em&gt;), mas ainda se vêem rebanhos nas paisagens próximas de Almofala, que no período estival dormem nos bardos e durante as longas invernias costumam acolher-se nos «ovis», como nos dá conta Júlio António Borges no seu &lt;em&gt;Roteiro Turístico do Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outro lado, a freguesia de Almofala é reconhecida como uma zona dotada de preciosos recursos minerais que ao longo da sua história foram sendo explorados até uma época relativamente recente, sendo de destacar, como exemplos mais significativos de explorações abandonadas, a &lt;em&gt;mina Vale do Torno&lt;/em&gt;, a do &lt;em&gt;ribeiro dos Frades&lt;/em&gt;, a do &lt;em&gt;Cachão&lt;/em&gt; e a do &lt;em&gt;prado do Rodelo&lt;/em&gt;. Aí se extraíam &lt;em&gt;cassiterites&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;pirites&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;galenites&lt;/em&gt;, minerais associados à prata. Existe mesmo um local chamado&amp;nbsp;&lt;em&gt;Cabeço da Prata&lt;/em&gt;, topónimo que pode relacionar-se com a extracção deste metal em épocas mais remotas.[11] Para além dos recursos minerais referidos, a região de Almofala é também rica em recursos plumbários argentíferos, sabendo-se que o chumbo foi um dos últimos minérios a ser explorado em Almofala, sob o período da &lt;em&gt;Regeneração&lt;/em&gt;, pois por Decreto n.º 73, de 27 de Março de 1855 era fundada a &lt;em&gt;Sociedade Mineira de Ribacôa&lt;/em&gt;, «detentora da mina de chumbo argentífero na povoação de Almofala, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo». [12]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Possui também Almofala um local de afamada nascente de águas termais, pelas suas propriedades e indicações no tratamento de certas doenças. Trata-se da &lt;em&gt;fonte do Chafurdo&lt;/em&gt; situado no &lt;em&gt;vale de Láxara,&lt;/em&gt; ao fundo de um bosque de carrascos junto a um confunto de hortas delimitadas por muros de pedra seca. A fonte é protegida por uma grande laje de granito assente em plano inclinado sobre um poço com cerca de 50x50 cm e igual profundidade. As mais antigas referências escritas à nascente e respectiva fonte, surgem pela mão do abade de Almofala, na sua resposta aos&amp;nbsp;inquéritos para&amp;nbsp;as &lt;em&gt;Memórias Paroquiais&lt;/em&gt;, datada de 28 de Maio de 1758 que vamos citar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;Tem uma fonte desviada do lugar, para o Nascente, no sítio a que chamam «Vale de Laxára». A água desta fonte é ferrada, e sai de piçarras, ou pedra branda, sem se levantar da terra. Já de tempos antigos, os trabalhadores se abstinham de a beber, por lhes fazer fome. No ano de 1728, o Dr. Bernardo Lopes Pinho, médico na cidade da Guarda, veio observar as águas e declarou ser manancial de mina de aço e por consequência terem particular virtude para todas as pessoas obstruídas, e com febres lentas, produzidas por semelhantes obstruções. Por esta razão, nos anos de 1749 até ao de 1754 concorreram dela muitas pessoas deste reino e do de Castela, e com efeito curou muitos enfermos de várias queixas; porém, destas águas quiseram fazer um total e generalíssimo remédio para todas as enfermidades, daqui veio que muitos se não melhoraram, antes foram piores por abuso e por lhes serem contrárias; do que nasceu perderem em grande parte o crédito e por isso já não são frequentadas, senão por raras pessoas&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo cientificamente classificada a sua água como de natureza bicarbonatada sódica ferruginosa, é particularmente indicada para doenças de estômago e anemias. A tradição popular atribui-lhe ainda qualidades terapêuticas oftalmológicas. [13]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do património natural de Almofala&amp;nbsp;destacam-se&amp;nbsp;ainda as&amp;nbsp;impressionantes vistas das arribas do Águeda que&amp;nbsp;integra o&amp;nbsp;&lt;em&gt;Parque Natural do Douro Internacional&lt;/em&gt; e onde existe uma numerosa colónia de grifos, fazendo desta região um paraíso natural da avifauna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enquadramento judicial&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como todas os restantes lugares do concelho, primitivamente pertenceu às justiças de Castelo Rodrigo instituídas pela monarquia leonesa. Após a sua integração na soberania portuguesa, com o Tratado de Alcanices, manteve-se sob a mesma alçada da jurisdição da vila, como era usual, pois o termo comarca não existia até ao século XV no sentido que hoje lhe damos de circunscrição judicial. Após o século XV pertenceu à abrangente &lt;em&gt;comarca da Beira&lt;/em&gt;. Nos finais do século XVI as comarcas passam também a chamar-se províncias. As reformas administrativas então empreendidas em cada província deram origem a circunscrições menores que retomam o nome de comarcas. Desde então, e até à criação da comarca de Figueira de Castelo Rodrigo, após a sua elevação a vila e sede de concelho, Almofala, tal como a maioria das actuais localidades, pertenceu à Comarca de Pinhel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enquadramento eclesiástico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes da época árabe, provavelmente a localidade actual ainda não existia. Eventualmente um ou outro dos locais, situados dentro dos limites da freguesia, que atrás assinalámos, onde se acharam vestígios incontestáveis da sua ocupação na época romana ou mesmo anterior, como os casos de &lt;em&gt;Civitas Cobelcorum&lt;/em&gt; ou o castro romanizado de Santo André, podem ter sido paróquias da diocese de Viseu e mais tarde da &lt;em&gt;diocese de Caliábria&lt;/em&gt;, que, como se sabe, foi extinta à época da invasão árabe. Restaurada a mesma &lt;em&gt;diocese de Caliábria&lt;/em&gt; por Fernando II de Leão em Ciudad Rodrigo (passou a usar este nome) e posto que o topónimo Almofala surge mencionado num documento do Mosteiro de Santa Maria de Aguiar de 1165, portanto posterior apenas em 4 anos à data da restauração da diocese,&amp;nbsp;temos por certo&amp;nbsp;que passou a ser uma das suas paróquias. Após a passagem dos concelhos de Ribacôa para a monarquia portuguesa, manteve-se na diocese de Ciudad Rodrigo até 1404. Neste ano passou à diocese de Lamego juntamente com todas as paróquias de Ribacôa subtraídas à de Ciudad Rodrigo por uma bula de Bonifácio IX, a instâncias de D. João I e a pretexto do Grande Cisma que então se abateu sobre a Cristandade ocidental. Passou depois para o bispado de Pinhel, elevado em 1770, por um breve de Clemente XIV, no reinado de D. José I. Finalmente, a 30 de Setembro de 1891, o papa Leão XIII, a pedido do rei D. Luís, dissolvia a diocese de Pinhel através da Bula &lt;em&gt;Gravissima Christi Eclesiam&lt;/em&gt;, e tal como sucedeu com as demais paróquias do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, Almofala passou a pertencer à diocese da Guarda, onde se manteve até hoje.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;__________&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;[1] COIXÃO, António do Nascimento Sá, proto-história e romanização guerreiros e colonizadores III Congresso de Arqueologia de Trás-os-Montes, Alto Douro e Beira Interior, acta 2: Proto-História e Romanização do Baixo Côa: Novos contributos para a sua caracterização, p.29 e seg.&lt;br /&gt;[2] COSME, Susana Rodrigues, Idem, acta 4: Proto-História e a Romanização entre o Côa e o Águeda, p.72 e seg.&lt;br /&gt;[3] ARA – Associação de Desenvolvimento, Estudo e Defesa do Património da Beira Interior.&lt;br /&gt;[4] COSME, Id. Ibid.&lt;br /&gt;[5] MAIA, M. (1977) – Vilas romanas do território interamniense. O Arqueólogo Português. Lisboa, 3ª série. 7-9, p. 209-212.&lt;br /&gt;[6] ALARCÃO, Jorge de, Notas de arqueologia, epigrafia e toponímia – II, Revista Portuguesa de Arqueologia. Volume 7, número 2.2004, p.203.&lt;br /&gt;[7] VICENTE, António M. Balcão, A “Extremadura” Leonesa . O caso da fronteira de Riba-Côa nos séculos XII-XIII, p. 291.&lt;br /&gt;[8] Id. Ibid., p. 295.&lt;br /&gt;[9] BORGES, Júlio António, O Mosteiro de Santa Maria de Aguiar e os Monges de Cister, ed. da Câmara Municipal de F. C. Rodrigo, 1997, pp. 62-63.&lt;br /&gt;[10] COELHO, Maria Helena da Cruz e Miguel Rêpas, As petições dos concelhos do distrito da Guarda em Cortes e a política transfronteiriça, in Centro de Estudos Ibéricos, p.5.&lt;br /&gt;[11] BORGES, Júlio António, Figueira de Castelo Rodrigo, roteiro turístico do concelho, 2.ª edição da Câmara Municipal, 1997, p.57.&lt;br /&gt;[12] SERRÃO, Joaquim Veríssimo, História de Portugal, vol. IX, Editorial Verbo, 1986, pp. 284-285.&lt;br /&gt;[13] Site Águas Termais ( aceder pelo link)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-4048695859699311658?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/4048695859699311658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/almofala.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/4048695859699311658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/4048695859699311658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/almofala.html' title='Almofala'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdqSI4iRLI/AAAAAAAAAPw/BXuT-F1OF-E/s72-c/abras.alm.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-5588864067915120630</id><published>2009-10-31T23:30:00.007Z</published><updated>2009-11-09T03:26:10.692Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Castelo Rodrigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdqjAD5AoI/AAAAAAAAAP4/ab1HaeLRZ24/s1600-h/abras.cr.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401903427598484098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 108px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdqjAD5AoI/AAAAAAAAAP4/ab1HaeLRZ24/s400/abras.cr.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Castelo Rodrigo é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 27,52 km² de área e 469 habitantes (2001). Densidade: 17,0 hab/km².&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-5588864067915120630?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/5588864067915120630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/castelo-rodrigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/5588864067915120630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/5588864067915120630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/castelo-rodrigo.html' title='Castelo Rodrigo'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdqjAD5AoI/AAAAAAAAAP4/ab1HaeLRZ24/s72-c/abras.cr.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-3830888761005134938</id><published>2009-10-31T23:29:00.007Z</published><updated>2009-11-09T03:26:34.690Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Cinco Vilas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdq3LHJtFI/AAAAAAAAAQA/JSpubfW3520/s1600-h/abras.cv.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401903774162334802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 108px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdq3LHJtFI/AAAAAAAAAQA/JSpubfW3520/s400/abras.cv.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cinco Vilas é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 17,60 km² de área e 103 habitantes (2001). Densidade: 5,9 hab/km².&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-3830888761005134938?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/3830888761005134938/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/cinco-vilas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3830888761005134938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3830888761005134938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/cinco-vilas.html' title='Cinco Vilas'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdq3LHJtFI/AAAAAAAAAQA/JSpubfW3520/s72-c/abras.cv.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-6221574771802573966</id><published>2009-10-31T23:27:00.006Z</published><updated>2009-11-09T03:26:54.096Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Colmeal</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdrN-kjMVI/AAAAAAAAAQI/vf0b331GDMo/s1600-h/abras.col.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401904165932970322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 107px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdrN-kjMVI/AAAAAAAAAQI/vf0b331GDMo/s400/abras.col.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colmeal é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 40,02 km² de área e 58 habitantes (2001). Densidade: 1,4 hab/km².&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-6221574771802573966?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/6221574771802573966/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/colmeal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/6221574771802573966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/6221574771802573966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/colmeal.html' title='Colmeal'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdrN-kjMVI/AAAAAAAAAQI/vf0b331GDMo/s72-c/abras.col.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-5487611245311064237</id><published>2009-10-31T23:25:00.007Z</published><updated>2009-11-09T03:27:15.512Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Escalhão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdrrEu3f8I/AAAAAAAAAQQ/KId3QH6ieJE/s1600-h/abras.escalh.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401904665803063234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 122px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdrrEu3f8I/AAAAAAAAAQQ/KId3QH6ieJE/s400/abras.escalh.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico e administrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escalhão é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 78,43 km² de área e 931 habitantes (2001). Densidade: 11,9 hab/km².&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-5487611245311064237?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/5487611245311064237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/escalhao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/5487611245311064237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/5487611245311064237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/escalhao.html' title='Escalhão'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdrrEu3f8I/AAAAAAAAAQQ/KId3QH6ieJE/s72-c/abras.escalh.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-6245680497019087600</id><published>2009-10-31T23:23:00.007Z</published><updated>2009-11-09T03:27:34.884Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Escarigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdsCLSUdmI/AAAAAAAAAQY/P0Al_z1cWh4/s1600-h/abas.escar.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401905062699365986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 107px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdsCLSUdmI/AAAAAAAAAQY/P0Al_z1cWh4/s400/abas.escar.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escarigo é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 17,66 km² de área e 124 habitantes (2001). Densidade: 7,0 hab/km².&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-6245680497019087600?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/6245680497019087600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/escarigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/6245680497019087600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/6245680497019087600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/escarigo.html' title='Escarigo'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdsCLSUdmI/AAAAAAAAAQY/P0Al_z1cWh4/s72-c/abas.escar.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-3417252815545601105</id><published>2009-10-31T23:20:00.043Z</published><updated>2010-02-13T12:45:50.512Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Figueira de Castelo Rodrigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdsdAdHtsI/AAAAAAAAAQg/DnvgWdl2soU/s1600-h/abas.fcr.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401905523648345794" src="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdsdAdHtsI/AAAAAAAAAQg/DnvgWdl2soU/s400/abas.fcr.gif" style="cursor: hand; float: left; height: 107px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 100px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;administrativo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Figueira de Castelo Rodrigo é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 34,05 km² de área e 2 253 habitantes (2001). Densidade: 66,2 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;hab&lt;/span&gt;/km².&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A granja&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A freguesia de São Vicente de Figueira teve a sua origem numa modesta granja do convento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cisterciense&lt;/span&gt; de Santa Maria de Aguiar, igual a tantas outras que as instituições monásticas, sob a protecção dos monarcas cristãos, criavam nas regiões peninsulares relativamente despovoadas em virtude da dominação árabe, com a finalidade de nelas fixar as populações e promover o seu desenvolvimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atendendo à proximidade a que a localidade se encontra do mosteiro é bastante provável que as autoridades monásticas tenham adoptado na primitiva granja de São Vicente de Figueira um esquema de exploração em conformidade com o esquema clássico deste tipo de propriedade. Seria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;certamemente&lt;/span&gt; uma forma de exploração directa exercida através de um punhado de monges laicos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;conversos&lt;/span&gt; e, eventualmente, alguns assalariados que se dedicariam à lavoura, à pastorícia e a outras actividades sob a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;superintendência&lt;/span&gt; ocasional de um feitor, (&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;magister&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;grangiae&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;), e a supervisão sistemática de um mordomo (&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;majordomus&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;), a quem competia zelar pela quantidade e qualidade da produção e encaminhá-la ao armazém (&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;cellarium&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;) da abadia sob a guarda de um «celeireiro». Só mais tarde a granja teria evoluído para um sistema misto ou de arrendamento a particulares, através contratos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;predominantemente&lt;/span&gt; vitalícios mas que implicavam por parte dos rendeiros a necessidade de proverem a granja de equipamentos e estruturas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;imprescindíveis&lt;/span&gt; à sua exploração. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Combinando as evidências históricas com o esquema descritivo que Júlio Borges faz das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;granjas&lt;/span&gt; de Santa Maria de Aguiar [1] e alguma dose de imaginação, poderíamos recriar para a área contígua à Igreja matriz da actual vila de Figueira de Castelo uma imagem aproximada do que ela seria no tempo em que não passava disso mesmo: Uma granja! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #666600;"&gt;1508 - Documento do Mosteiro de Santa Maria de Aguiar - Arrendamento em vida a Francisco da Pena e mulher de uma horta e seus pertences, no lugar de Figueira...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401156312565715634" src="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvTDDLrWkrI/AAAAAAAAAPg/XqhWxFNUcmI/s400/granja+figueira.png" style="cursor: hand; display: block; height: 296px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #666600;"&gt;...por um almude de vinho, três galinhas, setenta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;reis&lt;/span&gt;, quatro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;fangas&lt;/span&gt; de centeio e o dízimo do que Deus der.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A aldeia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se sabe, com exactidão, quando é que a primitiva granja terá sido criada, mas tendo em conta os estudos já efectuados por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Lindley&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Cintra&lt;/span&gt; [2], José Joaquim da Silva [3] e Júlio Borges [4] sobre uma parte considerável do acervo documental do cartório do mosteiro que se guarda na Torre do Tombo, não há dúvida que o foi antes do século XIV, pois em 1303 o lugar de «&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;ffygeira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;» é mencionado numa «&lt;em&gt;Avença e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;escambo&lt;/span&gt; que fizeram o mosteiro de Santa Maria de Aguiar e João Domingos de bens situados em Castela por outros em Portugal&lt;/em&gt;». Em 1442 já possuía uma igreja com o respectivo abade. Em 1459 surge um litígio entre o abade do mosteiro e o bispado de Lamego a propósito dos direitos espirituais sobre a paróquia de S. Vicente de Figueira, alegando o primeiro que esses direitos lhe pertenciam por a paróquia já ter sido sido uma granja do mosteiro. A questão levou a que o Papa Pio II interviesse através de uma bula datada daquele ano, considerando a alegação e ordenando o Juiz Apostólico, abade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Salzedas&lt;/span&gt;, que averiguasse os factos. A existência de um abade paroquial desde 1459 em S. Vicente de Figueira autoriza-nos a inclui-la entre as demais paróquias de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Ribacôa&lt;/span&gt; que sabemos terem sido subtraídas à diocese de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Ciudad&lt;/span&gt; Rodrigo e integradas no &lt;em&gt;Bispado Novo de Lamego&lt;/em&gt;, por uma bula ditada em 1403 pelo Papa Bonifácio IX, em resposta favorável ao apelo que lhe havia sido dirigido por D. João I.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar do diferendo, que só terminou em 1462 com uma determinação do Juiz apostólico, favorável à causa defendida pelo primeiro litigante, no sentido de que a paróquia de S. Vicente de Figueira regressasse, assim que vagasse, à posse do mosteiro e que o abade deste lá passasse a pôr religiosos amovíveis, a verdade é que a comunidade paroquial foi crescendo e, durante os dois séculos que se seguiram, a aldeia foi-se libertando dos vínculos que o prendiam à instituição monástica. Com efeito, em 1694 os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;mordomos&lt;/span&gt; da freguesia de S. Vicente de Figueira já tomavam a liberdade de convidar clérigos de outras freguesias para as pregações além de que já era tido por antigo costume o contrato que ela tinha feito, para os mesmos fins, com a câmara de Castelo Rodrigo, a despeito dos clérigos do mosteiro. Desde então e até à extinção do mosteiro em 1834, a aldeia vizinha de São Vicente de Figueira foi sobrevivendo a muito custo ao estado de decadência que se abateu sobre aquela instituição e aos rastos de destruição deixadas pelas guerras, particularmente pelos prejuízos resultantes da terceira invasão francesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na primeira década do século XVIII a aldeia de São Vicente de Figueira ainda se afigurava como uma localidade discreta e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;insignificante&lt;/span&gt;, como se pode depreender do facto de António Carvalho da Costa não a ter incluído no rol dos principais lugares do termo da vila de Castelo Rodrigo, no tomo II da sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Corografia&lt;/span&gt;, publicada em 1708. Aceitamos como fidedignos os dados demográficos que Carvalho da Costa regista, até mesmo para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Reigada&lt;/span&gt;, que então era vila com conselho próprio, assim como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Escalhão,&lt;/span&gt; que o mesmo autor refere à parte do termo de Castelo Rodrigo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só para se ter uma ideia dos efectivos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;populacionais&lt;/span&gt; por povoação na primeira década do século XVIII (associando-se o termo &lt;em&gt;vizinho&lt;/em&gt; ao termo &lt;em&gt;fogo&lt;/em&gt;), refira-se que Castelo Rodrigo contava com apenas 80 vizinhos, Vilar de Amargo 110, Algodres 210, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Freixeda&lt;/span&gt; do Torrão 320, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Quintã&lt;/span&gt; do Pêro Martins 40, Penha de Águia 50, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Almofala&lt;/span&gt; 68, Vilar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Torpim&lt;/span&gt; 210, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Escarigo&lt;/span&gt; 110, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Vermiosa&lt;/span&gt; 160, Nave Redonda 40, Mata de Lobos 130, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Reigada&lt;/span&gt; 120 e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Escalhão&lt;/span&gt; 450. [5] Já então a população da vila de Castelo Rodrigo era diminuta e a situação tendeu a agravar-se nos sessenta anos que se seguiram, o que se vê pelas lamentações do seu reitor, José Lourenço Ferreira, que nas suas &lt;em&gt;Memórias Paroquiais&lt;/em&gt; de 1758, reportando-se aos seus setenta e quatro vizinhos conclui tratar-se de "&lt;em&gt;muito pouca gente para uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;villa&lt;/span&gt; e Praça de Armas&lt;/em&gt;." Pela mesma data, a freguesia de Figueira, segundo o respectivo pároco em resposta ao mesmo inquérito que consta das &lt;em&gt;Memórias Paroquiais&lt;/em&gt;, compunha-se de 187 vizinhos, o que comparando com os dados referidos atrás parece ser um efectivo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;populacional&lt;/span&gt; apreciável para uma povoação que meio século antes nem sequer aparecia nas «&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;corografias&lt;/span&gt;» e pode servir de prova de que a aldeia estava em franco crescimento. Que causas podemos sublinhar para tal crescimento?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A vila&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;No decurso do século XVIII e primeiro terço do seguinte, passadas as provações da invasão napoleónica, a pacata aldeia de Figueira iria sair do anonimato e afirmar-se no quadro regional por força de um conjunto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;circunstâncias&lt;/span&gt;. Já em 1747 o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Pe&lt;/span&gt; Luís &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Cardozo&lt;/span&gt; anotava no seu inacabado &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Diccionario&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Geografico&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; que a tradicional feira de Castelo Rodrigo havia passado para o lugar de Figueira, por aspereza do terreno da vila [6] e em 1758 o reitor da vila, José Lourenço Ferreira, a que já fizemos referência, haveria de realçar o mesmo facto, acrescentado que «&lt;em&gt;à dita feira concorre muita gente de diversas partes, gados e comestíveis&lt;/em&gt;» e sugerindo que o progressivo despovoamento da vila nasceu daí: «&lt;em&gt;a razão da mudança foi porque, neste tempo alguns Ministros e Vereadores ali moravam e queriam ter a feira à porta de casa. [...] porque no tempo presente, ordinariamente os vereadores são do dito lugar de Figueira , governando eles muitas vezes esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Villa&lt;/span&gt; e termo, dando permissão aos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;officiais&lt;/span&gt; de justiça e pessoas que têm partido na Câmara, vivam e sejam moradores no dito lugar de Figueira, se acha esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Villa&lt;/span&gt; tão falta de moradores e se vai demolindo pouco a pouco&lt;/em&gt;» [7]&lt;br /&gt;Daí se conclui que, à medida que a antiga vila se arruinava e ia perdendo o papel central de outrora, tanto no plano &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;geoestratégico&lt;/span&gt; e militar como no domínio económico, a alta sociedade ali provida nos mais altos cargos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;administrativos&lt;/span&gt; via-se atraída pelo lugar de Figueira como o lugar mais aprazível para edificar os seus palacetes e instalar-se aí, chegando mesmo a encorajar os seus funcionários a seguir-lhes o exemplo. Paralelamente a concorrida feira que para aqui já se havia transferido passaria a atrair todo o género de comerciantes e artesãos e servidores, transformando-se no centro da estrutura económica da região que continuava a ser servida pela movimentada via fluvial do Douro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não admira, pois, que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;transferência&lt;/span&gt; de poder, que em 1832 já se adivinhava eminente perante a reforma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;administrativa&lt;/span&gt; empreendida por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Mouzinho&lt;/span&gt; da Silveira, se consumasse no dia 25 de Junho de 1836. D. Maria II, através de uma carta referendada pelo ministro Agostinho José Freire naquela data, atribuía à aldeia de S. Vicente de Figueira o foro de vila e legitimava formalmente a passagem da sede do concelho de Castelo Rodrigo para a nova vila com a designação que hoje possui de Figueira de Castelo Rodrigo, servindo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;determinativo&lt;/span&gt; para a distinguir de outros topónimos comuns, mas também para se guardar sempre homenagem à antiga sede.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Referências&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;1. BORGES, Júlio António, O Mosteiro de Santa Maria de Aguiar e os Monges de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Cister&lt;/span&gt;, edição da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, 1997.&lt;br /&gt;2. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;CINTRA&lt;/span&gt;, Luís &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Lindley&lt;/span&gt;, A Linguagem dos Foros de Castelo Rodrigo, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1984.&lt;br /&gt;3. Silva, José Joaquim, Monografia de Figueira de Castelo Rodrigo.&lt;br /&gt;4. BORGES, Júlio António, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;ob&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;cit&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;5. COSTA, António Carvalho da, 1650-1715&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Corografia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;portugueza&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;descripçam&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;topografica&lt;/span&gt; do famoso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;reyno&lt;/span&gt; de Portugal... / P. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Antonio&lt;/span&gt; Carvalho da Costa. - Lisboa : na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Off&lt;/span&gt;. de Valentim da Costa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Deslandes&lt;/span&gt;, 1706-1712. - 3 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;vol&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;6. CARDOSO, Luís, C.O., 16---1769, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Diccionario&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;geografico&lt;/span&gt;, ou noticia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;historica&lt;/span&gt; de todas as cidades, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;villas&lt;/span&gt;, lugares, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;aldeas&lt;/span&gt;, Rios, Ribeiras, e Serras dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;Reynos&lt;/span&gt; de Portugal e Algarve, com todas as cousas raras, que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;nelles&lt;/span&gt; se encontrão, assim antigas, como modernas. - Lisboa : Regia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;Offic&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;Silviana&lt;/span&gt;, 1747-1751. - 2 v, Tomo II, p. 540&lt;br /&gt;7. Carlos Querido, Memórias da Vila das Águias, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;in&lt;/span&gt; jornal &lt;em&gt;Ecos da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;Marofa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, n.º 353 de 25-02-2007&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-3417252815545601105?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/3417252815545601105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/figueira-de-castelo-rodrigo-freguesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3417252815545601105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3417252815545601105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/figueira-de-castelo-rodrigo-freguesia.html' title='Figueira de Castelo Rodrigo'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdsdAdHtsI/AAAAAAAAAQg/DnvgWdl2soU/s72-c/abas.fcr.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-5719924189770867084</id><published>2009-10-31T23:18:00.006Z</published><updated>2009-11-09T03:28:26.517Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Freixeda do Torrão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svds6i5cCXI/AAAAAAAAAQo/cTP6QGfSzns/s1600-h/abras.ftorr.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401906031110130034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 107px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svds6i5cCXI/AAAAAAAAAQo/cTP6QGfSzns/s400/abras.ftorr.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Freixeda do Torrão é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 23,51 km² de área e 306 habitantes (2001). Densidade: 13,0 hab/km².&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-5719924189770867084?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/5719924189770867084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/freixeda-do-torrao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/5719924189770867084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/5719924189770867084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/freixeda-do-torrao.html' title='Freixeda do Torrão'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svds6i5cCXI/AAAAAAAAAQo/cTP6QGfSzns/s72-c/abras.ftorr.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-1823789087026330567</id><published>2009-10-31T23:17:00.006Z</published><updated>2009-11-09T03:28:54.028Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Mata de Lobos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvduNL5d1gI/AAAAAAAAAQw/iEa0V-JuFXk/s1600-h/abras.mlob.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401907450865374722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 108px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvduNL5d1gI/AAAAAAAAAQw/iEa0V-JuFXk/s400/abras.mlob.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mata de Lobos é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 37,79 km² de área e 496 habitantes (2001). Densidade: 13,1 hab/km².&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-1823789087026330567?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/1823789087026330567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/mata-de-lobos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/1823789087026330567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/1823789087026330567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/mata-de-lobos.html' title='Mata de Lobos'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvduNL5d1gI/AAAAAAAAAQw/iEa0V-JuFXk/s72-c/abras.mlob.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-8497120924027235472</id><published>2009-10-31T23:14:00.005Z</published><updated>2009-11-09T03:29:18.568Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Penha de Águia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCpsYAsHLI/AAAAAAAAAN4/UHSJZgbgWjk/s1600-h/penhaa.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400002533041904818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 105px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCpsYAsHLI/AAAAAAAAAN4/UHSJZgbgWjk/s200/penhaa.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Penha da Águia é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 17,46 km² de área e 169 habitantes (2001). Densidade: 9,7 hab/km².&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-8497120924027235472?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/8497120924027235472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/penha-de-aguia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/8497120924027235472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/8497120924027235472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/penha-de-aguia.html' title='Penha de Águia'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCpsYAsHLI/AAAAAAAAAN4/UHSJZgbgWjk/s72-c/penhaa.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-3521662009625813467</id><published>2009-10-31T23:11:00.009Z</published><updated>2009-11-09T03:29:49.188Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Quintã de Pêro Martins</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svduma4qMOI/AAAAAAAAAQ4/7FOzMnFvHbs/s1600-h/abras.qpm.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401907884385251554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 107px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svduma4qMOI/AAAAAAAAAQ4/7FOzMnFvHbs/s400/abras.qpm.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquadramento geográfico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e administrativo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quintã de Pêro Martins é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 15,52 km² de área e 206 habitantes (2001). Densidade: 13,3 hab/km².&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-3521662009625813467?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/3521662009625813467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/quinta-de-pero-martins.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3521662009625813467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3521662009625813467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/quinta-de-pero-martins.html' title='Quintã de Pêro Martins'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svduma4qMOI/AAAAAAAAAQ4/7FOzMnFvHbs/s72-c/abras.qpm.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-1213308877776244291</id><published>2009-10-31T23:09:00.006Z</published><updated>2009-11-09T03:30:17.658Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Reigada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdu_YYfuNI/AAAAAAAAARA/P7wcSLIWn7Y/s1600-h/abras.reig.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401908313210206418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 122px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdu_YYfuNI/AAAAAAAAARA/P7wcSLIWn7Y/s400/abras.reig.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Reigada é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 25,43 km² de área e 348 habitantes (2001). Densidade: 13,7 hab/km².&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-1213308877776244291?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/1213308877776244291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/reigada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/1213308877776244291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/1213308877776244291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/reigada.html' title='Reigada'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdu_YYfuNI/AAAAAAAAARA/P7wcSLIWn7Y/s72-c/abras.reig.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-3340822198564128042</id><published>2009-10-31T23:06:00.006Z</published><updated>2009-11-09T03:30:39.477Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Vale de Afonsinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdvlGEh1vI/AAAAAAAAARI/dy726A8Urvs/s1600-h/abras.+vaf.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401908961129649906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 107px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdvlGEh1vI/AAAAAAAAARI/dy726A8Urvs/s400/abras.+vaf.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquadramento geográfico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale de Afonsinho é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 13,79 km² de área e 122 habitantes (2001). Densidade: 8,8 hab/km².&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-3340822198564128042?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/3340822198564128042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/vale-de-alfonsinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3340822198564128042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3340822198564128042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/vale-de-alfonsinho.html' title='Vale de Afonsinho'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvdvlGEh1vI/AAAAAAAAARI/dy726A8Urvs/s72-c/abras.+vaf.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-4384688432206940643</id><published>2009-10-31T23:02:00.006Z</published><updated>2009-11-09T03:31:01.295Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Vermiosa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdv_sVV6WI/AAAAAAAAARQ/fVeW1IOKtl0/s1600-h/abras.verm.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401909418077317474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 121px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdv_sVV6WI/AAAAAAAAARQ/fVeW1IOKtl0/s400/abras.verm.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vermiosa é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 39,50 km² de área e 438 habitantes (2001). Densidade: 11,1 hab/km².&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-4384688432206940643?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/4384688432206940643/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/vermiosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/4384688432206940643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/4384688432206940643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/vermiosa.html' title='Vermiosa'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/Svdv_sVV6WI/AAAAAAAAARQ/fVeW1IOKtl0/s72-c/abras.verm.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-7687808586709295705</id><published>2009-10-31T22:59:00.005Z</published><updated>2009-11-09T03:31:28.618Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Vilar de Amargo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCxhFREXgI/AAAAAAAAAOw/Q1xQruJxAn4/s1600-h/vilaram.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400011135124790786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 105px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCxhFREXgI/AAAAAAAAAOw/Q1xQruJxAn4/s200/vilaram.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Enquadramento geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Vilar de Amargo é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 27,35 km² de área e 236 habitantes (2001). Densidade: 8,6 hab/km².&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-7687808586709295705?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/7687808586709295705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/vilar-de-amargo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/7687808586709295705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/7687808586709295705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/vilar-de-amargo.html' title='Vilar de Amargo'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCxhFREXgI/AAAAAAAAAOw/Q1xQruJxAn4/s72-c/vilaram.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1606288443617873979.post-3152404016141356381</id><published>2009-10-31T22:38:00.006Z</published><updated>2009-11-09T03:32:03.333Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História local'/><title type='text'>Vilar Torpim</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCyPOr94DI/AAAAAAAAAO4/KoG7vblntyw/s1600-h/vilart.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400011927927513138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 118px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCyPOr94DI/AAAAAAAAAO4/KoG7vblntyw/s200/vilart.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Enquadramento Geográfico&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e administrativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vilar Torpim é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 30,92 km² de área e 297 habitantes (2001). Densidade: 9,6 hab/km².&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a class="image" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Flag_of_Portugal.svg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1606288443617873979-3152404016141356381?l=leoborsalfcr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/feeds/3152404016141356381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/algodres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3152404016141356381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1606288443617873979/posts/default/3152404016141356381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leoborsalfcr.blogspot.com/2009/10/algodres.html' title='Vilar Torpim'/><author><name>Leonel Salvado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935363114621813052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/S6fMOFi3RrI/AAAAAAAAAkY/MSCsOO0TRvw/S220/Eu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_S-CeBwoQBF8/SvCyPOr94DI/AAAAAAAAAO4/KoG7vblntyw/s72-c/vilart.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
